TAG Bloggers Recognition Award

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Um mês de blog e estou super contente, porque “A Caixa de Imaginação” foi super bem aceita, tanto pela comunidade de blogueiros como pelos internautas que sempre passam por aqui para dar uma olhadinha. E o presente foi lindo, em forma de Tag. Isso mesmo, recebi minha primeira indicação para participar de uma Tag (Bloggers Recognition Award), e nada menos que do veterano blogueiro Robson Joaquim do belíssimo Blog do Reportter

Minha tarefa é contar para vocês a razão que me fez criar “A Caixa de Imaginação” e depois dar umas dicas aos novos colegas blogueiros. Vamos lá, então!

Sou uma amante da leitura e da escritura e é algo que me acompanha desde muito pequena. Lembro que quando tinha uns onze anos coloquei na cabeça que seria escritora, e resolvi escrever uma história em quadrinhos. Bem, foi um desastre porque sempre desenhei muito mal. Deixei estacionado o meu lado escritora e segui como leitora durante muitos e longos anos (ainda que escrevesse alguma que outra poesia sem qualquer constância). Há dois anos e depois de empreender a incrível aventura da maternidade meu lado escritora acordou. No entanto, não foi algo assim, sutil, devagar… para nada! Foi uma cascata, um furacão… não, não… um devastador tsunami. A escritora que há em mim acorda-me pelas noites, me importuna enquanto estou lavando a louça, quando caminho pela rua e inclusive quando saio para pedalar. Não posso deixar de ter sempre comigo um caderno de notas. Em dois anos já escrevi várias crônicas, contos infantis, novelas, poesias… ela não me deixa em paz. Conversando com um editor ele me sugeriu criar um blog. Seria uma oportunidade de conhecer pessoas, seus gostos, e fazer feedback com leitores e escritores. Me sinto feliz por ter seguido o seu conselho, porque nesse último mês conheci a muita gente bacana, li outras pessoas e me reconectei com a cultura brasileira (vivo na Espanha há 10 anos).

No entanto, o que mais me surpreendeu foi a existência de uma verdadeira comunidade virtual de blogueiros, conectados por gostos, afinidades o simplesmente pelo fato de ser blogueiros. Isso é fantástico! Realmente estou amando a experiência, por isso, se você está pensando em ter o seu blog, siga adiante.

Não sou uma blogueira veterana, porém durante este último mês de árduo trabalho aprendi muitas coisas que posso compartilhar com você. O primeiro que você deve ter claro é se você quer entrar no mundo do Blog de cabeça, ou seja: ser um blogueiro conhecido, difundido e buscado; ou apenas quer gerar post’s aleatórios sobre temas do seu interesse. Em ambos casos a implantação do blog é parecida, porém o dia a dia como blogueiro em um caso e no outro são completamente diferentes. Se você opta pela primeira opção, segue umas dicas:

  1. Partiremos do princípio de que você já pensou sobre o que quer falar, já delimitou o seu conteúdo. É importante que o tema do seu blog seja algo que você domine, que te motive muito. Antes de qualquer coisa, faça um passeio virtual por outros blogs afins. Veja como trabalham, sua constância de postagens etc.

  2. Leia muito sobre SEO (Search Engine Optimization). Aprenda como otimizar o seu blog, como fazê-lo conhecido além do seu círculo de amigos. Sugiro a leitura de: Seo Marketing, e Marketing de Busca Se você lê em espanhol, sugiro o blogueiro que sigo (que é muito completo): Ciudadano2.0 

  3. Faça trabalho de SEO desde o primeiro dia.

  4. Não esqueça de criar um perfil em Gravatar, é essencial que os leitores possam ver uma foto sua, e quando você faça comentários em outros blog’s que apareça a sua imagem, não aquele quadrinho horrível sem foto.

  5. Visite outros blogs. É importante saber o que está passando fora do seu mundo. Conhecer o mundo de outros, o que pensam e como os transformam seus pensamentos em palavras, fará com que você se expanda como pessoa. Além disso é ótimo contar com o apoio de outros que já percorreram o longo caminho que você recém está trilhando.

  6. Se organize. Esse para mim está sendo o mais complicado, no entanto, estou no processo. Organize o seu fluxo de post; faça um calendário de publicação na sua agenda. Assim, você pode ter uma ou duas semanas antecipadas de post já agendados e não estar sempre correndo para subir algo.

  7. Desfrute em ser um blogueiro: o blog é uma ponte que lhe conectará com o mundo de outros e isso é um privilégio. Desfrute do que faça. Construa amizades. Cresça. Na verdade, aprendemos sempre mais do que podemos ensinar e isso é maravilhoso.

Bem, é isso! Espero que tenha servido de algo. Um grande abraço e aqui estarei para bater um papo quando você quiser. 😉

Gostaria de convidar aos colegas abaixo para realizarem esta pequena tarefa:
Faça um post explicando por que você começou a blogar e dê algumas dicas;
Nomeie blogs de seus colegas blogueiros;
Comente nos blogs deles para que saibam que foram nomeados.

E os indicados para responder essa Tag são:

Dafne Antunes: do Blog Doce Arte

Georgia Moreira: Blog As Crônicas de Georgia

Manuel Simarro: Blog do Manuel Simarro

Lenita Navarro: Blog Le Travel Blog

Você é ponto de partida ou ponto final? Sete características.

 Peter H. Reynolds
Foto de arquivo: Claudine Bernardes

Ponto de partida

Sou um ponto de partida
desde onde as pessoas alçam voo,
decolam.

Quando alcançam altura,
olham para baixo e ali estou
um ponto… um simples ponto.
Um ponto de partida

Talvez se esqueçam de mim,
talvez nunca regressem.
Entretanto,
o que sou jamais deixarei de ser:
seu ponto de partida.

Há também os que regressam,
porque para eles,
além de ponto de partida
sou uma parada de descanso.
(Claudine Bernardes)

Peter H. Reinolds
Foto da Capa

Se você não puder ler todo o meu post, ao menos veja o vídeo do livro infantil “O Ponto” (Peter H. Reynolds) que me inspirou a escrevê-lo. Está abaixo.

Você é ponto de partida ou ponto final?

Saber a resposta para esta pergunta é essencial para melhorar o seu relacionamento com os demais. Mas, que história é essa de ponto de partida e ponto final? Bem, desde pequenos nos encontramos com pessoas que de alguma maneira foram um ponto de partida, que nos ajudaram a iniciar algo, inclusive, a ser o que hoje somos. Pense neles! Para algumas pessoas os pais foram seus primeiros “ponto de partida”: animando a aprender algo, a iniciar um projeto, ou alentando quando estão a ponto de desistir. Também estão nossos professores, que compartilharam conosco seu conhecimento, e plantaram dentro de nós as sementes do conhecimento, de projetos e sonhos. É possível, inclusive, que estas sementes tenham germinado e hoje são belas árvores frutíferas que alimentam outras pessoas. Há muitas pessoas que para mim foram um ponto de partida e algumas se transformaram em uma parada de descanso.

O que tinham essas pessoas de especial que as tornaram um “Ponto de Partida”? Deixarei 7 características que pude encontrar. As pessoas “Ponto de Partida”…

  1. Plantam sementes: O ponto de partida é um princípio de algo. Por essa razão, uma pessoa “Ponto de Partida”, é alguém que ajuda a outros a encontrar seu potencial. Para isso, plantam uma semente, o que é o mesmo que uma ideia ou uma palabra de ânimo. Ajudam a despertar talentos que estavam dormidos, ou inclusive que não existiam, porém com trabalho e tendo alguém que nos anime, esses talentos vão surgindo, crescendo e consolidando-se. Você já ajudou a alguém encontrar seu potencial?

  2. Transmitem conhecimento: Uma pessoa “Ponto de Partida” ama transmitir conhecimento ou experiências, é um “mestre da vida”. Quando compartilham conhecimento não o fazem desde um pedestal, não erguem barreiras e tampouco são impessoais. Porque para uma pessoa “Ponto de Partida”, cada ser humano que passa pelas suas mãos é único; não vê uma pessoa problemática como um problema, mas sim como uma resposta ao seu crescimento. Você compartilha o que sabe com outros?

  3. Amam o que fazem: O amor sempre é o motor que impulsa a uma pessoa “Ponto de Partida”. Quando não há amor, as frustrações o farão desistir de alentar a outros. Você ama o que faz?

  4. Não esperam reconhecimento: Penso que sempre devemos reconhecer as pessoas que nos ajudam, porém nem sempre isso ocorrerá. A pessoa “Ponto de Partida” sabe disso, por essa razão planta árvores sem esperar comer do fruto. Para ela o importante é coloborar para que haja frutos, ainda que seja para alimentar a outros. São aqueles professores que apesar de ganhar um ínfimo salário, dão o melhor de si; não têm medo de abrir-se e mostrar o que são. Você ajuda sem esperar algo em troca?

  5. Fazem críticas construtivas: Realmente creio que devemos dizer o que pensamos, porém devemos fazê-lo tendo como base o amor. Uma pessoa “Ponto de Partida” sabe que fazer críticas é importante para ajudar outras pessoas a crescerem; no entanto, também sabe que suas palavras podem matar o sonho de outras pessoas. Por essa razão, escolhe a palavra e o sentimento apropriado para dizer algo; porque suas críticas edificam pontes entre as pessoas e seus sonhos. São um alento nos momentos de dificuldade, uma palavra de partida num momento de branco criativo e principalmente um : “Faça melhor da próxima vez, porque sei que você pode!” Como as pessoas reagem as suas críticas?

  6. São buscadas para dar conselho: Há pessoas que adoram dar conselhos, estão apaixonadas pelo som da própria voz. São os especilistas em “de tudo um pouco”, que pensam que sua ideia é única e que a sua resposta é sempre a verdadeira; a única opção. Porém, uma pessoa “Ponto de Partida” não pensa assim, por essa razão, outros a buscam. Ela não necessita pendurar no pescoço um cartaz de “dou conselho grátis”, porque os demais sabem que quando necessitem ela estará ali. Outras pessoas buscam os seus conselhos?

  7. São Multiplicadoras: Isso mesmo! Uma pessoa “Ponto de Partida” gera outras pessoas “Ponto de Partida”. Seu impacto é tão positivo em outras pessoas que gera nelas o desejo de também serem pontos de partida. Esse é o ápice, a coroação e a prova do seu sucesso: conseguir transmitir o legado de ser um “Ponto de Partida”. Você está transmitindo o seu legado?

Agora gostaria que você meditasse nesses sete pontos e com sinceridade refletisse se você está sendo um ponto de partida, ou se suas críticas estão servindo de ponto final aos sonhos de outros.

Para terminar gostaria de compartilhar com você o vídeo do livro infantil que inspirou esse post. Se chama “O Ponto” (Peter H. Reynolds). Não termine de ler essa publicação sem ver esse vídeo, é realmente inspirador.

Lembre-se  que “A Caixa de Imaginação” é um canal aberto, por isso nos alegra receber seus comentários e contar com a sua participação. Também, gostaríamos de perdir-lhe que compartilhe com seus amigos esse post, dessa forma você poderá ajudar a outras pessoas. (Pincha para leer el texto en español: Punto de partida)

Resenha musical: Ritmo caribenho ao som de Juan Luis Guerra.

Ao Som de Guerra

Resenha sobre Juan luis guerra

Se há um cantor caribenho que gosto de verdade, esse é Juan Luis Guerra. É possível que você não o conheça, porém tenho certeza que já escutou alguma música dele. Sabe aquela música cantada pelo FagnerBorbulhas de amor“? Essa é uma das inúmeras canções de autoria de Juan Luis Guerra, que fizeram um sucesso extraordinário. Sim, porque esse cantor é um poço sem fundos de criatividade e boa música. Juan Luis Guerra é de República Dominicana, um lugar cheio de pessoas simpáticas (tenho muitos amigos dominicanos e todos são gente boa), alegres e de bem com a vida. Suas canções são o reflexo dessa realidade. Seu primeiro trabalho “Soplando” foi lançado em 1983, e desde então já somou outras 12 obras à sua discografia.  Além disso, também estão outras 15, isso mesmo q-u-i-n-z-e, compilações dos seus trabalhos.  E os prêmios? Esses não foram pouco. Dentre os 13 discos lançados por ele, seis foram nominados aos Prêmios Grammy e dois deles levaram o prêmio de melhor álbum latino (Bachata Rosa e La llave de mi corazón). Mas não nos esqueçamos dos Prêmios Grammy Latino onde ele foi proclamado vencedor inumeráveis vezes, em diversas categorias (Para ver todos seus prêmios entre aqui).

Aqui estão algumas músicas que gosto muito:

Ah! Há outra informação sobre ele, que pode ou não ser do seu agrado: Juan Luis Guerra é cristão… desses que não têm vergonha de declarar a sua fé publicamente. Suas canções de fundo cristão também fazem muito sucesso. Deixo aqui algumas que gosto muito:

Essa vai em homenagem a minha mãe (é a sua música preferida):

Algumas canções de Guerra estão também em português, deixo o link para você escutá-las: A Bilirrubina, Oxalá, chova café, A travessia, e a minha preferida Romance Rosa.

Você já conhecia a Juan Luis Guerra? Gostou das suas músicas? Espero o seu comentário. Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Lerei seus comentários com alegria e os responderei rapidamente. Até breve!

Lugares que convidam a escrever: Morella.

(Para leer en español picha: Lugares que invitan a escribir “Morella”)

Cata-vento

catavento claudine bernardes
Foto de arquivo: Claudine Bernardes

Ele só tinha 3 anos e seu corpo de menino transbordaba energia. Era a primeira vez que visitava a cidade amuralhada. Com suas torres, grandes portais e ruas de pedras… estreitas ruas de pedras… aquele era um lugar mágico! A cidade era antiga e cheia de história, mas ele ainda não tinha consciência de tudo isso.

Seu desejo instintivo, naquele momento, era abrir os braços e baixar voando pela rua de pedra abarrotada de turistas. Pequenos comércios que vendiam qualquer coisa que pudesse estimular os sentidos dos turistas, ladeavam a rua. Ele parou em frente de uma loja de suvenirs e seus pequenos olhos brilharam. Estava emocionado e aplaudia, como se estivesse diante de uma impressionante orquestra musical. Porém, o objeto de sua felicidade era um simples cata-vento. Com suas muitas cores, girava impulsado pelo vento outonal, hipnotizando o menino. Ah! Que ingênua e simples e pura pode ser a felicidade!

cata-vento em Morella
Fotografia, texto e edição: Claudine Bernardes

Confesso! Sou apaixonada por ruas estreitas, e se forem de pedra eu deliro. Acrescentamos  também uma muralha envolvendo a cidade, encimada por um castelo em ruínas, vamos… estou no paraíso!  E Morella tem tudo isso e muito mais. É uma cidade pitoresca do interior da província onde moro (Castellón). As comidas típicas são incríveis e as casinhas, todas pegadas, super antigas, tudo… tudo de pedra, me faz delirar. E claro, me convida a escrever. É uma fonte de inspiração! Cada cantinho, grades enferrujadas de há séculos, portas… ah as portas… como gosto de portas.  Já fui ali muitíssimas vezes, porém uma delas foi muito especial. Registrei esse momento único através do relato acima e também de algumas fotos.   Bem, hoje não não vou escrever muito, mas deixei algumas fotos desse incrível lugar que me inspira a escrever. Espero que você goste.

morella castellón
fotografia de arquivo pessoal.

Curta-metragemMorella, uno de los pueblos más bonitos de España“, por Mireia Ávila. É um curta muito original, recomendo que você o veja. Também está este video promocional sobre Morella. Também não podia faltar a página web oficial de Morella.

foto de a caixa de imaginação
Fotografia de arquivo: Claudine Bernardes

Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Será gratificante receber seus comentários e ideias.  Se gostou,  por favor, compartilhe!

 

Você já sentiu que não amou o suficiente? Enfretando o remorso e a perda.

Devagar

perda e luto
Fotografia e edição: Claudine Bernardes. “Agut”

Cada passo era um suplício. Um pé depois outro, com dificuldade, com dor, no entanto sem perder a determinação de costume. Caminhou assim durante 20 metros que lhe pareceram 20 quilômetros. Sentou-se devagar sobre um banco de madeira (que nunca antes havia notado, apesar de que sempre esteve ali) e sentiu uma dor incômoda no quadril. O sorriso que sempre fora seu companheiro inseparável já não estava mais com ela. Sua pele apagada e seus olhos arrugados de dor lhe conferiam mais anos do que realmente tinha. Esperava. Enquanto esperava observou o mundo ao seu redor. Tudo continuava igual, no entanto ela havia mudado. As pessoas entravam e saíam apressadamente pela porta automática; numa ambulância chegava alguém cuja vida estava por um fio; uma senhora caminhava rapidamente carregando documentos debaixo dos braços. “Ilhas! Todos somos ilhas!” – constatou resignada. “- Vivemos isoladas no nosso próprio microclima.” Depositou a mão sobre o ventre e lembrou-se que estava vazio. Outra vez a dor dominou seus sentidos. No entanto, não se tratava de uma dor física, que esta também estava, era outra dor. A dor de quem não havia amado o suficiente. A violenta dor de quem só percebera sua falha depois de haver perdido. Duas semanas antes era tudo distinto. Havia atravessado as portas do hospital com a ilusão de ver, pela primeira vez, o seu pequeno bebê. Naquele momento o sorriso ainda era seu companheiro. Conversou de forma descontraída com a ginecóloga, segurou firme a mão do seu marido, enquanto o aparelho de ultrassom percorria seu ventre e… e percebeu…

O sorriso da médica havia desaparecido, algo estava errado. O pequeno corpo estava inerte, já não havia mais vida dentro dela, constatou. Seu pequeno coração havia deixado de bater há quatro semanas, e durante essas quatro semanas, seu ventre havia sido um sepulcro, sem que ela tivesse percebido. O carro parou há poucos metros, e ela levantou-se devagar para evitar a dor. Porém, a maior dor não podia ser evitada, porque dentro de si sabia que não havia amado o suficiente.                       (por Claudine Bernardes)

Perder alguém sempre produz muita dor, posso dizer isso desde o ponto de vista de quem já sofreu muitas perdas. Me lembro o quanto sofri, o quanto chorei ao ver o corpo sem vida do meu pai, quando tinha apenas sete anos. Chorei desconsoladamente durante horas, chorei durante dias, até que pouco a pouco a dor foi passando. Porém a dor da perda, somada ao remorso é algo que pode realmente ser destrutivo. Muitas pessoas caem em depressão depois de sofrer esse tipo de sucesso. Filhos que não deram o melhor de si aos seus pais; pais que não demonstraram o amor como deveriam; maridos e esposas que somente perceberam o quanto amavam depois de haver perdido. Se você está passando por essa experiência, deixo algumas sugestões que poderão ajudá-lo:

1 – Faça luto: é possível que muitas pessoas com o afã de ajudá-lo, ou por simples insensibilidade, digam-lhe para não chorar. “Levante a cabeça e siga adiante”, deverá escutar com frequência. Porém, antes de levantar a cabeça e seguir adiante é importante passar por um período de luto. O que é o luto? Segundo a definição do Dicionário Priberam, luto Processo durante o qual um indivíduo consegue desligar-se progressivamente da perda de um ente querido. A psicóloga Clarissa de Franco aclara que “O processo de luto é necessário para a reconstrução do lugar do sujeito que perde alguém. E como todos lidarão com perdas um dia, é importante que se construa um espaço coletivo que legitime o luto como um recurso de saúde não só para o enlutado, mas também para a sociedade. O processo de luto devolve ao enlutado a chance de uma nova história.”  Por isso, chore sem medo, é um direito e uma necessidade sua.

2 – Aceite o apoio de seus amigos e famílias: é normal depois de uma perda, buscar um espaço próprio para viver um tempo de luto. Eu necessitei desse espaço! Pedi aos meus amigos que que orassem pelo meu restabelecimento emocional, no entanto também lhes pedi que me dessem um espaço, que não me chamassem por telefone, ou tentassem conversar comigo sobre minha perda, até que eu me sentisse em condições de falar sobre o tema sem desmanchar-me em lágrimas. Por outro lado, ter pessoas ao meu redor, como meu marido ou minha mãe, que sem a necessidade de dizer-me nada, me serviam de apoio moral me ajudou muito.

3 – Expresse seus sentimentos: Depois que você já estiver em condições de falar sobre sua perda, exteriorize seus sentimentos. Converse com pessoas de sua confiança. Se você se sente culpável por não ter dado o seu melhor; se o remorso lhe está sufocando, falar sobre o tema pode ajudá-lo a ver as coisas de forma diferente ao colocar voz a este sentimento. Outras pessoas preferimos transformar os sentimentos em palavras, se esse é o seu caso, adiante! Posso assegurar que também funciona.

4 – Perdoe-se: Ninguém é infalível e você muito menos. Todos nos equivocamos, aceite essa realidade, perdoe-se e aprenda com essa experiência. Tenha em conta que autoflagelar-se com o remorso pode transformá-lo em uma pessoa amargada e impedi-lo de amar aos que ainda estão ao seu lado.

5 – Busque o consolo em Deus: Talvez você me responda “Não posso fazer isso porque não sou uma pessoa religiosa.” Que bom! Eu também não. Deus não é religião, ele é AMOR e amor é uma relação. Em Mateus 11:28, Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Converse com Ele, conte as suas penas, chore, peça perdão e libere perdão. Com a experiência de quem viveu a perda e o remorso em primeira pessoa, posso te garantir que receber o abraço de Deus ajuda um montão.

Por último, tenha em conta que tudo nessa vida passa. Deixe a vida fluir, porque “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Salmo 30:5b). Recomendo a leitura dos artigos: Version: “Como lidar com pessoas que estão enfrentando o luto?” e  “O que não dizer a uma pessoa em processo de luto“, escritos pelas psicólogas Elaine Cristina Aguiar Fernandes e Nazaré Jacobucci (sucessivamente).

a alegria vem pela manhã
Fotografia e edição: Claudine Bernardes

Se você viveu algo semelhante e quer compartilhar sua experiência conosco, será um prazer ler os seus comentários. Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal aberto, por isso nos alegra receber seus comentários e contar com a sua participação. Também, gostaríamos de perdir-lhe que compartilhe com seus amigos esse post, dessa forma você poderá ajudar a outras pessoas. (Pincha para leer el texto en español: “Despacio”)

Resenha livro: Igreja entre aspas.

Somos pedra ou gente?

livro Tuco Egg, editora Grafar
Fotografia de arquivo: Claudine Bernardes

O autor desse livro, “Tuco Egg” é um desses cristãos que não encaixam na atual estrutura dos cristianismo brasileiro. Um tipo simpático, que gosta de aventuras “montanhescas” e tererê com limão. Conheci esse camarada e sua agradável família em uma “trip” inusitada ao Petar (Parque Estadual Turístico do Alto da Ribeira). Ele, juntamente com um grupo dos Montanhistas de Cristo, me receberam de braços abertos, e me incluíram na sua aventura sem nunca ter me visto antes.

Por isso, quando vi que Tuco estava lançando um livro fiquei super curiosa. Removi céus e terras para conseguir trazer o livro do Brasil e por fim consegui.  Mas, o que é isso de igreja entre aspas? Tuco Egg começa o segundo capítulo do livro com uma citação bastante interessante:

É difícil fugir da conclusão de que, hoje, uma das maiores barreiras que se erguem contra o evangelho de Jesus Cristo é a igreja institucionalizada.       (Snyder 2001:23)

Essa “igreja institucionalizada“, que é na verdade a igreja entre aspas indicada pelo autor, difere muito da Igreja de Cristo, um corpo formado por pessoas, não um templo feito de pedras. No entanto, hoje em dia se observa que para essa igreja o “crente” é um cliente “… então mantê-lo  interessado é questão de sobrevivência.”

E Tuco continua alfinetando a atual triste realidade do cristianismo ao dizer: “O cristão moderno tem música, revistas, programas de televisão e rádio, grifes de roupa, livrarias, eventos, feiras, restaurantes, shows, dança, teatro voltados para entretenimento próprio. Na nossa realidade cristã, o auge do discipulado acontece quando conseguimos transformar um crente novo em alguém tão esquisito e alienado quanto nós mesmos.” Estas são palavras muito fortes, mas precisavam ser ditas.

Percebi que a intenção do autor não é criticar por criticar, porque ele é um cristão comprometido e sincero. Por essa razão, apontando e revelando o problema, também nos convida a pensar, buscar uma solução e reagir. Não nos conformemos com a igreja entre aspas, vivamos a Igreja de Cristo, a Noiva, que não tem portas, janelas ou paredes. Que, no entanto, tem a mão estendida para ajudar aos necessitados, os braços para abraçar os que necessitam de amor, os pés para caminhar e alcançar os perdidos, e principalmente, a boca para anunciar o verdadeiro Evangelho de Cristo.

verdadeiro evangelho de Cristo
Fotografia frase e edição: Claudine Bernardes

Acredito que devamos fazer o exercício constante de renovar nossas mentes, autocriticar-nos para ver se o que estamos vivendo não é mais que um ato religioso, quando deveria ser uma relação com Deus. Por essa razão recomendo a leitura do livro “Igreja entre aspas. Somos pedras ou gente?” de Tuco Egg, publicado pela Editora Grafar. Tuco Egg também escreve no seu Blog “A Trilha“, ali você pode conhecer um pouco mais sobre o autor.

Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Será gratificante receber seus comentários e ideias.  Se gostou,  por favor, compartilhe! (En “La Caja de Imaginación” puedes leer también el post en Español: Reseña del libro “Iglesia entre comillas. ¿Somos piedras o personas“)

O pai que nunca tive.

Por Paola Rodriguez

Foto de arquivo: Paola Rodriguez
Foto de arquivo: Paola Rodriguez

Diz a lenda que antes do meu nascimento ele correu para os braços de outra mulher. Uma aflita mãe chorou pelo desprezo ao seu amor, porém ao olhar-se descobriu que dentro de si levava o fruto do seu amor.

O pai que eu nunca tive
sempre esteve ausente.
Nunca me escreveu,
nunca me ligou.
Nunca balançou o berço para acalmar minha angústia,
Não me castigou,
nem me repreendeu.
Nunca brincamos juntos,
Sequer me ajudou com as lições de casa.
Não esteve nas reuniões de pais no colégio.
Nem mesmo velou meu sono quando estava doente.
Ele não mudou meus sapatos aos quinze anos.
Tampouco dançou o Danúbio azul para abrir
a valsa nupcial do meu casamento.
O pai que nunca tive
jamais me enviou um cartão de aniversário.
Não me animou nos momentos de debilidade
e tampouco me reconfortou durante meus sofrimentos.
Não conhecerá os seus netos.
Porque o pai que eu nunca tive,
… Eu nunca o tive …
Em uma oportunidade o conheci e até passamos uns dias juntos.
Porém, depois que terminaram as férias,
o pai que nunca tive desapareceu.
Nunca cheguei a saber se me amou.
Eu era tão pequena e não entendia nossa relação.
Há uma coisa que desejo explicar:
Eu nunca tive um pai terrenal.
Porque o pai que nunca tive,
simplemente nunca tive.
Entretanto, sou filha de um Pai que sempre foi meu Pai.
Aos dezessete anos o conheci.
Me senti como a filha que ele jamais teve.
Porque Ele me amou primeiro,
me cuidou e sempre esteve comigo.
Embora não o reconhecia,
agora sei que ele sempre foi
o pai que eu nunca tive.

salmos 76.1
Foto de arquivo: Paola Rodriguez

Resolvi postar esse texto porque sei que muitas pessoas sofrem pela falta da figura paterna. Um pai, que apesar de existir, nunca se fez presente. Minha amiga Paola conseguiu superar essa adversidade. Hoje é uma linda pessoa, mãe, esposa, uma amiga sempre disposta a ajudar e uma cristã verdadeira.

Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Será gratificante receber seus comentários e ideias.  Se gostou,  por favor, compartilhe!

O despertador não soou! Levantei assustada e saí correndo pra ver o nascer do sol…

O amanhecer no Mediterrâneo

ver o nascer do sol
Fotografia e edição: Claudine Bernardes. Praia de Benicassim

Acordei assustada e olhei no relógio. Oh, não! O despertador não soou e já era às 6:30 da manhã. Pulei da cama, tomei meu café correndo (porque antes disso não sou gente), me vesti, peguei a bicicleta do meu marido (que é mais rápida que a minha) e saí de casa como quem está dando a luz.

Ainda estava escuro, mas o caminho era longo e eu estava com os músculos frios. Havia duas opções: ir pelo caminho de sempre, que era todo por uma ciclovia e portanto muito mais seguro, principalmente naquela manhã escura; ou, ir pelo caminho rural, muito mais curto, no entanto sem acostamento. Escolhi a segunda opção! Acendi as luzes da bicicleta para evitar problemas e lá fui eu.

Pedalei o mais rápido que pude! Havia pouca gente no caminho, ciclista nenhum, a parte de mim. Comecei a perceber a silhueta rosada do horizonte, indicando que o sol já começaria a surgir e pedalei ainda mais rápido. Não queria perder o espetáculo do nascer do sol. A última vez que o havia contemplado fazia uns 15 anos, e fora no Atlântico (uma experiência inusitada, já os contarei). Seria a primeira vez que contemplaria o nascer do sol no Mediterrâneo, e não estava disposta a perder essa oportunidade. Apesar de pedalar o mais rápido que meu intumescido corpo permitia, o caminho se fez mais longo do que eu imaginava. Estava cansada, sem fôlego e desesperada por chegar.

E cheguei! Saltei da bicicleta correndo para pegar a câmera fotográfica e registrar os primeiros raios do sol… Nãooooooooo! Estava sem bateria! Assim que, iPad, somos só você e eu! Meu fiel companheiro, ainda que limitado era o único que me restava para registrar esse momento (como você deve ter notado tenho por regra utilizar imagens próprias). Bem, você julgará o resultado! Caminhei até o molhe e me sentei para esperar o sol que começava a surgir timidamente. Observei com entusiasmo a luz âmbar que começava surgir entre algumas nuvens pegadas ao horizonte, e senti que me saudava.

Como um noivo extasiado pela beleza da noiva que vai ao seu encontro, me sentei sobre as pedras e esperei que a cálida luz âmbar viesse ao meu encontro. Ela caminhou suavemente sobre as águas, crescendo e espalhando-se gradualmente sobre o Mediterrâneo. Não havia pressa! As poucas ondas dançavam douradas diante de mim, produzindo uma suave melodia. Finalmente senti a luz âmbar tocando minha pele, produzindo a união do homem com a luz. Foi um espetáculo incrível! Senti uma irreprimível vontade de agradecer a Deus e isso fiz. Minha oração matutina foi ali mesmo, sobre as pedras e olhando o mar iluminado pelos primeiros raios de sol. Obrigada, Deus!

nascer do sol espanha
Fotografia e edição: Claudine Bernardes. Praia de Benicassim.

Agora estou aqui, com uma pedra como cadeira e o mar como janela, tentando registrar em palavras essa experiência. No entanto, nenhuma palavra que exista no dicionário poderá conter os sentimentos que hoje experimentei. Gostaria que você soubesse que ver o nascer do sol com os próprios olhos é ainda mais espetacular. Não consigo descrevê-lo de modo que você possa realmente compreender a sua beleza, é algo para ser vivido. Meras fotos não podem conter tamanha beleza.

nascer do sol, praia espanha.
Fotografia e edição: Claudine Bernardes. Praia de Benicassim.

Isso me fez ver outra realidade. O amor de Deus, na pessoa de Jesus. Eu posso dizer o quanto é maravilhoso desfrutar do seu amor, posso tentar convencê-lo com todos os artifícios que eu conheça quanto a sua existência, no entanto, minhas palavras e minha vida jamais poderão conter a plenitude do que Ele é. É por isso que eu sempre digo, o cristianismo não é uma religião, porque o amor não pode ser descrito através de regras. Se trata de uma vivência, ou melhor, de uma CONvivência. De uma relação! De um: ver com os próprios olhos e sentir com o coração. Me chame de louca se quiser, mas não deixe a vida passar sem ver esse nascer do sol.

Salmos 19.1
Fotografia e edição: Claudine Bernardes. Praia de Benicassim.

Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Será gratificante receber seus comentários e ideias.  Se gostou,  por favor, compartilhe! (Pinche para leer el texto en Español: Amanecer Mediterráneo)

Resenha Filme: Caçadores de Obras-primas

Monuments Men

monuments men , resenha
Foto de arquivo: Claudine Bernardes

Estava desenvolvendo minhas atividades de “Amélia” no supermercado, quando me deparei com o DVD “Caçadores de Obras-primas “(Monuments men), por apenas seis euros. Fiquei tão emocionada quando o encontrei que até esqueci dos tomates! Talvez se esteja perguntando: não seria mais econômico baixar da internet? Me chame de boba se quiser, mas sou do tempo em que se costumava valorizar o trabalho realizado por outros e, portanto, respeito os direitos de autor.

O filme está baseado no livro de Robert M. Edsel, e conta a história de um grupo de especialistas em artes que, durante a Segunda Guerra Mundial, se alistam no exército americano. Sua missão é recuperar o patrimônio histórico e artístico roubado pelos nazistas. Deixo para verdadeiros críticos dizer qualquer coisa sobre a qualidade do filme, do elenco ou do roteiro. Simplesmente quero chamar a atenção sobre a importante mensagem que ele aporta: A importância de proteger a história de um povo.

caçadores de obras primas
Imagem dos verdadeiros “Monuments Men”.

Conforme palavras do crítico de cinema Márcio Sallem: “Para destruir uma nação não basta apenas invadir seu território, aniquilar suas estruturas e exterminar seu povo, mas também riscar dos anais da história toda sua memória cultural. Era isto que Adolf Hitler, cujo passado nebuloso na Academia de Belas Artes em Viena lhe qualificava para ser um ressentido “amante” da arte, planejava fazer enquanto pilhava, igual a um pirata, as obras de artes das cidades que ocupava. Trabalhos de Monet, Picasso, Cézanne e Rodin, todos bens da coletividade usurpados para integrar o acervo do jamais construído Museu do Führer e ornar as salas de estar dos generais alemães, quando não enviados para destruição e consequente esquecimento.

Uma das frases que mais me tocou durante o filme foi dita pelo personagem protagonizado por George Clooney (George Stout):

Frase filme caçadores de obras primas
Foto de arquivo e composição: Claudine Bernardes

Viver em um país tão carregado de história como Espanha, me fez compreender a importância de resguardar a cultura, e os patrimônios históricos. Entrar em castelos antigos, onde outrora caminharam os templários, por exemplo; tocar as paredes de um antigo monastério, ou a monumental Mesquita de Córdoba, produz em mim o sentimento de fazer parte do grande oceano que é a história da humanidade. É algo que desejo que meu filho e meus netos experimentem. Por essa razão, compreendo o importante trabalho realizado pelos “monuments men” durante a Segunda Guerra Mundial.

Há outra frase, que apesar de não ter sido dita no filme, reflete todo meu pensamento sobre a importância de conhecer a nossa história:

Não saber o que passou antes do teu nascimento
Foto de Arquivo: Claudine Bernardes

E quando me refiro à história, não penso somente nos grandes momentos históricos ou na biografia de personagens “importantes”. Penso que assim como a humanidade necessita conhecer sua história, cada integrante deste conjunto também deve ter o direito assegurado de conhecer sua própria história. Porque, o que é a história da humanidade senão o conjunto de histórias de todos os indivíduos?

Portanto, e apesar de toda crítica negativa que o filme recebeu, recomendo que você o assista. Além disso, para os amantes dos documentários, recomendo “O Estupro da Europa”, um documentário realizado por National Geographic que conta a história dos “Monuments men”.

Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Será gratificante receber seus comentários e ideias.  Se gostou,  por favor, compartilhe! (Pinche para leer el texto en Español: Monuents Men)

Janelas que conduzem a outras janelas

Janelas do Castelo de Vilafamés
Foto de arquivo: Claudine Bernardes
Lugar: Castelo de Villafamés (Para conhecer Villafamés clic aqui)

Gosto de janelas! Através delas observo a vida. Janelas nos conduzem a outras janelas. Nos mostram o mundo e uma infinidade de possibilidades. Eu gosto de possibilidades. Janelas são possibilidades. Meus olhos são janelas que me conduzem para fora de mim, por onde os demais me espreitam, me descobrem. Janelas são descobertas. Um canal de comunicação bilateral onde tudo flui. Um intercâmbio de ideias, desde onde as mudanças surgem e se perpetuam.

Os olhos são janelas
Foto de arquivo: Claudine Bernardes Torre de Cuart – Valencia. Espanha
(Para conhecer Torres de Cuart clic aqui) 

Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Será gratificante receber seus comentários e ideias.  Se gostou,  por favor, compartilhe! (Puedes leer esta entrada en español: Ventanas que conducen a otras ventanas)