Oficina de Autoestima – Educação Emocional através de Contos.

Oficina taller autoestima claudine bernardes contoexpressao 1
Foto: Oficina de Contoexpressão realizada por Claudine Bernardes. Autoestima.

Todos já escutamos a frase de que “cada pessoa é um ser único e irrepetível”, porém sentir-se assim as vezes não é tão fácil. Quando ocorrem situações que atacam a nossa auto-estima, começamos a ter uma visão distorcida de nós mesmos. Então devemos aprender a reconhecer a nossa essência, aprender a amar-nos, respeitar-nos, e aceitar o que somos, para potenciar o que podemos chegar a ser.

Desenvolver uma autoestima equilibrada é algo que deve ser feito em todas as fases da vida, tanto com crianças, como adolescentes, adultos e também com idosos. Porém, como fazê-lo? Eu o faço através de uma oficina de contoexpressão.

O que é a Contoexpressão?

A contoexpressão é a arte de compartilhar e despertar conhecimento, de forma sensorial através de contos. Se trata de uma técnica arteterapêutica e psicoexpressiva, que busca potenciar os conhecimentos simbólicos, através de quatro ferramentas que utilizadas da forma adequada podem produzir grandes resultados:

  1. Conexão Emocional;
  2. Metáforas;
  3. Método socrático;
  4. Atividade didática.

O resultado do uso desta técnica é um despertar da consciência, de forma cognitiva que culminará em uma mudança de atitude e conduta.

Há una frase que guarda a essência do que é a contoexpressão:

frases Hesse ajudar a fazer visível o proprio universo

Oficina de Autoestima: O que te faz único é…

“Numa pequena aldeia situada em pleno deserto, vivia um homem que cada manhã buscava água numa fonte que estava a alguns kilómetros de distância da sua casa. Colocava dois grandes cântaros nos extremos de uma grossa barra de madeira e apoiava esta sobre os seus hombros. E assim, com alegria no corpo e um sorriso na alma, empreendia o seu caminho, que sempre era o mesmo.

Depois de caminhar por uma hora, chegava na fonte e se sentava para descansar, depois enchia os cântaros e empreendia o seu regresso a casa.

Ambos cântaros eram parecidos, com apenas uma pequena diferença.  Um deles cumpria perfeitamente a sua função, pois mantinha toda a água intacta durante todo o trajeto. Porém o outro, devido a uma pequena “ferida” em um dos lados, goteava água durante todo o caminho, e ao chegar na aldeia a água já estava pela metade.

Este último cântaro, conforme passavam os dias, se sentia cada vez mais triste, pois sabia que não estava cumprindo com a sua missão.  Porém, não entendia porque o seu dono não o arrumava, ou simplemente substituia por outro que estivesse novo e sem buracos.  Passaram dias, semanas e meses e este cântaro vez se sentia menos útil e mais triste…

Um dia, simplesmente não pode mais suportar aquela situação, e quando o aguador o tinha em sua mãos, lhe disse:

_Me sinto culpado por fazer-te perder tempo e esforço. Te peço que me abandones e consigas outro cântaro novo, que seja capaz de servir-te como deve ser.

_Não entendo porque estás dizendo isso! – disse o aguador – Por quê pensas que já não eres útil?

_É obvio que não sou útil! Estou quebrado e perco metade de água pelo caminho. Não sou a ajuda que necessitas!

O aguador abraçou o cântaro e disse:

_Não eres melhor nem pior, simplesmente eres diferente e justamente por isso te necessito. – O cântaro não entendia o porquê daquelas palavras, então o aguador continuou. _Olha! Vamos fazer uma coisa, durante o caminho de volta observe bem em que lado do caminho crescem as flores.”

 Através de histórias como esta, das metáforas contidas nela e de atividades diversas realizo uma oficina de autoestima, para que os participantes possam compreender  e despertar neles uma mensagem que já possuem: Que são pessoas únicas e irrepetíveis! 

Se trata de uma oficina de aproximadamente hora e meia de duração, cheia de atividades, contos, perguntas e respostas interiores que  despertam o amor próprio. Agora vou mostrar para vocês algumas fotos da oficina que fiz com um grupo de adolescentes. O resultado foi maravilhoso!!! Eles se sentiam motivados, amados e respeitados!  Cada pessoa pode compreender que a sua vida tem um propósito porém é importante conhecer-se para descobrir este propósito. Também compreenderam que recebemos diariamente mensagens externas (algumas boas, outras não) e que devemos escolher aquelas que devemos deixar entrar na nossa vida e fazer parte de nós.

 Utilizei com o grupo uma metáfora viva, através de uma atividade criada por mim chamada “a caixa da autoestima”, onde os participante compreendem que são recipientes, como uma caixa que durante a vida vai recebendo e compartilhando mensagens. Oficinas de vivência como esta são instrumentos idôneos para produzir conhecimento de forma respeitosa, e o resultado é muito positivo.

Deixo algumas fotos para que possas ver um pouco do que é este trabalho:

Objetivo: Fomentar o amor próprio, uma autoestima equilibrada e dotar de ferramentas que ajudem em momentos críticos.

Público: Crianças (7-12 anos), adolescentes, adultos, idosos, grupo de toxicômanos, associação de pais, trabalhadores de empresas etc. Essa oficina possui uma versão familiar, para pais e filhos.

Tempo de duração: 1h ou 2h (Em função do público ao qual vai dirigido)

Gostou? Quer aprender a técnica de contoexpressão? Quer esta oficina para desenvolver com grupos?

Venha participar dos cursos que estarei ministrando durante os meses de julho e agosto em várias cidades do Brasil (lembre-se que vivo na Espanha).  Entre aqui para ver mais sobre este curso.

O curso estará dividido em duas partes: 

1. Presencial: Os participantes experimentarão o Método desenvolvido pela palestrante e conhecerão as suas bases teóricas, tudo de forma prática e sensorial.

2. Online: Material teórico sobre os temas estudados na parte presencial, que se realizará através da plataforma online de EPsiHum (Escuela Psicoexpresiva Humanista) com sede em Valência, Espanha. Exame final: desenvolver uma oficina de resiliência. Certificado expedido por EPsiHum: http://cursos.institutoiase.com

PRESENTES DE FIM DE CURSO: 1. Oficina de autoestima para desenvolver em grupos (crianças, adolescentes e adultos). 2. Sessão individual com Claudine Bernardes (videochat) para enfocar a técnica à atividade desenvolvida pelo participante do curso.

PÚBLICO: Psicólogos, psicopedagogos, pedagogos, professores, arteterapeutas, coach, pais de crianças com TDAH, escritores de contos e demais interessados. 

Por favor, compartilhe este material nas suas redes sociais (facebook, instagram, twiter etc) e com os seus contatos.

Se tiveres alguma dúvida, basta preencher o formulário abaixo.

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Os pais como agentes de mudança: Educação Emocional através de contos.

criança aprende por imitação

Quando comento com alguém que sou facilitadora de Educação Emocional através de Contos, a grande maioria das pessoas pensam que trabalho exclusivamente com crianças. Na verdade isto está completamente longe da realidade. Por incrível que pareça a grande maioria de oficinas que realizo estão dirigidas a adolescentes, jovens e adultos. Uma das oficinas que mais gosto de fazer, é a Contos e metáforas para empoderar as famílias, onde ensino aos pais a utilizar as ferramentas da contoexpressão para comunicar-se com os seus filhos, as quais são:

  • Conexão emocional;
  • Método socrático;
  • Metáforas;
  • Atividade didática.

 Porém, o que realmente faço nesta oficina, é que os pais, ao tempo que experimentam e vivenciam a técnica da contoexpressão, para ver o real efeito desta, compreendam que eles são grandes agentes de mudança. Através de contos e da técnica que desenvolvi, desperto nos pais a conhecimento de que se eles desejam que haja mudança nos seus filhos, que aprendam e sejam responsáveis socialmente, a grande mudança deve começar na sua própria vida.  

“Seja você a mudança que deseja ver nos outros.”

 As crianças aprendem por mimese, ou seja, imitação. Elas brincam de imitar a vida dos adultos, somos o modelo a seguir, o padrão que forjará as condutas presentes e futuras das crianças que nos rodeiam. Uma das frases que sempre utilizo nas oficinas é: “Ninguém pode dar o que não tem”.  Durante a  oficina, faço com que os pais vejam que eles herdaram condutas dos seus pais  (positivas e negativas) e agora os seus filhos estão começando a repetir estas condutas, e por fim elas se enraizarão nas suas vidas. Nos últimos tempos estamos escutando falar muito sobre educação emocional, e queremos que os nossos filhos façam atividades para melhorar a sua capacidade emociona. E que acontece com os adultos? Por que não fazemos cursos para melhorar nossas capacidades emocionais?  Os pais somos guias, porém como vamos guiar se desconhecemos o caminho? 

Todos os dias recebo mensagens de inúmeros profissionais que na sua maioria, trabalham com crianças: Psicólogos, psicopedagogos, professores, terapeutas em geral. Se você que me está lendo é um desses profissionais, lhe peço que não esqueça de trabalhar também com os pais, tanto de forma grupal, como de maneira individual. Necessitamos ajudar a desenvolver a inteligência emocional daqueles que serão o modelo a seguir das crianças.

Agora deixo esta pequena metáfora para que você possa meditar no que desejo realmente ensinar:

Mais que palavras.

Conta-se  que uma mãe levou seu filho de seis anos na casa de Mahatma Gandhi. Chegando lá  ela implorou a ele:
_Por favor, Mahatma, diga para o meu filho não comer mais açúcar, ele é diabético e arrisca sua vida fazendo isso. Ele não me escuta mais, sou sua mãe e estou sofrendo muito, não desejo perdê-lo.
Gandhi pensou e logo disse:
_Sinto muito, senhora. Agora eu não posso fazer isso. Traga o seu filho dentro de quinze dias.
Surpreendida, a mulher agradeceu e prometeu fazer o que ele havia pedido. Quinze dias depois,  ela retornou com o seu filho. Gandhi olhou o menino nos olhos e disse:
_Menino, pare de comer açúcar.
Grata, porém surpresa, a mãe perguntou:
Por que você me pediu para trazê-lo duas semanas depois?  Poderia ter dito a mesma coisa na primeira vez que estive aqui.
Gandhi respondeu:
_Quinze dias atrás, eu comia açúcar.

Se deseja saber mais sobre o processo de aprendizagem através de mimese, deixo esses dois artigo que parecem relevantes:

Mímesis e infância- observações acerca da educação a partir de Walter Benjamin   (Trabalho realizado por Anita Helena Schlesener, Professora de Filosofia da UFPR (aposentada) e Professora do Mestrado em Educação da UTP. Fonte: https://philpapers.org/rec/SCHMEI-4

Jogo, mimese e infância: o papel do jogar infantil nos processos de construção do self Grigorowitschs, Tamara, Jogo, mimese e infância: o papel do jogar infantil nos processos de construção do self. Revista Brasileira de Educação [en linea] 2010, 15 (Mayo-Agosto) : [Fecha de consulta: 20 de abril de 2018] Disponible en:<http://ucsj.redalyc.org/articulo.oa?id=27518764003> ISSN 1413-2478

Conto + Atividade: O Idioma de Júlia. Para pintar, desenhar, cantar e dançar.

(Para leer el artículo en castellano pincha aquí) 

Port conto Julia 1 capa

Oi, tudo bem?! Como ultimamente tenho recebido muitas mensagens agradecendo pelo material que preparo e compartilho, resolvi trazer algo bastante exclusivo. Isso mesmo! Se trata de um conto inédito, que escrevi para dar protagonismo a Júlia, que é a melhor amiga de Carlota (do meu conto “Carlota não quer falar”).  O Conto que se chama “O Idioma de Júlia” será de ajuda para ensinar as crianças que cada pessoa é diferente, mas que apesar das nossas diferenças podemos ser amigos e passar tempo juntos, fazendo coisas que gostamos.

“O Idioma de Júlia” é um conto muito divertido, e ótimo para fazer uma contação de história a um grupo de crianças, já que dentro da história há duas canções para que todos cantem e dancem juntos. Já utilizei este conto com um grupo de crianças e todas se divertiram muito. Para deixar a atividade ainda mais interessante preparei  o “Livro do Conto O Idioma de Júlia”, formado pela Capa (ilustrada para colorir) e a parte interna do livro, contendo a história que deve ser ilustrada pelas crianças. Agora vejamos a história:

O Idioma de Júlia

(Por Claudine Bernardes)

Júlia, a melhor amiga de Carlota, é uma menina genial, super simpática e inteligente. Mas, às vezes, quando está com a sua mãe e o seu pai, ela não se sente assim e, por isso, reclama:

_ Que chato! Vocês vivem usando essas palavras que eu não entendo. Que idioma mais estranho!

Depois de reclamar ela cruza os braços e chutando o ar ela vai toda emburrada para o seu quarto. Vocês querem saber porque a Júlia fica tão chateada com os seus pais? O problema é que os pais dela as vezes usam umas palavras muito estranhas, num idioma que eles dizem que até já morreu; um tal de latim.

Outro dia, Júlia fez uma coisa e seu pai a repreendeu. Ela tentou se explicar, mas ele não quis saber de explicações, cortou o assundo, dizendo: _ Contra factum non valet argumentum.

Sua mãe também faz o mesmo! Júlia estava guardando seus brinquedos para ir ao parque. Sua mãe, como todos os adultos, tinha muita pressa, e quando está nervosa, utiliza ainda mais esse idioma estranho: _Rápido Júlia! É condicio sine qua non que você guarde os brinquedos.

Seus pais falam assim porque são advogados, e eles adoram usar essas “expressões jurídicas em latim”. A pobre Júlia, que é só uma menina pequena, toda confundida, não entende nada, e por isso fica tão emburrada.

– Ah! Eu vou criar meu próprio idioma e não vou ensinar para ninguém! – Depois de dizer isso, Júlia começou a falar de uma maneira que nem os seus pais entendiam, e ella ficou bem contente com isso. Agora, eles é que se sentiam confundidos!

Ela até criou uma música super legal, que cantava o tempo todo, inclusive na escola, durante o recreio. A música dela ficou muito conhecida e todos os seus amiguinhos começaram a cantar e dançar a sua canção. Acho que vocês conhecem essa música! Querem cantar ela comigo? Vamos lá, então!

 (Aqui está o link para a canção – Fli Flai Flu – DVD – Galinha Pintadinha) 

Depois todas as crianças queriam saber o que essa estranha música dizia. Mas a Júlia não deu o braço a torcer: _Não vou contar! Este é o meu idioma e não vou ensinar a ninguém.

E não é que a moda pegou?! Todas as crianças queriam ter seu idioma próprio, para sentir-se importantes e espertos como a Júlia. O recreio era uma loucura só! Cada menino e cada menina corriam pelo patio do colegio falando de uma maneira que ninguém entendia. No começo foi bem divertido, mas depois as crianças deixaram de brincar juntas, porque ninguém entendia a linguagem do outro. Não havia mais futebol, amarelinha, pega-pega, pula-corda… só um montão de criança espalhadas pelo pátio, fazendo de conta que se sentiam importante, mas por dentro era uma tristeza só.

Foi então que a Júlia percebeu a confusão que havia criado. “Não serve de nada ter um idioma só para mim, se eu não posso me divertir com os meus amigos! Preciso encontrar uma solução para essa bagunça”. – Pensou. Já disse que além de ser legal, a Júlia também é muito inteligente? Ah, isso é verdade! Ela colocou a cachola para trabalhar e logo encontrou a solução. Ela precisava de uma música que todos entendessem e gostassem também.

_Já sei qual música posso usar! – Correu para o meio do pátio e começou a cantar e dançar. O que vocês acham de ajudá-la. Venham! Todos de pé e cantando juntos!

(Aqui está o link para a música Panda e os Cariocas – Sou uma Taça)

 Quando a música terminou, Júlia ficou surpresa. Todos os seus amigos estavam lá cantando e dançando com ela. Eles também estavam cansados ​​de brincar sozinhos. A partir de então, as crianças entenderam que cada pessoa é diferente e isso é legal. Também aprenderam que é maravilhoso passar tempo juntos, se divertir e ter amigos que são diferentes de nós.

Depois de contar a história, também seria legal conversar com as crianças sobre o problema que enfrenta Júlia e a decisão dela de criar um idioma próprio. Será que ela agiu corretamente? A decisão dela a fez sentir-se melhor?

Abaixo estão os arquivos de imagem para baixar e montar o livro com o conto, para ser ilustrado pelas crianças. É um ótimo exercício para trabalhar a imaginação e a compreensão de texto. Ficaria bastante feliz de receber fotos da atividade e das ilustrações das crianças.

Gostou da atividade? Espero que sim. Se você tiver algum problema para baixar estas imagens, não duvide em escrever-me. Também gostaria de pedir que comparta este post nas suas redes sociais.

Se queres mais materiais para trabalhar a educação emocional te sugiro clicar nesses links: meu conto “Carlota não quer falar” que vem com um jogo de tabuleiro para trabalhar as habilidades sociais e emocionais. Posts sobre contoterapia onde encontrarás materiais gratuitos, jogos e atividades para trabalhar a educação emocional e habilidades sociais.  Até breve!

Você acha que é possível contar contos para adolescentes?

(Para ler o texto em português clica aqui)

Sim, claro que é possível! Mas você deve estar disposto a rir de si mesmo. Não é nada fácil estar diante de um grupo de  adolescentes e saber que eles estão pensando:  O que essa estranha está fazendo aqui? Eu não sou mais uma criança para me contem contos! 

Se você se atreve a prosseguir e passar o limite do “ridículo”, você verá que é possível conquistar seus corações,  e lhe garanto que essa é uma sensação maravilhosa.

Agora vou lhe explicar como usei duas histórias para trabalhar com adolescentes sobre a importância dos sonhos como objetivos nos quais temos que trabalhar. Você também pode usar esse material com adultos.

1 – Histórias utilizadas:

2 – Porque escolhi estas histórias:

Ambas  histórias apresentam uma pessoa normal como protagonista. Tanto Davi quanto o Pescador estavam desprovidos de habilidades especiais que fizessem deles pessoas importantes aos olhos dos outros, apesar dessa aparente simplicidade, ambos venceram a gigantes. Todos nós temos gigantes que precisamos vencer para alcançar nossos sonhos. Na grande maioria das vezes esses gigantes estão dentro de nós.

“Os contos de fadas podem ser aventuras adoráveis, mas também lidam com um conflito universal: a luta interna entre as forças do bem e as forças do mal”. (Sheldon Cashdan em “A bruxa deve morrer”)

Penso que todos temos defeitos de caráter que podem nos impedir de alcançar nossos sonhos/objetivos. Se quisermos continuar nosso caminho de crescimento pessoal,  que nos conduzirá até aquilo que almejamos,  precisamos identificar quais são esses gigantes que necessitam ser vencidos. Somente assim chegaremos ao nosso “final feliz”.

É importante esclarecer que o objetivo desta atividade é plantar sementes na mente dos adolescentes. Todo plantio é um processo, como um caminho que deve ser trilhado.  As historias são sementes, as plantamos na mente e esperamos que elas despertem, transformando-se em frutos.

3. Contação:

Como eu já conhecia a grande maioria dos adolescentes que participaram da atividade, decidi usar como técnica narrativa uma dramatização através de um monólogo, onde representava uma guerreira amazona.  Como conhecia muito bem ambas história, utilizei  improvisação: conversei com os assistentes, fiz piadas rindo de suas roupas;   às vezes me mostrava feroz  e às vezes engraçada. Contei primeiro a história de Davi e Golias e depois o conto do Pescador e do Gênio. Eles adoraram! 

Claro que é possível contar as histórias sem a teatralização. Mas, certifique-se de que a narração é atraente.

Foto genio y pescador claudine

4. Como desenvolver a atividade de apoio

Depois de contar a historia lancei algumas perguntas. Pedi para eles pensarem nos sonhos que queriam alcançar.    O que deseja fazer profissionalmente? Que tipo de pessoa desejas ser dentro de alguns anos? Você planejou se casar e ter filhos? Que tipo de pai ou mãe desejas ser?

Pedi-lhes que pensassem sobre suas características, suas qualidades e habilidades: você possui as habilidades necessárias para conquistar seus sonhos? Que habilidades lhe faltam? Quais são as qualidades que o ajudarão a alcançar esses objetivos?

Agora pense nos seus defeitos: Você é impaciente? Você se frustra facilmente? Você é impulsivo? Quais são os gigantes que podem impedir que você atinja seus sonhos? Como você pode vencê-los?

Bem, você já fez uma avaliação agora pensemos em uma árvore, você é essa árvore. Essa árvore tem raízes, tronco e o copo onde estão os frutos. Vamos visualizar esta árvore e transformá-la em algo mais real (é como um jogo simbólico).

Vamos fazer um jogo inverso, isto é, primeiro identificaremos os sonhos que queremos colocar na nossa árvore, vamos começar a partir daí, porque será mais fácil saber quais as ações e qualidades que precisamos desenvolver, quando conhecemos o que sonhamos.

  • Os frutos:   são os sonhos. ex. Eu quero ser médico; Quero escrever um livro; Eu quero viajar para um país distante e viver grandes aventuras.
  • O tronco: no tronco estarão escritas as ações que precisamos desenvolver ao longo do tempo para que esses frutos/sonhos se tornem reais. Ex. Para fruto / sonho: quero ser médico, minhas ações serão: serei um bom estudante, terminarei o colégio, e me esforçarei para entrar na faculdade de medicina. Quando esteja na faculdade darei prioridade aos estudos, etc.
  • As raízes: as raízes da árvore serão nossas qualidades, as que devem ser a base da nossa personalidade e que nos ajudarão a produzir as ações necessárias para alcançar nossos sonhos. Temos que escrever essas qualidades, as que temos e as que precisamos ter. Ex. Do fruto / sonho: quero ser médico, minhas ações serão: serei um bom estudante, terminarei o colégio, e me esforçarei para entrar na faculdade de medicina.etc. Minhas raízes serão: paciência, perseverança, dedicação, amor para com meu próximo, etc.

Podemos fazer a árvore de duas maneiras:

  • Uma grande árvore em comum, isto é, para todos os participantes (ou grupos, se participam mais de 10 pessoas): onde cada participante colocará seu fruto / sonho na parte superior da árvore, essa fruta será feita com a palma da mão pintada com guache.
  • A4 árvore individual: cada participante terá sua árvore individual, onde fará as anotações da atividade, conforme explicado acima. Na atividade que fiz, deixei cada participante desenhar sua própria árvore. Porém não recomendo que seja assim, já que se dedicaram mais ao desenho do que na parte escrita dos sonhos, que era o objetivo real. Por esse motivo, recomendo levar um desenho em preto e branco de uma árvore simples como base para fazer as anotações da atividade.

Importante: alguns não se sentem confortáveis ​​expondo seus sonhos, então você deve deixar claro que é algo pessoal e que outras pessoas não terão acesso a ele.

Finalmente, cada participante pode levar a sua árvore à casa. Mas, para que a atividade tenha um impacto na vida desses adolescentes, seria interessante fazer o seguinte:

O professor recolhe todos os desenhos, colocando cada um dentro de um envelope  com o nome de quem o fez.
No final do ano o professor pode devolver este envelope com outra carta escrita pelo próprio professor, onde ele fala sobre as qualidades do aluno, encorajando-o a continuar lutando contra seus gigantes, a melhorar como pessoa, a se olhar constantemente no espelho para fazer uma análise de seus comportamentos e assim poder alcançar os seus sonhos.

 

Se você nunca trabalhou com adolescentes, é importante saber algumas coisas:

  • Não tenha medo do ridículo: se eles vêem medo em seus olhos, fim de trajeto.  É possível que eles façam piadas, pequenos comentários para te deixar com dúvidas, para atacar a sua confiança, ou simplesmente para fazer de palhaço diante dos amigos. Mostre-lhes que você não tem medo do ridículo, que, na verdade, você se expõe ao “ridículo” por iniciativa própria (o ridículo ao que me refiro é aos olhos deles, porque não tem nada de vergonhoso contar contos).  Se eles percebem que não podem te tocar nesse lado, eles vão deixá-lo em paz.
  • Trate-os com respeito: sim, você pode fazer piadas sobre eles, não tem problema. Mas eles devem perceber que você se importa por eles. Se você quer ser ouvido,    deve estar disposto a ouvi-los também. Se quiser ensinar-lhes algo, deve aceitar que talvez eles não concordem com sua idéia, e   podem dizer isso abertamente, sem que seja um drama.
  • Não minta para eles: os adolescentes não podem suportar hipocrisia e mentiras. Se você tem dúvidas, se não sabe a resposta, reconheça. O grande problema que os adolescentes têm com seus pais é quando estes exigem atitudes que eles mesmos não estão dispostos a ter. Então não faça o mesmo, você os perderá.
  • Lembre-se de que você  está controle: Ainda que você não tenha todas as respostas; mesmo que admita que tem dúvidas, não significa que você não esteja (ou possa estar) no controle. Embora eles não queira admitir, necessitam sentir-se seguros. E para isso eles devem devem saber que você está lá e que controla a situação. Mantenha-se firme.

O que achou da atividade? Gostaria de receber a sua opinião. Obrigada por passar pela minha Caixa de Imaginação. Compartilhe esta atividade nas suas redes sociais, assim outras pessoais poderão ter acesso a este e outros materiais que publico.

O seu filho morde? Vem conhecer a Jaquinha, um lindo conto que fala sobre essa fase da criança.

Oi, tudo bem? Em primeiro lugar quero agradecer a todos vocês que me escrevem. Recebo vários e-mails todos os dias expressando gratidão pelo material que compartilho aqui no blog, e isso me motiva a seguir com o meu trabalho.

Sei que há muitos pais, psicólogos, psicopedagogos e professores que me seguem, por isso trouxe hoje para vocês esse lindo Conto Infantil escrito por Emilia Nuñez, escritora brasileira de contos infantis, também conhecida em Instagram como @maequele (conheça aqui o seu site)

1 A JACAREZINHA QUE MORDIA 2 capa

Esse lindo livro, que venho acompanhando desde a fase de criação, é um ótimo recurso para trabalhar as habilidades sociais com as crianças, e porque não com os pais.  Então, você conhece alguma crianças que está passando por esta fase?

A Jacarezinha que mordia  

“A Jacarezinha que mordia” conta a história de Jaquinha, uma linda jacarezinha risonha, que apesar de receber muito carinho de Dona Jaca, sua mãe, tem o mau hábito de morder a todos que encontra pelo caminho. Os animais da floresta, cansados de receber tantas mordidas, se apresentam diante da sua mãe pedindo que esta dê fim a este problema que está alterando o convivio social na floresta. Claro que D. Jaca, toda envergonhada,  tenta resolver o problema, e se empenha no assunto: amarra a boca da filha, resgata a chupeta, mas não tem jeito. Um dia chega um aluno novo na sala da Jaquinha, ele dá um lindo beijo na professora e esta fica muito feliz. Puxa! Aquilo muda o mundo da pequena jacarezinha, que observa como as pessoas ficam felizes ao receber um beijo (totalmente o contrário de quando são mordidas).

Abaixo deixo algumas ilustrações:

 Emilia nos conta um pouco sobre o Processo Criativo de “A Jacarezinho que mordia”:

Este é um livro feito pensando em uma fase muito específica que algumas crianças passam que é a fase “Mordedora”. Tenho uma Jaquinha em casa e quando uma mãe me pediu um livro sobre o tema e não encontrei nas livrarias, logo veio a inspiração!

Como você pode ver é uma história muito útil e meiga, e além disso as ilustrações são maravilhosas. De verdade que fiquei encanta, porque expressam exatamente a essência da mensagem do livro.  O ilustrador cuidou de cada detalhe, e isso é muito importante, para que além do texto, a criança que ainda não lê possa interiorizar o conteúdo da mensagem através do que vê.   Heitor Neto foi o ilustrador responsável por esses lindos desenhos, você pode segui-lo no instagram em @heitornetos ou na seu site.

Para comprar A Jacarezinha que mordia” clica aqui. 

Aplicando o Conto

Sabemos que é normal a criança entre 1 e 3 anos passar pela fase de morder.

 No início da vida, a boca é a parte mais sensorial do corpo humano e, por meio dela, o indivíduo descobre o mundo e expressa suas emoções. Quando uma criança morde um adulto ou outra criança, provavelmente está querendo demonstrar afeto, resposta a uma frustração, curiosidade ou, ainda, o incômodo do nascimento dos dentes. No período entre um e três anos morder é comum – e normal. Algumas crianças o fazem mais que outras, porque é dessa forma que se comunicam. (Fundação Maria Cecilia)

Porém há crianças que depois desse período ainda recorrem a esta conduta, o que gera grandes constrangimentos para os pais. Nenhum pai gosta de pegar seu filho no jardim ou colégio e ver nele uma marca de mordida. Também posso te garantir que nenhum pai gosta de receber da professora, a constrangedora notícia de que seu filho está mordendo os coleguinhas. Bater, puxar o cabelo, arranhar, são todas condutas imediatistas que as crianças recorrem como forma de expressar sua frustração, raiva, descontento. Os adultos também fazemos isso, ainda que a nossa maneira de ataque é outra. As crianças podem ferir o corpo, mas nos ferimos o coração do outro. Exemplo: quando somos criticados tendemos à atacar a outra pessoa apontado os defeitos dela. As crianças que sofrem de TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade), principalmente aquelas sofrem de impulsividade, como  o caso do meu filho, costumam recorrer a esse tipo de conduta de forma mais habitual. Eu sinceramente creio que trabalhar a empatia da criança poderá ajudá-la a superar essa fase e conseguir controlar seus instintos. 

A minha proposta de atividades vale tanto para narração grupal, quanto individual. Não importa se você é pai, professor, psicólogo, somente adapte a proposta à sua situação especifica, já que farei um série de sugestões. Vamos lá!

1. Contação/Narração

  • Interpretando a ilustração: Se você vai utilizar o conto com crianças de forma individual, ou poucas crianças (como umas cinco no máximo) e se elas ainda não sabem ler, minha primeira proposta, é que antes de ler a história para elas, peça que observem a ilustração e expliquem o que acham que está acontecendo na historia. É uma boa forma de interiorizar as metáforas ilustradas.
  • Conte a historia de forma divertida,  seja criativo. Seria legal utilizar um fantoche para contar a história.

2. Vamos desenhar

Esse recurso tão simples também é muito importante para observar a compreensão que a criança teve da história. Peça para ela fazer um desenho da parte que mais gostou da historia e da parte que menos gostou.

3. Teatro

Uma forma de trabalhar a compreensão da história e trabalhar a empatia com as crianças é fazer um teatro com elas, com base no conto. Faça com que alguns participem do teatro, enquanto outros ficam de plateia, e depois os que ficaram de plateia serão os atores. Assim todos podem ver desde duas  perspectivas: dentro da história e fora da história.

 4. Análise das ilustrações

Não sei se sabes, mas num álbum ilustrado a ilustração tem o mesmo peso que o texto. Ou seja, ilustração e texto se completam para passar uma mensagem. Por isso que disse anteriormente que gostei muito da ilustração de Heitor Neto, porque completou perfeitamente a história escrita  por Emilia Nuñez.  Tanto  é assim, que ele introduziu uma metáfora muito interessante que enriqueceu a história: O PORCO ESPINHO.

1 A Jacarezinha que mordia 7

Veja bem! Por que o Porco Espinho é o único que não está nem aí para o problema? É que com ele a Jaquinha não se mete. Por que?

Além disso, analise com as crianças as expressões faciais dos personagens em cada parte da historia. Como eles se sentem? Que estarão pensando?  Gestos de medo, reprovação, raiva, tristeza, desespero, indiferença. Quantos sentimentos!

5. Trabalhos Manuais:

  • Que te parece se fazemos uma Jaquinha de rolos de papel higiênico com as crianças? Deixo essa proposta que encontrei em no site de Papelísimo. Está em castellano, porém o vídeo de explicação se entende perfeitamente. Está muito fácil. E para que fique igual a Jaquinha é só colocar uma um laço de fita rosa na cabeça. As crianças vão amar.     
1 A Jacarezinha que mordia de papel
Fotografia retirada da página http://www.papelisimo.es

 

Também podemos fazer outros animais da floresta como: Elefante, Tigrinho, Porco Espinho, Ursinha.

  • Fantoche de Papel:

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  •  A Jaquinha na cabeça:

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  6. Ficha de leitura:

Preparei uma ficha de leitura para trabalhar os sentimentos vividos pelos personagens da historia. Você pode baixar e utilizar livremente 😉

Ficha de leitura sentimentos a jacarezinha que mordia

Para terminar, gostaria de dizer que me senti muito identificada com a Dona Jaca. Muitas vezes passei por situações parecidas e sei que não é fácil. Nesses momentos devemos olhar a situação desde a perspectiva do amor. Como pais, professores, psicólogos, somos semeadores de amor, carinho e bons valores. Se não desistimos essa sementinha um dia brotará. Nunca desista de amar, porque o amor é dádiva.

Frase sobre amor não é recompensa Claudine Bernardes

Se gostou dessa historia, talvez também estejas buscando algum livro para trabalhar a educação emocional com o seu filho ou aluno. Te recomendo dar uma olhada no meu livro “Carlota não quer falar”, utilizado por muitos pais, professores, psicólogos e psicopedagogos de muitos lugares do mundo, para trabalhar as capacidades emocionais das crianças. Além do livro, distribuo gratuitamente o Projeto de Educação Emocional com Carlota. Entra nesse link para saber mais.

Carlota não quer falar: muito mais que un conto

 

(Para leer la entrada en Español pincha aqui)

Portada Carlota no quiere hablar

Oi! Tudo bem?

Hoje venho contar-lhes uma ótima notícia. No dia primeiro de abril é o lançamento do meu conto infantil  “Carlota no quiere hablar”, através de  Sar Alejandría Ediciones. Tentei publicá-lo em português, mas realmente penso que falta um pouquinho de visão empresarial dentro das editoras de Brasil e Portugal. Não me interpretem mal, não é que eu ache que o meu livro é maravilhoso, mas realmente é um tipo de material que não tem no Brasil e Portugal, sendo que aqui na Espanha os contos semelhantes fazem muito sucesso.

Um pouco sobre o conto

“Cartola não quer falar” é mais  que somente um conto infantil, é um livro pensado para ajudar a pais e filhos a compreender, falar e gerenciar as suas emoções. Como assim? Bem, é que o livro está composto por: Un conto interativo, onde as crianças darão voz à Carlota, interpretando os seus sentimientos a partir das situações vividas pela personagem. Além disso, dentro do livro também há uma Guia Didática com base na contoterapia. Para completar o material está o “Ludo das Emoções”, com o qual toda a família poderá jogar, divertir-se, falar das suas emoções, compartilhar historias etc. Tudo graças às cartas que acompanham o “Ludo das Emoções” e que guiarão os participantes durante o jogo.

Além disso, proporcionarei material aqui no blog que poderão ser baixados de forma gratuita (Cartas para o ludo, desenhos para colorir, jogos para desenvolver consciência emocional etc).

 

Carlota invitación

Mais informação:

Publi Carlota no quiere hablar

Bem, só espero poder publicá-lo o quanto antes em português 😉 Obrigada por visitar a minha Caixa de Imaginação.

contoterapia claudine bernardes

Um conto para unir laços: Arthur o Supergato.

(Para leer el texto  en español pincha en: Arthur el super gato)

Arthur el super gato Claudine Bernardes
Texto e ilustração: Claudine Bernardes

Um conto unindo dois mundos

No ano passado o meu filho estudou a vida dos gatos (no jardim de infância). Como de costume, sua professora pediu aos pais que enviemos informação e conteúdo para que as crianças possam compartilhar com toda a classe. Como gosto muito de contos, pensei que seria uma boa ideia escrever um conto e assim também poderia exercitar e melhorar minhas ilustrações (já sei que ainda tenho muito trabalho pela frente).

O resultado foi: Arthur o supergato.  Todos os contos que escrevo tem uma finalidade que vai mais além da lúdica, porque acredito que um conto pode fazer muito mais que somente entretener as crianças. Esse enfoque segui ao escrever o conto, cujos personagens são todos reais: Meu filho (narrador e personagem), Tia Fran (minha irmã) e Arthur (o gato da minha irmã). O conto é narrado pelo meu filho, e a ideia que plasmei é de como se ele estivesse lendo o conto e passando as páginas do livro (observe que nos cantos das páginas aparece a sua mão). Misturei imagens reais (fotos feitas pela minha irmã) com as minhas ilustrações.

Quando mostrei o resultado final para o meu filho, ele ficou encantado. Se sentiu conectado com uma parte de mim que ainda não conhecia: O Brasil.

Meu filho ainda não esteve no Brasil e só conhece alguns membros da minha família que estiveram aqui na Espanha. No entanto a tia Fran ainda não esteve aqui, ele só a conhece através do computador. Poder entrar no mundo mágico dos contos, ser um dos personagens e compartilhar essa história com a tia e seu gatinho fez com que ele se sentisse mais próximo da minha família que vive no Brasil

Depois que imprimi o conto, meu filho levou sua história ao jardim e a contou, cheio de orgulho, aos seus amiguinhos. Foi um sucesso!

É importante que seus filhos conheçam a sua história

Viver longe do seu  lugar de nascimento, longe da sua cultura, não deve ser um impedimento a que seus descendentes tenham acesso a essa cultura. É importante que os seus filhos conheçam a sua história, porque também faz parte da história deles. Compartilhe com eles as suas aventuras de criança, as lendas locais os “causos”, os personagens que fizeram parte da sua infância.  Suas histórias enriquecerão a vida dos seus  filhos e os deixarão mais próximos a você.

Agora deixo o conto completo (pulsa sobre a imagem para vê-la mais grande):

cuento Arthur el Super Gato Claudine Bernardes

Espero que tenha gostado. Deixe a sua opinião e se puder, compartilhe o post. Até breve! 😉