Seis dicas para encontrar respostas criativas aos problemas

Saindo do olho do furacão

Mostra de arte Castellón
Foto de arquivo: Claudine Bernardes. Mostra de Arte Contemporânea de Castellón.

Na semana passada participei em uma oficina sobre como buscar respostas criativas aos problemas (organizado dentro da “Feria Internacional de Arte Contemporáneo de Castellón”). Escutei bastante, aprendi algumas coisas e somando aqui e ali, juntei tudo no que agora compartilharei com você.

Tenho certeza que, ao tentar dar um conselho a alguém que passava por um problema, você já escutou: “Você pensa assim porque não está na minha pele, só eu sei pelo que estou passando”. E também tenho certeza que você mesmo já pensou assim.

É importante “colocar-se na pele” de outras pessoas e tentar ver com os seus olhos para compreender seus sentimentos. No entanto, quando se está passando por um problema, o melhor é “sair da pele”. O que é isso? Quando você estiver passando por um problema, saia do olho do furacão, tente ver a situação desde fora, com outra perspectiva. Isso não significa deixar de lado o problema, ao contrário. É importante ter uma visão geral, uma vista panorâmica que o ajude a encontrar a saída.

Contarei uma experiência que vivi, para que você possa compreender melhor o que estou tentando explicar.

escalar muro artificial claudine
Foto de arquivo. Campeonato de Escalada Esportiva. Ano: 1999. Rio do Sul/SC.

Há anos, quando ainda escalava, fui com meu amigo Michel Aymone em um campeonato de escalada esportivas. Fazia pouco tempo que praticava esse esporte e nunca havia escalado em muro artificial, assim que imagine a situação. Michel, além de ser meu amigo de infância, era também meu fiel companheiro de aventuras e instrutor.

“Claudine, você deve ler a via. Observe as agarras de perto e depois se afaste. Faça um croqui mental de cada passada, escale a via na sua cabeça, pense na posição dos pés e das mãos, só assim você vai alcançar o topo.” Me aconselhou Michel.

Quando a via estava pronta e chamaram todas as competidoras para fazer a leitura da via, percebi que me sentia perdida. Não conseguia concentrar-me ao ponto de “ler a via” desde a primeira agarra até a última. Estava nervosa, porque me sentia dentro do olho do furacão. Tudo girava! E para piorar, a primeira passada não ajudava. As duas primeiras agarras para as mãos não estavam distantes uma da outra, mas a terceira era impossível. Tentei fazer a passada mentalmente, no entanto percebi que meu braço não a alcançaria. Foi então que observei como outra garota lia a via. Ela era muito mais experiente que eu, se notava. Percebi como simulava o movimento inicial dos braços com as mãos cruzadas. Ou seja: ao invés de pegar a agarra da direita com a mão direita e a da esquerda com a mão esquerda, ela havia invertido os braços. Com essa técnica conseguiria alcançar a seguinte agarra, sem a necessidade de fazer a troca de mãos, que poderia resultar numa queda. E é lógico que eu copiei a solução!

Encontrar-se com problemas faz parte do percurso da vida. Inclusive, já falei sobre isso no Post “O caminho e a Pedra”. Fugir deles nem sempre é uma opção. Fernando Pessoa deixou registrado no seu “Livro do desassossego” uma frase que gosto muito:

“Trago comigo as feridas de todas as batalhas que evitei.”

Se você não quer ou não pode evitar essa batalha, deixo umas pequenas dicas que podem ser de ajuda:

  1. Tranquilize-se: entrar em desespero só vai piorar a situação. Bastante óbvio, no entanto, pouco praticado.
  2. Saia do olho do furacão: afaste-se do problema, tente vê-lo desde longe, com outras perspectivas. Imagine que não é você quem está passando por este problema, e sim outra pessoa que você conhece. Que conselho você lhe daria?
  3. Busque soluções alternativas: é um engano pensar que só há uma solução. Seja criativo! Uma solução que num princípio parece absurda, pode ser a resposta que você está buscando.
  4. Peça ajuda: é importante contar com a ajuda de outras pessoas. Nem sempre elas poderão dar uma resposta ao seu problema, porém lembre-se que todo corredor de maratonas tem alguém de apoio para entregar-lhe água durante o caminho.
  5. Observe outros que passaram pelo mesmo problema: aprender com a experiência de outros é uma atitude de sábios.
  6. Escreva a sua própria sugestão: pense em como você enfrenta os problemas, observe as suas debilidades e fortalezas. Nem sempre uma solução que lhe ajudou em outro momento, servirá agora. Uma visão pobre gera respostas pobres. Seja amplo, ampliando a sua visão.
Fernando Pessoa - Livro do desassossego
Foto de arquivo: Claudine Bernardes. Lugar: Villafamés (Espanha) Setembro de 2015.

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Resenha de Música: Memórias de um Narciso (Lorena Chaves)

                   Amo as músicas da Lorena Chaves. Todas! Porém, considero “memórias de um narciso” uma música incrível. Possui uma melodia original, uma letra profunda e uma interpretação sui generis.

Resenha Memoria de um narciso
Foto de arquivo: Claudine Bernardes

            Sim, somos seres narcisistas! Adoramos ver a nossa imagem refletida no espelho, gostamos de escutar o som da própria voz e que nos digam o quanto fazemos as coisas bem. No entanto, a realidade é outra. O mundo não gira ao nosso redor, não somos insubstituíveis, e nem tudo se trata de nós, do que necessitamos ou do que pensamos.

“Aos 20 años me preocupava com o que as pessoas pensavam de mim. Aos 40 anos deixei de preocupar-me. Aos 60 años descobri que as pessoas nem sequer pensavam em mim.”

                  Quando compreendermos isso, quando nos olharmos no espelho e vermos nossas debilidades, então poderemos dar o seguinte passo. Qual é? Permitir que o Deus que nos criou, que nos amou ao ponto de morrer pelos nossos pecados, nos transforme. Porque Nele temos um potencial incrível, eterno e pleno.

Escuta a música “Memórias de um Narciso”

Não podia faltar a letra:

Deixo a vida me levar
Aonde ela quiser
Boto a culpa no destino
No fim tudo vai se acertar
Se estou triste abro um uísque
Devo ter um bom motivo
Se não tenho, invento
Hoje eu só quero me livrar de mim
Estou preso em meio a um labirinto cheio de espelhos
O meu mundo gira em torno das vontades que eu tenho
Estou imerso em um sistema que me diz você é livre
Mas no fundo o desejo pela liberdade não cessou
Que eu sou escravo do consumo desse amor por mim
Eu sou escravo sem saber que sou assim
Que eu sou escravo do consumo desse amor por mim
Eu sou escravo sem saber…
No fundo eu me cansei de me relacionar comigo
E eu escrevo aqui as últimas memórias de um narciso
Vou procurar a paz que não se encontra em mim
Essa plenitude não se pode achar em alguém como eu
Que sou escravo do consumo desse amor por mim
Eu sou escravo sem saber que sou assim
Que eu sou escravo do consumo desse amor por mim
O amor não pode ser tão egoísta assim

(Lorena Chaves – Memória de um Narciso)

Conheça mais sobre a Lorena pulsando aqui.

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Concursos literários: Participar ou não?

Uma opção interessante para novos escritores

escrever fora de casa
Foto de Arquivo: Claudine Bernardes

Quando comecei escrever meus primeiros textos, quase de imediato pensei que inscrever-me em concursos literários seria uma forma de conseguir publicar algo. Desde então foram muitos concursos. Inclusive escrevi um livro de poesia em poucos dias, com a ingênua ideia de “quem sabe” ganhar o concurso e os cinco mil euros que supunha o prêmio. Obvio que não ganhei! Participei de inúmeros concursos literários, todos em castelhano. Exatamente, a bela, porém complexa língua espanhola. Se já é difícil escrever bem utilizando a língua materna, imagine escrever em outro idioma. Uma loucura!

No entanto, devo confessar que não me arrependo. Aprendi muito, melhorei o meu estilo de escrita, ampliei meu dicionário e percebi que a minha “caixa de imaginação” é um poço sem fundo. Inclusive participei de concursos de contos infantis com ilustração própria, algo que jamais imaginei que podia fazer.

Por isso, se você está pensando em participar de algum concurso literário, siga adiante! É possível que, como eu, você nunca ganhe um prêmio, porém isso não importa. O que realmente importa é que você se expresse, que se deixe fluir e que cresça com cada palavra que escreva. Porque as palavras nos fazem crescer!

Abaixo deixo 4 links de páginas onde você pode encontrar concursos literários em português:

  1. Blog Concursos literários
  2. Concursos Literários.net
  3. Oficina de criação literária
  4. Casa das Rosas – Concursos literários

No entanto, se você domina o castelhano (língua espanhola) sugiro que conheça a página de Escritores.org. Na minha opinião é a página de concursos literários mais completa que existe. Além de listar inúmeros concursos literários de vários países, também oferece outros recursos interessantes para escritores, como: agentes literários, ferramentas de promoção para escritores, cursos, etc.

 Espero que este post tenha sido de ajuda. Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Será gratificante receber seus comentários e ideias.  Se gostou,  por favor, compartilhe.  (Post en Español)

Você também é um viciado em trabalho?

Quando a vida te der um respiro, enche o pulmão de ar e segue adiante.

Família, casa, trabalho, estudos, cão, gato… tudo requer um pouco do nosso tempo e quando chega o final do dia estamos rendidos. Nos faltam mais horas no dia! Será? Talvez se tivéssemos mais horas só conseguiríamos terminar o dia ainda mais cansados e frustrados. Mas não é sobre isso que desejo “falar” hoje.
Desejo falar sobre aqueles raros momentos em que a vida nos dá um respiro… uma pausa dentro da loucura dos nossos dias. Esses momentos são como “flash”, que se você não está atento, ou olhando para outro lado (ou melhor, olhando com os olhos equivocados), passará sem ser percebido; ou pior ainda, sem ser vivido.

Me lembro que era aquele tipo de pessoa acelerada, viciada na adrenalina do prazo final, que deixava tudo para o último momento, porque sempre estava fazendo algo que julgava ser realmente importante. Me dizia constantemente: “Garota, o dia é curto! Não deixe vazio um minuto do seu dia.”  Sempre correndo de um lugar para o outro. Da casa para o trabalho e deste para a faculdade. Constantemente envolvida em inúmeras atividades, tinha a impressão que o mundo ia colapsar se tinha a ousadia de tirar um descanso. Até que… (e aqui me tomo um respiro para continuar) até que vim fazer uma especialização na Espanha. Minha vida, que até o momento era uma volta vertiginosa em montanha russa, se transformou em um tranquilo passeio em barco num lago sem ondas. Como reagi a esta drástica mudança? Me senti horrível, como se fosse um crime ter horas livres durante o dia, como se não estar súper, mega ocupada me tornasse uma pessoa sem importância. Uma enorme apatia recaiu sobre mim. Nem mesmo o fato de estar perto de incríveis lugares para escalar, pedalar, ou simplesmente caminhar, me animou. Me sentia apática e confusa com a mudança de rotina que havia sofrido. Qual foi o resultado? Me deu um piripaque, pensei que estava morrendo, o coração acelerou-se e não conseguia respirar. Foi assim que, aos meus 27 anos, fui parar no pronto socorro de um hospital com um ataque de ansiedade. Esse foi o diagnóstico, “ataque de ansiedade por falta do que fazer”. Seria cômico se não fosse trágico.

Dez anos depois, e com muito menos tempo livre, olho para trás e dou risadas de mim. Gastei uma infinidade de horas livres buscando qualquer coisa tonta na qual ocupar meu tempo, quando deveria tê-lo investido em algo que realmente poderia agregar mais valor à minha vida.
Aprendi que pedalar subindo uma ladeira, apesar de ser muito cansado, fortalece as pernas, porém baixar sentindo o vento contra o rosto produz uma sensação indizível. O que quero dizer com isso? Nem tudo na vida é trabalho, esforço e superação. Viver constantemente assim é exaustivo. Devemos aproveitar o tempo livre para descansar e fazer coisas que nos produzem prazer. Se você não tem tempo livre, chegou o momento de criá-lo. É algo imprescindível para uma vida equilibrada.

Se você é pai ou mãe, não se sinta culpável por deixar seu pimpolho durante um par de horas na semana com alguém para pedalar, ir de compras ou relaxar lendo um livro sem ser interrompido. Se depois de vários anos trabalhando sem descanso você ficou sem trabalho, não saia correndo na manhã do dia seguinte distribuindo currículos, como um desesperado. Toma um tempo para descansar, para rever valores. Caminhe pela praia sentindo a areia entre os dedos dos pés, ou pela montanha, onde o cheiro de mato matutino é embriagantemente relaxante. Invista o tempo livre em estar com seus filhos, conte-lhes sobre a sua vida, suas histórias de criança. Leve o seu pai ou sua mãe ao cinema, será um tempo incrível para relembrar divertidas histórias do passado.
Lembre-se que o tempo voa. Respire fundo, encha o pulmão de ar. Se agora você tem tempo para relaxar, relaxe, porque amanhã, talvez, você tenha que passar o dia correndo.

E como sempre, para terminar gostaria de lembrar que esse Blog é um canal de comunicação bilateral, por isso seria um prazer receber e responder seus comentários. Gostaria também de pedir-lhe que compartilhe esse post se gostou do que leu. Até breve! (Post en español: ¿Eres un adicto al trabajo?)

Resenha: O Mártir das catacumbas

Foto de Arquivo. Capa
Foto de Arquivo.
Capa “O Mártir das Catacumbas”
Editora Portavoz

O cristianismo acomodado da nossa atual sociedade, dos mega templos e dos shows multitudinários, não tem nada em comum com o cristianismo relatado no livro “O Mártir das Catacumbas”. Gostei de ler, chorei ao ler e o fiz mais de uma vez (ambas coisas, chorar e ler).

“Nada de luz, somente trevas
que mostravam quadros de angústia,
regiões de dor, funestas sombras.”

              Imagine a situação: crianças, jovens, famílias inteiras, anciões, todos vivendo em túneis subterrâneos, nas catacumbas de Roma, para poder viver sua fé em Jesus. Que convicção, que amor tão forte e profundo pode fazer com que pessoas (algumas delas ricas), deixem a luz da superfície para viver na escuridão das catacumbas? No entanto, naquele lugar sombrio, frio, úmido, onde o ar era escasso e os ossos atrofiavam-se pela falta de luz, a Luz de Jesus iluminava suas almas e os ajudava a suportar a difícil carga que necessitavam levar.

“Ao meu Salvador não se pode adorar desta maneira. Seus seguidores devem confessá-lo abertamente. Ele disse: “Aquele que me confessar diante dos homens, o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus”. Negá-lo na minha vida o nos meus atos exteriores, é exatamente o mesmo que negá-lo na maneira como pede a lei. Isso eu não posso fazer. Aquele que me amou primeiro, eu o amo, porque Ele, ao amar-me pôs sua vida no meu lugar. Minha maior alegria é proclamá-lo diante dos homens; morrer por Ele será o ato mais nobre que eu possa fazer, e a coroa de mártir será minha recompensa gloriosa.”

(Marcelo, O Mártir das Catacumbas)

                  Marcelo, um soldado pretoriano, depois de ver um grupo de cristãos sendo mortos no Coliseu de Roma, resolve conhecer melhor aquele grupo de perseguidos. No entanto, para conseguir o que se propunha necessita que alguém lhe guie pelos labirintos subterrâneos das catacumbas, onde muitos já se perderam e acabaram morrendo. Será que ele consegue aproximar-se do grupo de cristão que vive ali?

                   Uma informação interessante é sobre o desconhecimento da autoria do livro. Um exemplar foi resgatado de um naufrágio pelo Capitão Richard Roberts no ano de 1876. Sem dúvida recomendo a leitura deste incrível livro. Para finalizar, deixo o link da Série Evidências,apresentada pelo arqueólogo Rodrigo P. Silva, que fala sobre as catacumbas romanas. Espero que você goste.

Lembre-se que este blog é um canal de comunicação bilateral. Será um prazer ler e responder o seu comentário. (Post en castellano: Reseña El Mártir de las Catacumbas)

Você vai deixar de seguir o caminho por que encontrou uma pedra?

O caminho e a Pedra

 Foto de Arquivo: Claudine Bernardes Lugar: Desierto de ls Palmas, Castellón de la Plana

Foto de Arquivo: Claudine Bernardes
Lugar: Desierto de ls Palmas, Castellón de la Plana

No Meio do Caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra.
Tinha uma pedra no meio do caminho.
No meio do caminho tinha uma pedra.
(Carlos Drummond de Andrade)

            Drummond nos deixou bastante claro que no meio do seu caminho tinha uma pedra. Porque sempre há pedras no caminho, no meu, no teu, no vosso, sempre há pedras.

           Outro dia enquanto pedalava encontrei uma pedra no meio do caminho. A resposta foi rápida, a escolha fácil: desviei da pedra. Há pedras que podem ser desviadas, porque o caminho é largo e bem asfaltado. Entretanto, há momentos em que o caminho é um verdadeiro pedregal, então qual é a opção? Desistir da caminhada e dar meia volta com o rabo entre as pernas? Sim, essa é uma opção. Quem nunca desistiu que atire a primeira pedra! Porém, não podemos viver constantemente dessa maneira, porque sempre haverá um caminho pedregoso para vencer, uma montanha para escalar, um rio para cruzar.

          Quando entrarmos em caminhos pedregosos, lembremos que as pedras que não podem ser removidas ou desviadas, poderão ser escaladas, porque Deus nos criou com mãos e pernas para escalar. Também tenha em conta que estes caminhos pedregosos geralmente são os que nos conduzem aos lugares mais lindos. Quem como eu gosta de caminhar ou pedalar entre as montanhas, sabe que a subida é muito cansativa, cheia de pedras, buracos, encostas íngremes e escorregadias. Mas não deixamos de enfrentar esses árduos caminhos, porque é ali, entre pedras, espinhos e suor, onde nos sentimos mais perto do nosso Criador.

Blog: A caixa de imaginação. Entrada: A pedra e o caminho. Foto de Arquivo: Claudine Bernardes lugar: Desierto de las Palmas
entrada: A pedra e o caminho.
Foto de Arquivo: Claudine Bernardes
lugar: Desierto de las Palmas

Seria ótimo receber a sua opinião ou sugestão. “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral, sinta-se a vontade para fazer parte do nosso blog. (Post en Español: ¿Dejarás de seguir el camino por que encontraste la piedra?