A maioria das pessoas que caminhem atrás de mim serão crianças, por isso manterei os passos curtos." Hans Christian Andersen
Autor: Claudine Bernardes
Claudine Bernardes, escritora e Especialista em Contos e Fábulas Terapêuticas, é brasileira e vive na Espanha há 15 anos.
É Diretora das Coleções Infantil e Didática da editorial Espanhola Sar Alejandría Ediciones e autora de diversos livros publicados tanto no Brasil como na Espanha ("A Amendoeira Triste", Contos que Curam: Educação Emocional e Terapia por meio de Contos - “Carlota não quer falar”, do Projeto Educação Emocional com Carlota e criadora do “Ludo das Emoções”).
Também é professora em EPsiHum (Escuela de Terapia Psicoexpresiva Humanista) do Instituto IASE, com sede em Valência, e realiza cursos e oficinas por Europa e Brasil sobre educação emocional e terapia através de contos.
Claudine é criadora do Método Contoexpressivo, e realiza oficinas e cursos desta Metodologia.
(Para leer el texto en Español pincha: Drummond: Cuando la pérdida se hace poesía)
O que Viveu Meia Hora
Nascer para não viver
só para ocupar
estrito espaço numerado
ao sol-e-chuva
que meticulosamente vai delindo
o número
enquanto o nome vai-se autocorroendo
na terra, nos arquivos
na mente volúvel ou cansada
até que um dia
trilhões de milênios antes do juízo final
não reste em qualquer átomo
nada de uma hipótese de existência.
(Carlos Drummond de Andrade)
Em 1925 Drummond se casou com Dolores Dutra de Morais, uma moça que conheceu no cinema de Belo Horizonte. No ano seguinte, Dolores dá à luz ao primeiro filho do casal, Carlos Flávio, mas o menino morre meia-hora após o parto, asfixiado pelo cordão umbilical. O poema “O que viveu meia hora” foi escrito por Drummond como da perda. Recuperada, Dolores tem uma segunda gravidez tranquila. Maria Julieta nasce em março de 1928.
Dolores, Drummond e a Maria Julieta.
No entanto, Drummond ainda guardava dentro a dor da perda do filho e a vontade de ser pai de um filho homem. Esse fato se vê refletido no seu poema Ser.
SER
O filho que não fiz
hoje seria homem.
Ele corre na brisa,
sem carne, sem nome.
Às vezes o encontro
num encontro de nuvem.
Apóia em meu ombro
seu ombro nenhum.
Interrogo meu filho,
objeto de ar:
em que gruta ou concha
quedas abstrato?
Lá onde eu jazia,
responde-me o hálito,
não me percebeste
contudo chamava-te
como ainda te chamo
(além, além do amor)
onde nada, tudo
aspira a criar-se.
O filho que não fiz
faz-se por si mesmo.
Você já conhecia essa parte da biografia de Carlos Drummond de Andrade? Já havia lido estas poesias antes? Espero notícias suas. Deixe sua opinião, comentários e sugestão. Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. 😉
Não serei o poeta de um mundo caduco
Também não cantarei o mundo futuro
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças
Entre eles, considero a enorme realidade
O presente é tão grande, não nos afastemos
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história
Não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida
Não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes
A vida presente
(Carlos Drummond de Andrade)
Não, amigo, não terei a ousadia de apresentar a Carlos Drummond de Andrade. Drummond dispensa apresentações. No entanto, não poderia deixar passar esta semana sem fazer-lhe minha homenagem. Drummond é meu poeta favorito, e acompanha-me desde minha adolescência. Memorizei vários poemas seus! Inclusive o primeiro post deste blog citava esse grande poeta (O Caminho e a Pedra). Dia 31 de outubro é o dia dele (esqueçam desse horrendo Halloween), é dia de comemorar a vida de Drummond, sua obra e o que herdamos dele. Viva a Drummond!
Escute uma bela interpretação do seu poema “Mãos dadas”:
Comente esse post e diga-me qual é o seu poema, conto, história preferido de Drummond. Espero notícias suas. (Para leer ese post en Español pincha: La Semana de Drummond)
No me pidas para escribirte poemas de amor,
cuando todo mi amor está delante de ti.
Compréndelo,
las palabras no pueden contener lo que siento por ti.
Puedo escribirte sobre el amor,
pero, no me pidas para expresarlo en palabras.
Eso es demasiado para mi.
No me pidas para expresar en palabras,
lo que ellas no te pueden decir.
Pero, mírame,
mis ojos, mis labios, mis manos,
hablarán por mí.
Porque todo mi ser,
es amor sin palabras,
para ti.
(Claudine Bernardes)
Há coisa que não gosto de traduzir, em virtude do que o texto significa para mim. Essa poesia é um desses textos que não gostaria de traduzir. No entanto, farei uma tentativa. Espero que não perca a sua essência.
Não me peça para escrever-te poemas de amor,
quando todo meu amor está diante de ti
Compreenda,
as palavras não podem conter o que sinto por ti.
Posso escrever sobre o amor,
mas não me peça para expressa-lo em palavras.
Está além de mim.
Não me peça para expressar em palavras
o que elas não podem dizer.
Só olha-me.
Meus olhos, meus lábios, minhas mãos
falarão por mim.
Porque todo o meu ser
é amor sem palavras
para ti.
Me nego transformar o amor em palavras tão limitadas de sentido. O amor deve ser vivido e transmitido cada dia. Porque cada dia trás consigo a maravilhosa oportunidade de amar. E digo “amar” porque “ser amado” é outra questão, vai além das nossas possibilidades. Entretanto, sempre estará nas nossas mãos amar e transmitir esse amor.
E para os “enamorados” uma música de Marcelo Janeci que gosto muito (Pra Sonhar):
Para você que me está lendo: Não perca a oportunidade de hoje demonstrar amor. Até breve e obrigada por ler “A Caixa de Imaginação“. Ah! Aceito desafios. Sinta-se a vontade para desafiar-me a escrever sobre algum tema. 😉
Dois bolos estavam ainda quentinhos sobre uma mesa.
_ Que cheirinho gostoso eu tenho. Me sinto fofinho e sei que estou muito gostosão. – Disse um bolo ao outro, bastante cheio de si.
_É verdade vei, pareces bastante fofinho mesmo. Isso é resultado da hábil mão do padeiro, ele te fez com muito carinho, cara!
_ Táx loco, mano! Tu vêx algum padeiro aqui, maluco? Cara, nem sei o que é um padeiro. – Respondeu incrédulo.
_ Cara, então como tu pensas que surgiste?
_ Caraca! Da maneira mais óbvia… primeiro se juntaram muitos elementos, tipo… importantes meu.
_ Mano, esses elementos que tu falas são os igredientes que o padeiro colocou dentro da bacia.
_ Cala a boca mané e escuta! Depois ocorreu uma grande explosão que fusionou todos os elementos.
_ Maluco, isso se chama batedeira! A explosão que tu disses foi produzida pela batedeira do padeiro, que serve para misturar os ingredientes.
_ Fica quieto e escuta a voz da sabedoria, cara! Depois da explosão passaram muitos e muitos anos, tipo, muitos anos mesmo. Os elementos se foram misturando e a coisa começou a se transformar. O clima mudou um montão durante esse tempo, para ajudar na fusão, entende? Então, depois disso tudo apareceu o gostosão aqui.
_ Cara, esse tempo que tu dizes foi quando o padeiro te colocou no forno dele. Primeiro tava frio, depois esquentou a beça, isso te fez crescer. Meu, manlandro, foi o forno do padeiro que te fez crescer assim!
_ Tu tá é louco, cara! Essa conversa de padeiro é balela, história pra criança pequena e pra idiotas. Esse maluco! De onde tu tirou essa história, vei?
_ Da receita que tá aí do teu lado! – O bolo gostosão olhou a receita e a leu um pouco.
_ Cara, isso deve ter sido tu quem escreveu pra tirar uma onda com a minha cara!
_ Mané, tu pirou! Eu nem tenho braço! Como pensa que escrevi?
(Os erros de ortografia são propositais, e a loucura momentânea as vezes regressa.)
Guardo a esperança presa em uma caixa de sapatos. Às vezes a espio com cuidado, não abro muito para que não fuja. Guardo minha esperança com zelo, desejando que as coisas mudem, e que minha simples esperança se transforme em algo tangível.
Guardo aquele sentimento que me deixaste, aquele sentimento que produziste ao partir. O mundo não o vê porque o guardo com zelo. Ninguém o ouve. Me calo e escondo o que levo. Ainda que guardado dentro de mim persista uma terrível tempestade, é minha essa tempestade e não a deixo partir. Na verdade, conservo essa dor que levo porque é o único que resta de ti.
Guardo dentro aquele desejo de ser o que jamais serei. O guardo escondido onde só eu possa amá-lo, onde ninguém possa julgá-lo. Não! Não insista porque não o deixarei ir. Ele é o único que me conecta com o que jamais terei coragem de ser. Porque o que sou é um sorriso apagado, é vontade contida, é um nada em um mundo que exige que sejamos tanto.
Guardo, escondo e mantenho aquilo que já foi e não é mais. Às vezes me pergunto se não seria mais fácil deixá-lo partir. Porém o medo do vazio me faz retroceder, e fecho as portas uma vez mais, e não o deixo ir
♥♥♥
Guardamos roupas apertadas com a esperança que voltem a servir-nos. Telefones de pessoas que desapareceram de nossas vidas e que possivelmente jamais regressem. Todos guardamos coisas, palpáveis ou não. Eu guardo minha sapatilha de escalada como se fossem um tesouro. Nela conservo a lembrança de tempos prazerosos, quando conquistava às alturas; a adrenalina da queda quando meus braços e pernas endurecidos pelo esforço já não continham meu peso. No entanto há coisas que não devem ser guardadas:
Rancor:
Às vezes atesouramos sentimentos negativos em relação a pessoas que nos feriram. Todos sabemos que perdoar é primordial para nossa saúde mental, espiritual e inclusive física. Mas na hora do “vamos ver” quando temos que deixar ir esse sentimento horrível, buscamos desculpas. “Não estou preparado para perdoar”. “Você não sabe quanto dano ele (ela) me fez!” Esses argumentos não são lógicos, porque enquanto você não perdoar estará lidado de forma negativa a essa pessoa. Perdoar é saudável e libertador. Todos estamos en Construção:
Há coisas que são inalcançáveis simplesmente porque não estamos dispostos a transformá-las em realidade ou não queremos pagar o preço da conquista. Um exemplo experimentando por mim: depois de terminar a faculdade de direito, e trabalhando nessa área durante anos, resolvi fazer uma especialização na Espanha. Amo o direito com loucura, me imaginava sendo advogada até o fim dos meus dias. Entretanto, me casei e fiquei por aqui mesmo. Por diversas situações que vão desde vários exames orais complicadíssimos exigidos para homologar o diploma, até o fato de que sou idealista demais para trabalhar com o direito espanhol (tão quadrado), acabei tendo que fazer uma escolha: Deixar essa paixão pelo direito de lado e viver a vida como ela agora é, ou ficar chorando sobre o leite derramado, frustrada e com pensamentos nostálgicos de como era linda a minha vida profissional no Brasil. Deixei meu amor ir embora. Aceitei minha vida tal qual ela é, e isso me fez sentir mais leve e pronta para empreender novos caminhos.
Sentimentos e relações daninhas:
Você já se apaixonou por alguém que, apesar de não querer levá-lo a sério, tampouco o deixa passar página? Isso é terrível! É como se quisessem manter-nos escravizados a uma relação sem futuro é que quanto mais se demore em terminar, mas dano produzirá. É fundamental tomar a decisão de abrir mão dessa relação e deixar partir esse sentimento. É algo que beneficiará a ambos. Também há aquele sentimento que guardamos em relação a alguém que já não quer mais fazer parte da nossa vida. Albergamos a ilusão de, quem sabe um dia… e vamos guardando esse sentimento que não tem futuro. Isso é terrível, cansativo e nos aprisiona a algo que já não existe. Chegou a hora de passar página!
Jogue fora! Não guarde dentro os entulhos do passado. Caminhe pela vida leve porque a vida em si já é pesada.
E para terminar, deixo uma música da Lorena Chaves “O Lamento” que fala sobre seguir adiante, “olhar pro céu e caminhar”:
Penso desistir do que não sei
Por não saber esperar no que vai dar
Sonhos que se foram junto a ti
Eu já não sei por onde recomeçar
Caso de amor assim eterno
Nem uma vida inteira para esquecer
Sigo lamentando pelas fichas todas gastas em você.
E nem de longe eu vivi a paz
Fui percorrer as curvas da avenida
Comprar vitrines inteiras de futilidade
Fazer sorrir tristeza pra essa imensa dor
Nas caixas o vazio da minha alma
A cura temporária para a solidão
Procuro esperança pra essa vida vã
É hora de olhar pro céu e caminhar
E nem de longe eu vivi a paz
Fui percorrer as curvas da avenida
Comprar vitrines inteiras de futilidade
Fazer sorrir tristeza pra essa imensa dor
Nas caixas o vazio da minha alma
A cura temporária para a solidão
Procuro esperança pra essa vida vã
É hora de olhar pro céu e caminhar
(Lorena Chaves – O Lamento)
Então, gostou? Espero o teu comentário. Lembre-se que a “A Caixa de Imaginação” é um canal bilateral de comunicação, por isso, ficarei feliz em receber os teus comentários e ideias. Ah! Se gostou compartilhe. 😉 (Para leer esta entrada en Español: Lo que escondo adentro de mí)
“O vento do leste e a brisa do mar espalham o que há de novo”.
Você já viu Mary Poppins? – Me perguntou um dia meu marido enquanto perambulávamos por uma grande loja. Peguei a caixa do DVD nas mãos, olhei bem… Quem não ouviu falar de Mary Poppins? No entanto minha resposta foi “Não “carinho”, nunca vi esse filme”. Desde então já organizamos muitas sessões de cinema, onde meu marido, o nosso pequeno e eu nos divertimos vendo Mary Poppins e comendo pipoca. É verdade que amamos ver filmes e séries antigas, inclusive nosso filho de 5 anos já está acostumado com os nosso personagens favoritos como Cantinflas, O Super-heroi Americano, Jennie o Gênio e outros. No entanto, com Mary Poppins dançamos juntos, pulamos pela sala, nos divertimos com os sapecas Jane e Michael Banks e choramos cada vez que demitem a Mr. Banks. É um filme lindo!
Embora seja um filme de 1964, não podemos negar que Mary Poppins é um Filme atemporal (ao menos no meu ponto de vista). O meu filho ama esse filme, inclusive de vez em quando me diz: “Mãe, já faz dias que não vemos Mary Poppins”, e lá vamos para outra sessão mais. Por que recomendo Mary Poppins? É um filme divertido, emocionante, e que ensina a importância da família. Ensina que os pais devem passar tempo com seus filhos e que os filhos devem expor seus sentimento aos pais.
O que falar da trilha sonora? São todas canções lindas! Os irmãos Sherman fizeram um grande trabalho. Algumas são tão singelas enquanto outras são tão alegres e divertidas. Agora mesmo, enquanto escrevo este post escuto suas músicas. A minha preferida é Chim-Chim-Cheree:
Ou parte que gosto muito é quando Mary Poppins, Bert, Jane y Michell são tragados pela chaminé e começa a dança no telhado, Step in time (é uma pena que não encontrei nenhuma me português).
As vezes, assim sem mais, começo a cantar e o meu filho entra na canção comigo:
Na verdade considero que Disney fez um grande trabalho com a produção e adaptação do livro de P. L. Travers, ainda que a autora não estivesse de acordo. Entendo o seu desacordo já que o filme ficou bastante diferente do livro. Entretanto, na minha opinião o que vale é o resultado final; se as crianças (grandes ou pequenas) gostaram e desfrutaram com o filme. E isso eu posso confirmar, nos divertimos muito com Mary Poppins.
(Uma homenagem à Navegantes e aos que fizeram parte da minha infância)
Ilustração: Claudine Bernardes
Quando eu era pequena, e as crianças ainda voavam livres pelas ruas da cidade, buscávamos aventuras em todas as esquina. Cada casa abandonada nos parecia um mundo desconhecido, cheio de mistérios a decifrar. Os terrenos baldios, que naquela época abundavam, eram países longínquos para onde sonhávamos viajar. Inclusive a vala que passava atrás de casa, foi transformada em um caudaloso rio onde, um dia, cheia de boas intenções, tentei ajudar minha irmã pequena a cruzá-la, e sem querer a joguei de cabeça no esgoto. Que dias aqueles!
Perto de onde vivíamos havia uma casa velha, rodeada de árvores, onde uma vez Papai Noel veio passar as férias. Ele tinha a barba longa e um sorriso simpático. Quando o vimos soubemos que se tratava do “bom velhinho“. Nos pareceu estranho que sua pele não fosse tão clara e que não tivesse a bochecha tão rosada como víamos na televisão. Mas claro que isso tinha uma explicação! Aliás, nossa mente fértil encontrava explicação para qualquer assunto que não tivesse lógica. A solução era simples! Era verão e estávamos em uma cidade da costa do Brasil, portanto era natural que até Papai Noel estivesse um pouco mais moreno. Outro problema era que ao nosso Papai Noel lhe faltava o barrigão. Entretanto, para isso também havia uma solução. Pensemos, era verão, férias e o “bom velhinho” acostumado com o clima congelante do Polo Norte, havia suado tanto em nossa cálida terrinha, que acabou emagrecendo. Mas a grande incógnita, o que realmente não podíamos compreender, e uma resposta que nem mesmo a nossa imaginação podia criar, era o porquê ele havia elegido Navegantes como lugar de descanso. Sim, porque sempre pensamos que nossa cidade não estava no seu mapa, já que dias antes de Natal, encontrávamos nossos singelos presentes, escondidos em algum lugar de casa. Hoje, olhando para o passado penso que encontrei a resposta. Era natural que ele escolhesse a nossa humilde terrinha para passar as férias, já que poucas crianças o reconheceriam, porque de fato no Natal ele nunca aparecia por ali.
Ilustração: Claudine Bernardes
Desde então passaram muitos natais. Já não sou mais uma menina correndo pelas ruas da minha cidade. Na verdade estou bem longe do meu mágico lugar de infância. Mas ainda conservo minha imaginação. Ainda busco aventuras em castelos, princesas em torres e espreito nas casas abandonadas.
Foto de arquivo: Claudine Bernardes
Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Será gratificante receber seus comentários e ideias. Se gostou, por favor, compartilhe! (En “La Caja de Imaginación” puedes leer también el post en Español: Papá Noel de vacaciones cerca de casa)
Um mês de blog e estou super contente, porque “A Caixa de Imaginação” foi super bem aceita, tanto pela comunidade de blogueiros como pelos internautas que sempre passam por aqui para dar uma olhadinha. E o presente foi lindo, em forma de Tag. Isso mesmo, recebi minha primeira indicação para participar de uma Tag (Bloggers Recognition Award), e nada menos que do veterano blogueiro Robson Joaquim do belíssimo Blog do Reportter.
Minha tarefa é contar para vocês a razão que me fez criar “A Caixa de Imaginação” e depois dar umas dicas aos novos colegas blogueiros. Vamos lá, então!
Sou uma amante da leitura e da escritura e é algo que me acompanha desde muito pequena. Lembro que quando tinha uns onze anos coloquei na cabeça que seria escritora, e resolvi escrever uma história em quadrinhos. Bem, foi um desastre porque sempre desenhei muito mal. Deixei estacionado o meu lado escritora e segui como leitora durante muitos e longos anos (ainda que escrevesse alguma que outra poesia sem qualquer constância). Há dois anos e depois de empreender a incrível aventura da maternidade meu lado escritora acordou. No entanto, não foi algo assim, sutil, devagar… para nada! Foi uma cascata, um furacão… não, não… um devastador tsunami. A escritora que há em mim acorda-me pelas noites, me importuna enquanto estou lavando a louça, quando caminho pela rua e inclusive quando saio para pedalar. Não posso deixar de ter sempre comigo um caderno de notas. Em dois anos já escrevi várias crônicas, contos infantis, novelas, poesias… ela não me deixa em paz. Conversando com um editor ele me sugeriu criar um blog. Seria uma oportunidade de conhecer pessoas, seus gostos, e fazer feedback com leitores e escritores. Me sinto feliz por ter seguido o seu conselho, porque nesse último mês conheci a muita gente bacana, li outras pessoas e me reconectei com a cultura brasileira (vivo na Espanha há 10 anos).
No entanto, o que mais me surpreendeu foi a existência de uma verdadeira comunidade virtual de blogueiros, conectados por gostos, afinidades o simplesmente pelo fato de ser blogueiros. Isso é fantástico! Realmente estou amando a experiência, por isso, se você está pensando em ter o seu blog, siga adiante.
Não sou uma blogueira veterana, porém durante este último mês de árduo trabalho aprendi muitas coisas que posso compartilhar com você. O primeiro que você deve ter claro é se você quer entrar no mundo do Blog de cabeça, ou seja: ser um blogueiro conhecido, difundido e buscado; ou apenas quer gerar post’s aleatórios sobre temas do seu interesse. Em ambos casos a implantação do blog é parecida, porém o dia a dia como blogueiro em um caso e no outro são completamente diferentes. Se você opta pela primeira opção, segue umas dicas:
Partiremos do princípio de que você já pensou sobre o que quer falar, já delimitou o seu conteúdo. É importante que o tema do seu blog seja algo que você domine, que te motive muito. Antes de qualquer coisa, faça um passeio virtual por outros blogs afins. Veja como trabalham, sua constância de postagens etc.
Leia muito sobre SEO (Search Engine Optimization). Aprenda como otimizar o seu blog, como fazê-lo conhecido além do seu círculo de amigos. Sugiro a leitura de: Seo Marketing, e Marketing de BuscaSe você lê em espanhol, sugiro o blogueiro que sigo (que é muito completo): Ciudadano2.0
Faça trabalho de SEO desde o primeiro dia.
Não esqueça de criar um perfil em Gravatar,é essencial que os leitores possam ver uma foto sua, e quando você faça comentários em outros blog’s que apareça a sua imagem, não aquele quadrinho horrível sem foto.
Visite outros blogs. É importante saber o que está passando fora do seu mundo. Conhecer o mundo de outros, o que pensam e como os transformam seus pensamentos em palavras, fará com que você se expanda como pessoa. Além disso é ótimo contar com o apoio de outros que já percorreram o longo caminho que você recém está trilhando.
Se organize. Esse para mim está sendo o mais complicado, no entanto, estou no processo. Organize o seu fluxo de post; faça um calendário de publicação na sua agenda. Assim, você pode ter uma ou duas semanas antecipadas de post já agendados e não estar sempre correndo para subir algo.
Desfrute em ser um blogueiro: o blog é uma ponte que lhe conectará com o mundo de outros e isso é um privilégio. Desfrute do que faça. Construa amizades. Cresça. Na verdade, aprendemos sempre mais do que podemos ensinar e isso é maravilhoso.
Bem, é isso! Espero que tenha servido de algo. Um grande abraço e aqui estarei para bater um papo quando você quiser. 😉
Gostaria de convidar aos colegas abaixo para realizarem esta pequena tarefa: Faça um post explicando por que você começou a blogar e dê algumas dicas; Nomeie blogs de seus colegas blogueiros; Comente nos blogs deles para que saibam que foram nomeados.
Sou um ponto de partida
desde onde as pessoas alçam voo,
decolam.
Quando alcançam altura,
olham para baixo e ali estou
um ponto… um simples ponto.
Um ponto de partida
Talvez se esqueçam de mim,
talvez nunca regressem.
Entretanto,
o que sou jamais deixarei de ser:
seu ponto de partida.
Há também os que regressam,
porque para eles,
além de ponto de partida
sou uma parada de descanso.
(Claudine Bernardes)
Foto da Capa
Se você não puder ler todo o meu post, ao menos veja o vídeo do livro infantil “O Ponto” (Peter H. Reynolds) que me inspirou a escrevê-lo. Está abaixo.
Você é ponto de partida ou ponto final?
Saber a resposta para esta pergunta é essencial para melhorar o seu relacionamento com os demais. Mas, que história é essa de ponto de partida e ponto final? Bem, desde pequenos nos encontramos com pessoas que de alguma maneira foram um ponto de partida, que nos ajudaram a iniciar algo, inclusive, a ser o que hoje somos. Pense neles! Para algumas pessoas os pais foram seus primeiros “ponto de partida”: animando a aprender algo, a iniciar um projeto, ou alentando quando estão a ponto de desistir. Também estão nossos professores, que compartilharam conosco seu conhecimento, e plantaram dentro de nós as sementes do conhecimento, de projetos e sonhos. É possível, inclusive, que estas sementes tenham germinado e hoje são belas árvores frutíferas que alimentam outras pessoas. Há muitas pessoas que para mim foram um ponto de partida e algumas se transformaram em uma parada de descanso.
O que tinham essas pessoas de especial que as tornaram um “Ponto de Partida”? Deixarei 7 características que pude encontrar. As pessoas “Ponto de Partida”…
Plantam sementes: O ponto de partida é um princípio de algo. Por essa razão, uma pessoa “Ponto de Partida”, é alguém que ajuda a outros a encontrar seu potencial. Para isso, plantam uma semente, o que é o mesmo que uma ideia ou uma palabra de ânimo. Ajudam a despertar talentos que estavam dormidos, ou inclusive que não existiam, porém com trabalho e tendo alguém que nos anime, esses talentos vão surgindo, crescendo e consolidando-se. Você já ajudou a alguém encontrar seu potencial?
Transmitem conhecimento: Uma pessoa “Ponto de Partida” ama transmitir conhecimento ou experiências, é um “mestre da vida”. Quando compartilham conhecimento não o fazem desde um pedestal, não erguem barreiras e tampouco são impessoais. Porque para uma pessoa “Ponto de Partida”, cada ser humano que passa pelas suas mãos é único; não vê uma pessoa problemática como um problema, mas sim como uma resposta ao seu crescimento. Você compartilha o que sabe com outros?
Amam o que fazem: O amor sempre é o motor que impulsa a uma pessoa “Ponto de Partida”. Quando não há amor, as frustrações o farão desistir de alentar a outros. Você ama o que faz?
Não esperam reconhecimento: Penso que sempre devemos reconhecer as pessoas que nos ajudam, porém nem sempre isso ocorrerá. A pessoa “Ponto de Partida” sabe disso, por essa razão planta árvores sem esperar comer do fruto. Para ela o importante é coloborar para que haja frutos, ainda que seja para alimentar a outros. São aqueles professores que apesar de ganhar um ínfimo salário, dão o melhor de si; não têm medo de abrir-se e mostrar o que são. Você ajuda sem esperar algo em troca?
Fazem críticas construtivas: Realmente creio que devemos dizer o que pensamos, porém devemos fazê-lo tendo como base o amor. Uma pessoa “Ponto de Partida” sabe que fazer críticas é importante para ajudar outras pessoas a crescerem; no entanto, também sabe que suas palavras podem matar o sonho de outras pessoas. Por essa razão, escolhe a palavra e o sentimento apropriado para dizer algo; porque suas críticas edificam pontes entre as pessoas e seus sonhos. São um alento nos momentos de dificuldade, uma palavra de partida num momento de branco criativo e principalmente um : “Faça melhor da próxima vez, porque sei que você pode!” Como as pessoas reagem as suas críticas?
São buscadas para dar conselho: Há pessoas que adoram dar conselhos, estão apaixonadas pelo som da própria voz. São os especilistas em “de tudo um pouco”, que pensam que sua ideia é única e que a sua resposta é sempre a verdadeira; a única opção. Porém, uma pessoa “Ponto de Partida” não pensa assim, por essa razão, outros a buscam. Ela não necessita pendurar no pescoço um cartaz de “dou conselho grátis”, porque os demais sabem que quando necessitem ela estará ali. Outras pessoas buscam os seus conselhos?
São Multiplicadoras: Isso mesmo! Uma pessoa “Ponto de Partida” gera outras pessoas “Ponto de Partida”. Seu impacto é tão positivo em outras pessoas que gera nelas o desejo de também serem pontos de partida. Esse é o ápice, a coroação e a prova do seu sucesso: conseguir transmitir o legado de ser um “Ponto de Partida”. Você está transmitindo o seu legado?
Agora gostaria que você meditasse nesses sete pontos e com sinceridade refletisse se você está sendo um ponto de partida, ou se suas críticas estão servindo de ponto final aos sonhos de outros.
Para terminar gostaria de compartilhar com você o vídeo do livro infantil que inspirou esse post. Se chama “O Ponto” (Peter H. Reynolds). Não termine de ler essa publicação sem ver esse vídeo, é realmente inspirador.
Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal aberto, por isso nos alegra receber seus comentários e contar com a sua participação. Também, gostaríamos de perdir-lhe que compartilhe com seus amigos esse post, dessa forma você poderá ajudar a outras pessoas. (Pincha para leer el texto en español: Punto de partida)
Se há um cantor caribenho que gosto de verdade, esse é Juan Luis Guerra. É possível que você não o conheça, porém tenho certeza que já escutou alguma música dele. Sabe aquela música cantada pelo Fagner “Borbulhas de amor“? Essa é uma das inúmeras canções de autoria de Juan Luis Guerra, que fizeram um sucesso extraordinário. Sim, porque esse cantor é um poço sem fundos de criatividade e boa música. Juan Luis Guerra é de República Dominicana, um lugar cheio de pessoas simpáticas (tenho muitos amigos dominicanos e todos são gente boa), alegres e de bem com a vida. Suas canções são o reflexo dessa realidade. Seu primeiro trabalho “Soplando” foi lançado em 1983, e desde então já somou outras 12 obras à sua discografia. Além disso, também estão outras 15, isso mesmo q-u-i-n-z-e, compilações dos seus trabalhos. E os prêmios? Esses não foram pouco. Dentre os 13 discos lançados por ele, seis foram nominados aos Prêmios Grammy e dois deles levaram o prêmio de melhor álbum latino (Bachata Rosa e La llave de mi corazón). Mas não nos esqueçamos dos Prêmios Grammy Latino onde ele foi proclamado vencedor inumeráveis vezes, em diversas categorias (Para ver todos seus prêmios entre aqui).
Aqui estão algumas músicas que gosto muito:
Ah! Há outra informação sobre ele, que pode ou não ser do seu agrado: Juan Luis Guerra é cristão… desses que não têm vergonha de declarar a sua fé publicamente. Suas canções de fundo cristão também fazem muito sucesso. Deixo aqui algumas que gosto muito:
Essa vai em homenagem a minha mãe (é a sua música preferida):
Você já conhecia a Juan Luis Guerra? Gostou das suas músicas? Espero o seu comentário. Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Lerei seus comentários com alegria e os responderei rapidamente. Até breve!