Resenha: O Mártir das catacumbas

Foto de Arquivo. Capa
Foto de Arquivo.
Capa “O Mártir das Catacumbas”
Editora Portavoz

O cristianismo acomodado da nossa atual sociedade, dos mega templos e dos shows multitudinários, não tem nada em comum com o cristianismo relatado no livro “O Mártir das Catacumbas”. Gostei de ler, chorei ao ler e o fiz mais de uma vez (ambas coisas, chorar e ler).

“Nada de luz, somente trevas
que mostravam quadros de angústia,
regiões de dor, funestas sombras.”

              Imagine a situação: crianças, jovens, famílias inteiras, anciões, todos vivendo em túneis subterrâneos, nas catacumbas de Roma, para poder viver sua fé em Jesus. Que convicção, que amor tão forte e profundo pode fazer com que pessoas (algumas delas ricas), deixem a luz da superfície para viver na escuridão das catacumbas? No entanto, naquele lugar sombrio, frio, úmido, onde o ar era escasso e os ossos atrofiavam-se pela falta de luz, a Luz de Jesus iluminava suas almas e os ajudava a suportar a difícil carga que necessitavam levar.

“Ao meu Salvador não se pode adorar desta maneira. Seus seguidores devem confessá-lo abertamente. Ele disse: “Aquele que me confessar diante dos homens, o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus”. Negá-lo na minha vida o nos meus atos exteriores, é exatamente o mesmo que negá-lo na maneira como pede a lei. Isso eu não posso fazer. Aquele que me amou primeiro, eu o amo, porque Ele, ao amar-me pôs sua vida no meu lugar. Minha maior alegria é proclamá-lo diante dos homens; morrer por Ele será o ato mais nobre que eu possa fazer, e a coroa de mártir será minha recompensa gloriosa.”

(Marcelo, O Mártir das Catacumbas)

                  Marcelo, um soldado pretoriano, depois de ver um grupo de cristãos sendo mortos no Coliseu de Roma, resolve conhecer melhor aquele grupo de perseguidos. No entanto, para conseguir o que se propunha necessita que alguém lhe guie pelos labirintos subterrâneos das catacumbas, onde muitos já se perderam e acabaram morrendo. Será que ele consegue aproximar-se do grupo de cristão que vive ali?

                   Uma informação interessante é sobre o desconhecimento da autoria do livro. Um exemplar foi resgatado de um naufrágio pelo Capitão Richard Roberts no ano de 1876. Sem dúvida recomendo a leitura deste incrível livro. Para finalizar, deixo o link da Série Evidências,apresentada pelo arqueólogo Rodrigo P. Silva, que fala sobre as catacumbas romanas. Espero que você goste.

Lembre-se que este blog é um canal de comunicação bilateral. Será um prazer ler e responder o seu comentário. (Post en castellano: Reseña El Mártir de las Catacumbas)

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5 comentários sobre “Resenha: O Mártir das catacumbas

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