A importância dos Contos na Educação e Terapia

“A alma humana tem a necessidade inextinguível de que a substância dos contos flua através de suas veias; assim como o corpo necessita ter substâncias nutritivas que circulam através dele.”

(Rudolf Steiner)

Você pode escutar este post através do Podcast que preparamos:

Quando escutamos falar sobre contos, imediatamente os associamos a infância e nos traz lembrança felizes. É verdade! Os contos são elementos essenciais durante a infância, porém sua importância não deveria diminuir durante a adolescência ou na vida adulta. Os contos carregam a esseˆncia humana, nossa estrutura vital: um princ ́ıpio, um processo de desenvolvimento e um fim.

Os contos, através de suas metáforas e simbolismos, alcançam nosso inconsciente, já que conseguem esquivar as barreiras criadas pela razão. E uma vez ali, despertam o conhecimento ou plantam sementes para o futuro. Dotar a mente de simbolismo é altamente importante, já que 80% das nossas decisões são tomadas pelo inconsciente. Por este motivo, os contos servem como instrumento perfeito para educar as emoções, ensinar valores, animar, fortalecer a resiliência, a autoestima, a assertividade, etc.

É importante esclarecer que utilizamos o termo “conto”, como forma geral para o gênero narrativo que engloba: contos de fadas, contos modernos, fábulas, mitos, parábolas, lendas, etc. A pessoa (como leitor ou ouvinte) encontra significados nos contos, pois eles transmitem importantes mensagens à mente consciente e inconsciente. Essas histórias encorajam o seu desenvolvimento, ao mesmo tempo que aliviam pressões conscientes e inconscientes. Na medida em que as histórias se desenvolvem, dão espaço à consciência, mostrando caminhos para satisfazer as necessidades e desejos, de acordo com as exigências do ego e superego. Ocorre uma transformação interior que acaba afetando toda a vida do indivíduo.

A psicanálise foi a primeira disciplina a admitir as complicações decorrentes da divisão do sujeito: o consciente e o inconsciente. Porém, dentro do mundo literário, sabemos que isto é um fato consumado, já que a literatura cria personagens contraditórios, onde nem sempre se produz uma síntese.

Bruno Bettelheim, psicólogo e psicanalista que dedicou grande parte de sua pesquisa científica a utilização de contos no desenvolvimento da criança, explica que as histórias contribuem com mensagens importantes para o consciente, o pré-consciente e inconsciente infantil. Ao referir-se aos problemas humanos universais, especialmente aqueles que preocupam a mente da criança, essas histórias se comunicam com seu pequeno “ego” em formação, estimulando o seu desenvolvimento. A medida que as histórias são decifradas, elas dão crédito consciente e corpo as pulsões do id e mostram os diferentes modos de satisfazê-las, de acordo com as exigências do ego e do superego (Bettelheim, p. 12).

A linguagem simbólica é um valioso recurso que se esconde por trás da simplicidade das histórias e que é usada para explicar problemas, etapas ou fatos por meio de símbolos ou imagens direcionadas ao inconsciente humano, sugerindo possibilidades e alternativas. Graças a essa linguagem específica, as crianças veem suas preocupações e desejos expressos. Atualmente, usamos essa linguagem para representar coisas que não estão ao alcance do entendimento humano, isto é, coisas que não podemos explicar com fatos.

“Usamos termos simbólicos constantemente para representar conceitos que não podemos definir ou compreender de forma alguma. Esta é uma das razões pelas quais todas as religiões usam linguagem ou imagens simbólicas. Mas esse uso consciente de símbolos é apenas um aspecto de um fato psicológico de grande importância: o homem também produz símbolos inconsciente e espontaneamente na forma de sonhos.”

(Carl G. Jung, 1995.)

A linguagem simbólica transporta-nos para o nosso interior pela força do seu sentido, do seu apelo emotivo e afetivo, sem nos persuadir ou convencer com argumentos e provas.

Segundo Bruno Bettelheim (2013), o conto tem um efeito terapêutico, pois a criança encontra uma solução para as suas incertezas através da contemplação do que a história parece implicar acerca dos seus conflitos pessoais atuais. O conto de fadas não informa sobre as questões do mundo exterior, mas sim, sobre processos internos que ocorrem no cerne do sentimento e do pensamento.

Os contos garantem à criança que as dificuldades, os perigos, as fatalidades, podem ser vencidas por todos os que pretendem vencer na vida. E a criança que é desprotegida por natureza, sente que também ela pode ser capaz de superar os seus medos, angústias e desconhecimentos. Portanto, ela poderá aceitar com otimismo as decepções e desilusões que vai encontrando, pois sabe que, tal como acontece nos contos, os esforços por vencer darão a recompensa desejada.

“É exatamente esta a mensagem que os contos de fadas trazem à criança por múltiplas formas: que a luta contra graves dificuldades na vida é inevitável, faz parte intrínseca da existência humana – mas que se o homem não se furtar a ela, e com coragem e determinação enfrentar dificuldades, muitas vezes inesperadas e injustas, acabará por dominar todos os obstáculos e sair vitorioso.”

(Bettelheim, 2013, p.16).

Sendo assim, os contos possuem ao menos cinco funções ou utilidades que influenciam a vida do ser humano:

1. Mágica: Estimular a imaginação e a fantasia;
2. Lúdica: entreter e divertir; 3.Ética: transmitir ensinamentos morais e identificar valores;
4. Espiritual: Compreensão de verdades metafísicas e filosóficas;
5. Terapêutica: encontrar nos personagens e situações, referências para a nossa vida.

CONTOEXPRESSÃO

Agora falaremos um pouco sobre a metodologia que serve de norte para a criação dos materiais que compartilho neste blog.

Antes de explicar o que é a Contoexpressão, gostaria de compartilhar com você como e porque criei esta metodologia. Como mãe de uma criança com TDAH (Transtorno por Deficit de Atenção e Hiperatividade) encontrei-me em uma situação muito complicada, já que diante do grande desafio de educar o meu filho, percebi que não possuía as ferramentas necessárias para ajudá-lo. Ao mesmo tempo percebi que era necessário investir na sua educação emocional. Na minha necessidade de encontrar uma maneira de comunicar-me com ele, observei que ao utilizar contos a nossa comunicação era mais fluida, além disso ele entendia melhor o que eu queria ensinar-lhe. Por essa razão, resolvi estudar profundamente tanto educação emocional, como os contos terapêuticos. Ao fazer um mestrado nessa área e vários estudos posteriores, percebi o poder dos contos na educação emocional, porém, me deparei com a falta de ferramentas práticas que ajudassem a alcançar resultados palpáveis.

Dediquei-me, então, a partir de tudo o que eu havia estudado, a construir uma metodologia prática, formada por 4 ferramentas, para aplicação dos contos na educação e terapia.

Esta metodologia foi abraçada pela EpsiHum (Escuela de Terapia Psicoexpresiva Humanista del Instituto IASE), onde leciono e para a qual desenvolvi o Mestrado em Contoepressão: contos, mitos e fábulas terapêuticas como ferramentas psicoeducativas.

O que é contoexpressão?

Contoexpressão é a arte de compartilhar, provocar e despertar conhecimento de forma sensorial e simbólica através de contos. É uma técnica que busca produzir mudanças de pensamento, que culminará em mudanças de conduta auxiliando o ser humano no árduo processo de buscar uma melhor versão de si.

A Contoexpressão é considerada uma arte, já que partimos do ponto de vista de que o educador (dentro desse conceito integramos todos aqueles que de alguma forma compartilham conhecimento) é um artista. A educação é a arte de inspirar no outro o desejo de aprender e transcender, e a arte de comunicar e despertar conhecimento de forma consciente e respeitosa.

Numa oficina Contoexpressiva é possível uma experimentação sensorial do conhecimento, transportando os símbolos internos à materialização através de atividades projetivas Tudo isso será feito utilizando quatro ferramentas contoexpressivas, que estarão inseridas dentro de uma oficina o sessão terapêutica, ou seja:

1.Conexão emocional. Os participantes se conectarão com os símbolos existentes no conto, ajudando-os a compreendê-los.

2.Metáforas e sımbolos existentes nos contos. utilizaremos vários símbolos presentes no “inconsciente coletivo”, que serão de fácil compreensão para os participantes, ou potenciaremos essa compreensão através de metáforas sensoriais.

3. Método Socrático ou Mayêutica que era o método utilizado pelo filósofo Sócrates e difundido por Platão, no qual o professor deveria guiar o aluno, ajudando-o a “parir” determinado conhecimento através de perguntas.

4. Atividade didática. Se utilizam atividades didáticas que podem ser psicoexpressivas, projetivas, arteterapêuticas, etc. Essas atividades ajudam a melhorar a compreensão, expandir o conhecimento ou fixá-lo.

Como você pode observar, estamos diante de uma metodologia que respeita os processos internos de cada pessoa, despertando o conhecimento sobre alguma circunstância específica que esteja “madura para a colheita”.

Se você quiser uma Oficina Contoexpressiva de Presente de forma GRATUITA, leia o post que está no presente link e preencha o formulário que lhe enviaremos a Oficina do Otimismo e Resiliência da Amendoeira Triste.

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Mais um ano cheio de contos: O que aconteceu em 2019

Quero iniciar 2020 agradecendo a sua companhia durante todo 2019. “A Caixa de Imaginação” conquistou um espaço muito importante durante este ano, com quase 500.000 visualizações, e mais de 100.000 visitantes, o que é muito para um blog desta categoria. Quero aproveitar para contar um pouco do que foi esse ano e as coisas incríveis que aconteceram. Vamos lá?

1. CRIAÇÃO DO CURSO ONLINE DE CONTOEXPRESSÃO

Depois de 2 meses viajando pelo Brasil em 2018, e a pedido de muitos seguidores, criamos o Curso Online de Contoexpresssão: Educação Emocional e Terapia através de Contos. Saiba mais aqui. O curso tem sido um sucesso com muitos alunos que estão felizes e colocando em prática esta técnica.

2. EDITORA EM Sar Alejandría Ediciones

Em fevereiro fui convidada a fazer parte da equipe da Editorial Espanhola Sar Alejandría. A minha missão consistiria em levar a coleção infantil dessa editorial a um novo nível, transformando-a em editora especialista em literatura infantil, com contos que fomentassem a educação socioemocional.

Depois de 10 meses de árduo trabalho e mais de 15 livros lançados, e um aumento exponencial de novos autores, posso dizer que este objetivo foi alcançado. Também criei a “Colección Didáctica” formada por livros pensado para profissionais da educação e psicologia, com um enfoque didático, porém muito prático, cheio de atividades, com um interior muito colorido, alegre e que convidasse a colocar em prática o seu conteúdo. Vejamos isso em fotos:

4. Lançamento A Amendoeira Triste no Brasil

Depois de ter sido lançado na Espanha em dezembro de 2018, a Amendoeira Triste, foi lançada no Brasil em Agosto de 2019. Este livro foi pensado para ajudar no desenvolvimento das capacidades emocionais, principalmente no otimismo e resiliencia, tanto de crianças, como adolescentes e Adultos. Veja mais sobre ele aqui.

5. Lançamento livro Contos que Curam: Oficinas de Educação Emocional por meio de contos.

Como resultado dos dois meses de curso em 2018 e a minha viagem ao Brasil, nasceu esse projeto editorial lindo, junto a minha parceira e amiga Flavia Gama (conhecida como a coach das histórias). O livro conto com 24 oficinas criadas com base na Contoexpressão, com a participação de diversas profissionais (psicólogas, psicopedagogas, coach’s, professoras, contadoras de histórias etc.). As oficinas estão dirigidas a crianças, adolescentes e adultos. O livro foi lançado em agosto pela Editora Literare Books, com uma tiragem inicial de 8.000 exemplares que já se esgotaram entrando já em segunda Edição. Saiba mais sobre ele aqui.

6. Conto Oficial Villarreal F.C: Un Submarino Amarillo en el Corazón.

Para fechar com chave de ouro, em dezembro foi o lançamento oficial de “Un Submarino Amarillo en el Corazón”. Se trata do conto Oficial do Villarreal CF. O Villarreal é um clube de Futebol de Primeira divisão, com participação na Europa Ligue, na Liga Espanhola, Copa del Rey etc. Para este livro criei um conto que conectasse a história da equipe com valores importantes como resiliência e valentia.

O livro foi publicado através de Sar Alejandría Edições e faz parte da Coleção “Equipos de Futbol”, dividindo espaço com os Contos oficiais de outros times como Sevilla FC. Betis, Levante e Valencia. Conheça aqui o Villarreal CF.

Algumas fotos do Evento:

Novidades para 2020

Para 2020 temos o lançamento de um novo livro que já está ilustrado pela maravilhosa ilustradora espanhola Nanna Garzón e se chamará Tuá. É uma história cheia de vertentes, onde texto e ilustração contarão muitas historias, trará mensagens tanto para crianças, como adolescentes e adultos.

Também teremos o lançamento de novos cursos, como por exemplo “Ferramentas práticas de Educação Emocional”. E muitas publicações com atividades gratuitas que compartilharei neste blog. Assim que Feliz 2020!!!!

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Conheça o Conto “A Amendoeira Triste”, um material completo para trabalhar a tristeza, o otimismo e a resiliência. Vem com o Jogo do Otimismo.

Uma alma triste pode matar mais rapidamente que uma bactéria 

(John Steinbeck) 

Quando lancei o meu primeiro livro “Carlota não quer falar”, juntamente com o “Projeto de Educação Emocional com Carlota” recebi diversas mensagens perguntando porque não havia introduzido a tristeza entre as emoções trabalhadas no citado material. Não o fiz porque desejava trabalhar a tristeza de forma mais profunda, e aqui estou para cumprir esse propósito. 

IMPORTANTE: VOCÊ ESTÁ DIANTE DE UM MATERIAL PSICOPEDAGÓGICO PARA CRIANÇAS, ADOLESCENTES E ADULTOS. 

Como disse o escritor John Steinbeck a tristeza é uma emoção que tem um grande impacto nas nossas vidas. Por essa razão é muito importante saber compreendé-la e administrá-la. 

O Conto “A Amendoeira Triste” foi criado utilizando símbolos e metáforas que se conectarão com o ouvinte/leitor, convidando-o a uma reflexão profunda sobre os motivos da sua tristeza, sua visão frente à vida e como fluir de forma mais positiva, para enfrentar a tristeza e ser mais resiliente.

“À beira de uma montanha, ao lado de um caminho, vivia uma amendoeira triste que passava reclamando o dia inteiro.” 

Ao começar este conto cada ouvinte se coloca na pele da personagem: uma bela árvore de amendoas que vive na beira de uma montanha e que reclama de estar rodeada de ervas daninhas. Ela gostaria de viver num pomar junto a outras amendoeiras para que seu fruto pudesse ser apreciado por quem reconhece o seu valor. 

Este conto é uma metáfora da vida de cada pessoa, porque todos temos nossas próprias dificuldades, sendo que às vezes nos deixamos dominar pela tristeza e a insegurança como se somente nós passásemos por dificuldades. Assim, quem vive como a Amendoeira Triste deixa de ver as coisas belas da vida e se centra em todas as coisas desagradáveis do dia a dia, aumentando de forma exponencial o seu poder.

Até que um dia “A Grande Montanha” fala com a murcha Amendoeira, mostrando-lhe que ela não está só:

“Vês aquela casa ao outro lado do caminho? Ali vive uma menina que te observa o dia inteiro.” 

Muitas vezes esquecemos que também somos um exemplo para aqueles que estão sob nosso cuidado ou, simplesmente, dentro do nosso círculo social ou laboral. A verdade é que a conduta de outros influencia a nossa vida, incidindo sobre a construção da nossa personalidade, e também é verdade que a nossa conduta influencia outras pessoas. 

Todas as personagens deste conto (Amendoeira, Montanha e a menina), como cada emoção e situação (tristeza, pesar, egoísmo, os conselhos e a mudança de pensamento), ajudarão a compreender um pouco melhor a tristeza, os seus efeitos e como a tristeza deve seguir o seu processo. 

“A Amendoeira Triste” é um conto terapêuticoque ajudará num processo de transformação interior (mudança de pensamento) que culminará numa mudança de conduta. Lembre-se que a transformação começa com a educação e este livro é um excelente material que já está sendo utilizado por diversos profissionais para a Educação Emocional de crianças, adolescentes e adultos. 

Jogo “A Amendoeira otimista” 

O livro “A Amendoeira triste” vem com um jogo de tabuleiro. Este jogo utiliza 30 cartas que contêm frases que fomentam o otimismo e a resiliência. Como um jogo pode fazer isso? Como vocês sabem sou Especialista em Contos e Fábulas Terapêuticas, meu trabalho está baseado no uso dos símbolos. Para poder guardar tanta informação na memória, o fazemos através dos símbolos que sintetizam informações mais complexas e as guardam no nosso inconsciente. Essas informações as vezes surgem em momentos de necessidade, para ajudar-nos ou até mesmo para prejudicar-nos. 

Com esse jogo vamos semear símbolos de otimismo e resiliência no inconsciente, para que possam ser ferramentas de ânimo frente a situações de dificuldade (presentes e futuras). 

GOSTOU DO LIVRO? Pulse aqui para ir na página da Editora Grafar e saber como comprá-lo. 

Como vocês sabem os meus livros e materiais costumam ser utilizados por psicólogos, terapeutas, educadores e psicopedagogos de muitas partes do mundo. O meu livro “Carlota não quer falar”possui material de apoio que distribuo gratuitamente (se ainda não conhece este material pulsa aqui) e com “A Amendoeira Triste” não poderia ser diferente. 

OUTROS MATERIAIS QUE ACOMPANHAM O LIVRO

Criei dois materiais GRATUITOS: 

1 – PROGRAMA DE EDUCAÇÃO EMOCIONAL “A AMENDOEIRA TRISTE”– A Arte de Crescer Frente a Adversidade: Material gratuito de distribuiçãoEXCLUSIVA para quem compre o livro A Amendoeira Triste. Este material foi criado para, junto ao livro, desenvolver as habilidades sociemocionais de crianças, adolescentes e adultos. Está formado por: Parte Teórica (1. A importância dos contos na educação; 2. A Contoexpressão) Parte Prática (3. Oficina da Resiliência; 4. Lista de Palavras Bonitas; 5. Cartões de ânimo; 6. Expressão e interpretação simbólica; 7 Formas de Expressão Artística). 

O Programa pode ser desenvolvido por psicólogos em tratamento individual, em oficinas grupais por professores, psicólogos, psicopedagogos, educadores, agentes sociais, atividades religiosas, atividades em CRAS, grupos terapêuticos etc. As possibilidades são incríveis e o resultado será maravilhoso. 

Veja Abaixo algumas imagens do Programa:

2. OFICINA DE EDUCAÇÃO EMOCIONAL “A Amendoeira Triste”:Se trata de uma Oficina Contoexpressiva criada com base no conto, para desenvolver a compreensão da tristeza e da resiliência, e uma visão mais otimista da vida. MATERIAL GRATUITO de DISTRIBUIÇÃO LIVRE a todos que me pedirem. Basta enviar-me um e-mail a claudinebernardes@acaixadeimaginacao.com ou preencher o formulário abaixo que lhe enviarei. Este material é uma forma de conhecer o meu trabalho, o potencial do livro e da contoexpressão. Não duvide em pedir-me, lhe enviarei com muito alegria. 

Ficou com dúvida? Quer mais informação? Quer fazer o meu Curso Online de Contoexpressão? Quer o material gratuito? Escreva-me abaixo.

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Opinião: Contoexpressão Aplicada ao Coaching com Marcelle Guedes

Oi, tudo bem? Hoje quero compartilhar com vocês a Live que fiz com a Pedagoga e Coach Parental Marcelle Guedes. Marcelle foi uma das mais de 70 pessoais que participou do meu Curso de Contoexpressão: Educação Emocional e Terapia através de Contos, que realizei no Brasil nos meses de Julho e Agosto. De lá para cá, conforme você escutará no video, ela já realizou diversos eventos aplicando a Contoexpressão e as suas ferramentas.

Assista a nossa Live e veja como a Contoexpressão também pode enriquecer a sua vida  pessoal e profissional.

 

Quer saber mais sobre a Contoexpressão? Veja as nossas ofertas de Cursos e Oficinas.  

Curso de Contoexpressão Belo Horizonte Claudine Flavia e Marcelle
Claudine Bernardes, Marcelle Guedes e Flávia Gama.

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PICTOCONTOS: A importância da linguagem Simbólica no Autismo


Pictoconto - A excursão de Tika 1

Como vocês já sabem sou especialista em contos e fábulas terapêuticas e através deste blog compartilho formas de utilizar os contos na educação, como uma forma de dar suporte a tantos profissionais que buscam materiais e novas sugestões de atividades. Este material está dedicado à minha prima Alessandra Vieira, mãe de um lindo menino autista, e Diretora da AMA de Navegantes (Associação de Pais e Amigos de Autistas) Um dia ela me disse: Clau, por que não preparas algo para os autistas? Como promessa é dívida, aqui está este material. Espero que sirva de ajuda. Tenho outros mais que estarei postando pouco a pouco. Se inscreva neste blog para receber as atualizações e ter acesso a muitos outros materiais exclusivos.

LINGUAGEM SIMBÓLICA


Segundo a fonoaudióloga Nola Marriner (1992), a linguagem simbólica define-se como uma linguagem representada por símbolos ou signos, imagens, desenhos e palavras impressas, estas podem ser escritas e lidas. Portanto, a linguagem simbólica é uma representação gráfica audiovisual que indica atividades e ações reais provocando estímulos sensoriais perceptíveis. Porém, dentro de todo o que foi estudado até o presente momento, observamos que a linguagem simbólica vai muito mais além desta definição e encontrando-se como suporte necessário dentro da comunicação humana, e também para o desenvolvimento pessoal.

Para crianças afectadas pelo autismo, desenvolver uma linguagem simbólica é de grande importância, porque é um estímulo e suporte para despertar e aumentar a comunicação e compreensão da linguagem falada, ajudando a estruturar atividades, eventos previsíveis, rotinas, comportamentos e a se comunicar de forma interativa. De tal forma que a linguagem simbólica permite antecipar os eventos e também evitar a ansiedade ou comportamentos inadequados.

Através da linguagem simbólica, é possível desenvolver as habilidades e aprendizados da vida cotidiana, relacionamentos consigo mesmo, relacionamentos com os outros e com a natureza. De tal forma que crianças com autismo leve podem estar cientes de suas próprias necessidades, interagir com o ambiente ao seu redor, expressar sentimentos em relação a outras pessoas e ter comportamentos apropriados, etc.

Como afirma Reyes (2010) 2, todos os profissionais devem ter material adaptado para trabalhar no desenvolvimento das capacidades das crianças. Por exemplo, no caso de crianças com TEA, elas são aprendizes visuais, portanto, pictogramas, imagens que representam palavras e uma das ferramentas atuais de trabalho com crianças com dificuldades que os ajudam a entender melhor as histórias, devem ser usadas.

De alguma forma, as crianças autistas devem aprender habilidades sociais para relacionar-se com os outros. As histórias são uma boa ferramenta e os resultados geralmente são, na maioria dos casos,  positivos.

Todas esses contos adaptados a crianças com autismo compartilham uma série de características:

– As imagens são estruturadas e organizadas. Eles se destacam por sua cor e simplicidade para que as crianças possam reconhecê-los.

– As páginas têm frases curtas e simples para que não haja excesso de informação.

– Palavras têm suporte visual, pictogramas. Isso é útil para guiar as crianças e chamar sua atenção.

– Os contos são histórias curtas para que os leitores possam reter todas as informações.

– Aspectos cognitivos são trabalhados para fazer o leitor pensar e entender.

– Eles são projetados tanto para ativar a aprendizagem e incentivar o prazer pela leitura.

Assim, observamos que para o trabalho com crianças com autismo é necessário compreender a importância dos símbolos gráficos, já que estas crianças aprendem melhor através deles.

O que é um PICTOCONTO?

Para entender o que é um Pictoconto devemos entender primeiro o que é um pictograma. Pictogramas são representações de objetos e conceitos traduzidos em uma forma gráfica extremamente simplificada, mas sem perder o significado essencial do que se está representando. Seu uso geralmente está associado à sinalização pública, instruções, orientações e qualquer outro meio para transmitir informações. É muito comum encontraro uso de pictogramas em diversos contextos cotidianos, como placas em shoppings, aeroportos, guias, manuais, mapas, infográficos, etc..

O pictograma deve, por si só e sem o auxílio de textos, representar o objeto ou conceito que se deseja e ser facilmente identificado e compreendido por quem o observa. Bons pictogramas tendem a ser compreendidos de maneira universal, ultrapassando os limites linguísticos. Praticamente qualquer objeto ou situação pode ser transcrita em forma de pictogramas e suas aplicações são quase infinitas.

Veja abaixo um exemplo de pictograma para explicar o processo de escovar os dentes:

Rotina para limpar os dentes

Assim sendo um PICTOCONTO é uma história que pode ser contada total ou parcialmente através de pictogramas. Os Pictocontos se constituem num excelente material para ensinar e preparar as criança autistas para diversas circunstâncias.

 

ATIVIDADE: A EXCURSÃO DE TIKA 

A seguinte atividade proposta se chama “A excursão de Tika” e é um PICTOCONTO que ajudará a criança autista a compreender as circunstâncias que podem ser vividas num passei pelo campo e assim interiorizar este conhecimento (Este conto foi desenvolvido por Irene Ruiz Encinas). Tendo em vista que as crianças autistas aprendem melhor através de símbolos e signos visuais, ao contar a história à criança, indique os pictogramas contidos no material. Também seria interessante imprimir o Material e recortando os pictogramas de cada lâmina do conto, propor à criança que coloque em ordem as ações narradas.

Algumas imagens:

Baixe o material em PDF para poder imprimir e utilizá-loATIVIDADE PICTOCONTOS – Autismo – A excursão de Tika – conto

O conto pode ser contados algumas vezes, inclusive através de kamishibai e é possível perguntar às crianças sobre sentimentos que se pode experimentar num passeio ao campo. Utilize este material para dar passo a momentos de conversa, para falar sobre sentimentos, sobre situações já vividas e outras que se podem viver, tanto em família como nos grupos dos quais a criança faz parte.

Gostou desse material? Você já conhecia os pictocontos? Conhece material semelhante que poderia ser de ajuda? Compartilho conosco a sua experiência. Também compartilhe este post nas suas redes sociais e grupos, para que outras pessoas possam conhecer no nosso trabalho e ser de ajuda a muitas famílias e profissionais. Obrigada por passar pela “Caixa de Imaginação”

Se gostou da minha metodologia de trabalho, venha conhecer a Contoexpressão e saber como utilizar diferentes ferramentas na Educação, através do Curso Semipresencial Contoexpressão: Educação Emocional e Terapia Através de Contos. Aproveite esta oportunidade porque estarei no Brasil durante apenas algumas semanas. Cursos nas cidades de São Paulo, Sumaré, Curitiba, Criciúma, Belo Horizonte. Veja mais informação nesse link ou escreva-me através do formulário abaixo. Super abraço. 

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Vem conhecer a Contoexpressão e dar um novo enfoque ao seu trabalho.

Oi, tudo bem??? Hoje não vou escrever muito, porque vou te dar o recado através de um video. Assista e compartilhe este video com os seus contatos 😉 E se tiveres dúvidas, escreva-me através do formulário abaixo.

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Oficina de Autoestima – Educação Emocional através de Contos.

Oficina taller autoestima claudine bernardes contoexpressao 1
Foto: Oficina de Contoexpressão realizada por Claudine Bernardes. Autoestima.

Todos já escutamos a frase de que “cada pessoa é um ser único e irrepetível”, porém sentir-se assim as vezes não é tão fácil. Quando ocorrem situações que atacam a nossa auto-estima, começamos a ter uma visão distorcida de nós mesmos. Então devemos aprender a reconhecer a nossa essência, aprender a amar-nos, respeitar-nos, e aceitar o que somos, para potenciar o que podemos chegar a ser.

Desenvolver uma autoestima equilibrada é algo que deve ser feito em todas as fases da vida, tanto com crianças, como adolescentes, adultos e também com idosos. Porém, como fazê-lo? Eu o faço através de uma oficina de contoexpressão.

O que é a Contoexpressão?

A contoexpressão é a arte de compartilhar e despertar conhecimento, de forma sensorial através de contos. Se trata de uma técnica arteterapêutica e psicoexpressiva, que busca potenciar os conhecimentos simbólicos, através de quatro ferramentas que utilizadas da forma adequada podem produzir grandes resultados:

  1. Conexão Emocional;
  2. Metáforas;
  3. Método socrático;
  4. Atividade didática.

O resultado do uso desta técnica é um despertar da consciência, de forma cognitiva que culminará em uma mudança de atitude e conduta.

Há una frase que guarda a essência do que é a contoexpressão:

frases Hesse ajudar a fazer visível o proprio universo

Oficina de Autoestima: O que te faz único é…

“Numa pequena aldeia situada em pleno deserto, vivia um homem que cada manhã buscava água numa fonte que estava a alguns kilómetros de distância da sua casa. Colocava dois grandes cântaros nos extremos de uma grossa barra de madeira e apoiava esta sobre os seus hombros. E assim, com alegria no corpo e um sorriso na alma, empreendia o seu caminho, que sempre era o mesmo.

Depois de caminhar por uma hora, chegava na fonte e se sentava para descansar, depois enchia os cântaros e empreendia o seu regresso a casa.

Ambos cântaros eram parecidos, com apenas uma pequena diferença.  Um deles cumpria perfeitamente a sua função, pois mantinha toda a água intacta durante todo o trajeto. Porém o outro, devido a uma pequena “ferida” em um dos lados, goteava água durante todo o caminho, e ao chegar na aldeia a água já estava pela metade.

Este último cântaro, conforme passavam os dias, se sentia cada vez mais triste, pois sabia que não estava cumprindo com a sua missão.  Porém, não entendia porque o seu dono não o arrumava, ou simplemente substituia por outro que estivesse novo e sem buracos.  Passaram dias, semanas e meses e este cântaro vez se sentia menos útil e mais triste…

Um dia, simplesmente não pode mais suportar aquela situação, e quando o aguador o tinha em sua mãos, lhe disse:

_Me sinto culpado por fazer-te perder tempo e esforço. Te peço que me abandones e consigas outro cântaro novo, que seja capaz de servir-te como deve ser.

_Não entendo porque estás dizendo isso! – disse o aguador – Por quê pensas que já não eres útil?

_É obvio que não sou útil! Estou quebrado e perco metade de água pelo caminho. Não sou a ajuda que necessitas!

O aguador abraçou o cântaro e disse:

_Não eres melhor nem pior, simplesmente eres diferente e justamente por isso te necessito. – O cântaro não entendia o porquê daquelas palavras, então o aguador continuou. _Olha! Vamos fazer uma coisa, durante o caminho de volta observe bem em que lado do caminho crescem as flores.”

 Através de histórias como esta, das metáforas contidas nela e de atividades diversas realizo uma oficina de autoestima, para que os participantes possam compreender  e despertar neles uma mensagem que já possuem: Que são pessoas únicas e irrepetíveis! 

Se trata de uma oficina de aproximadamente hora e meia de duração, cheia de atividades, contos, perguntas e respostas interiores que  despertam o amor próprio. Agora vou mostrar para vocês algumas fotos da oficina que fiz com um grupo de adolescentes. O resultado foi maravilhoso!!! Eles se sentiam motivados, amados e respeitados!  Cada pessoa pode compreender que a sua vida tem um propósito porém é importante conhecer-se para descobrir este propósito. Também compreenderam que recebemos diariamente mensagens externas (algumas boas, outras não) e que devemos escolher aquelas que devemos deixar entrar na nossa vida e fazer parte de nós.

 Utilizei com o grupo uma metáfora viva, através de uma atividade criada por mim chamada “a caixa da autoestima”, onde os participante compreendem que são recipientes, como uma caixa que durante a vida vai recebendo e compartilhando mensagens. Oficinas de vivência como esta são instrumentos idôneos para produzir conhecimento de forma respeitosa, e o resultado é muito positivo.

Deixo algumas fotos para que possas ver um pouco do que é este trabalho:

Objetivo: Fomentar o amor próprio, uma autoestima equilibrada e dotar de ferramentas que ajudem em momentos críticos.

Público: Crianças (7-12 anos), adolescentes, adultos, idosos, grupo de toxicômanos, associação de pais, trabalhadores de empresas etc. Essa oficina possui uma versão familiar, para pais e filhos.

Tempo de duração: 1h ou 2h (Em função do público ao qual vai dirigido)

Gostou? Quer aprender a técnica de contoexpressão? Quer esta oficina para desenvolver com grupos?

Venha participar dos cursos que estarei ministrando durante os meses de julho e agosto em várias cidades do Brasil (lembre-se que vivo na Espanha).  Entre aqui para ver mais sobre este curso.

O curso estará dividido em duas partes: 

1. Presencial: Os participantes experimentarão o Método desenvolvido pela palestrante e conhecerão as suas bases teóricas, tudo de forma prática e sensorial.

2. Online: Material teórico sobre os temas estudados na parte presencial, que se realizará através da plataforma online de EPsiHum (Escuela Psicoexpresiva Humanista) com sede em Valência, Espanha. Exame final: desenvolver uma oficina de resiliência. Certificado expedido por EPsiHum: http://cursos.institutoiase.com

PRESENTES DE FIM DE CURSO: 1. Oficina de autoestima para desenvolver em grupos (crianças, adolescentes e adultos). 2. Sessão individual com Claudine Bernardes (videochat) para enfocar a técnica à atividade desenvolvida pelo participante do curso.

PÚBLICO: Psicólogos, psicopedagogos, pedagogos, professores, arteterapeutas, coach, pais de crianças com TDAH, escritores de contos e demais interessados. 

Por favor, compartilhe este material nas suas redes sociais (facebook, instagram, twiter etc) e com os seus contatos.

Se tiveres alguma dúvida, basta preencher o formulário abaixo.

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Os pais como agentes de mudança: Educação Emocional através de contos.

criança aprende por imitação

Quando comento com alguém que sou facilitadora de Educação Emocional através de Contos, a grande maioria das pessoas pensam que trabalho exclusivamente com crianças. Na verdade isto está completamente longe da realidade. Por incrível que pareça a grande maioria de oficinas que realizo estão dirigidas a adolescentes, jovens e adultos. Uma das oficinas que mais gosto de fazer, é a Contos e metáforas para empoderar as famílias, onde ensino aos pais a utilizar as ferramentas da contoexpressão para comunicar-se com os seus filhos, as quais são:

  • Conexão emocional;
  • Método socrático;
  • Metáforas;
  • Atividade didática.

 Porém, o que realmente faço nesta oficina, é que os pais, ao tempo que experimentam e vivenciam a técnica da contoexpressão, para ver o real efeito desta, compreendam que eles são grandes agentes de mudança. Através de contos e da técnica que desenvolvi, desperto nos pais a conhecimento de que se eles desejam que haja mudança nos seus filhos, que aprendam e sejam responsáveis socialmente, a grande mudança deve começar na sua própria vida.  

“Seja você a mudança que deseja ver nos outros.”

 As crianças aprendem por mimese, ou seja, imitação. Elas brincam de imitar a vida dos adultos, somos o modelo a seguir, o padrão que forjará as condutas presentes e futuras das crianças que nos rodeiam. Uma das frases que sempre utilizo nas oficinas é: “Ninguém pode dar o que não tem”.  Durante a  oficina, faço com que os pais vejam que eles herdaram condutas dos seus pais  (positivas e negativas) e agora os seus filhos estão começando a repetir estas condutas, e por fim elas se enraizarão nas suas vidas. Nos últimos tempos estamos escutando falar muito sobre educação emocional, e queremos que os nossos filhos façam atividades para melhorar a sua capacidade emociona. E que acontece com os adultos? Por que não fazemos cursos para melhorar nossas capacidades emocionais?  Os pais somos guias, porém como vamos guiar se desconhecemos o caminho? 

Todos os dias recebo mensagens de inúmeros profissionais que na sua maioria, trabalham com crianças: Psicólogos, psicopedagogos, professores, terapeutas em geral. Se você que me está lendo é um desses profissionais, lhe peço que não esqueça de trabalhar também com os pais, tanto de forma grupal, como de maneira individual. Necessitamos ajudar a desenvolver a inteligência emocional daqueles que serão o modelo a seguir das crianças.

Agora deixo esta pequena metáfora para que você possa meditar no que desejo realmente ensinar:

Mais que palavras.

Conta-se  que uma mãe levou seu filho de seis anos na casa de Mahatma Gandhi. Chegando lá  ela implorou a ele:
_Por favor, Mahatma, diga para o meu filho não comer mais açúcar, ele é diabético e arrisca sua vida fazendo isso. Ele não me escuta mais, sou sua mãe e estou sofrendo muito, não desejo perdê-lo.
Gandhi pensou e logo disse:
_Sinto muito, senhora. Agora eu não posso fazer isso. Traga o seu filho dentro de quinze dias.
Surpreendida, a mulher agradeceu e prometeu fazer o que ele havia pedido. Quinze dias depois,  ela retornou com o seu filho. Gandhi olhou o menino nos olhos e disse:
_Menino, pare de comer açúcar.
Grata, porém surpresa, a mãe perguntou:
Por que você me pediu para trazê-lo duas semanas depois?  Poderia ter dito a mesma coisa na primeira vez que estive aqui.
Gandhi respondeu:
_Quinze dias atrás, eu comia açúcar.

Se deseja saber mais sobre o processo de aprendizagem através de mimese, deixo esses dois artigo que parecem relevantes:

Mímesis e infância- observações acerca da educação a partir de Walter Benjamin   (Trabalho realizado por Anita Helena Schlesener, Professora de Filosofia da UFPR (aposentada) e Professora do Mestrado em Educação da UTP. Fonte: https://philpapers.org/rec/SCHMEI-4

Jogo, mimese e infância: o papel do jogar infantil nos processos de construção do self Grigorowitschs, Tamara, Jogo, mimese e infância: o papel do jogar infantil nos processos de construção do self. Revista Brasileira de Educação [en linea] 2010, 15 (Mayo-Agosto) : [Fecha de consulta: 20 de abril de 2018] Disponible en:<http://ucsj.redalyc.org/articulo.oa?id=27518764003> ISSN 1413-2478

Curso Semipresencial: CONTOEXPRESSÃO – Educação Emocional e contos em terapia.

Como já comentei anteriormente estarei no Brasil nos meses de Julho e Agosto de 2018, quando estarei realizando uma série de eventos que estamos já ultimando, e logo passaremos mais informação sobre as datas e lugares. Porém, algo que estamos organizando (em parceria com empresas e profissionais da psicologia e educação), é um Curso Semipresencial: CONTOEXPRESSÃO: Educação Emocional e terapia através de contos. Se trata de um curso de 30 horas (parte presencial e parte online, que será realizada através do Campus On-line  EPsiHum, organização que faz parte de InterArt- Asociación Internacional de Terapias Expresivas y Arte Social).

Já estamos organizando os últimos detalhes para realizar este Curso em São Paulo (Capital) e em Navegantes/SC. Se trata de um curso em forma de oficina, ou seja, muito experimental e dinâmico, com não mais de 25 participantes por grupo. Assim que esteja atento(a) aos seguintes comunicados, que logo teremos notícias. Por outro lado, se você gostaria de realizar uma parceria para levar este curso à sua cidade, entre em contato e podemos organizá-lo. 

Objetivo do Curso: Introduzir os participantes nos conhecimentos sobre o uso das técnicas de Contoexpressão. Os participantes aprenderão como utilizar os contos para o desenvolvimento das capacidades emocionais, tantos de crianças, como adolescentes e adultos.

Público: Pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, professores, arte-terapeutas, trabalhadores sociais, estudantes de pedagogia ou psicologia e outras pessoas ligadas à educação e terapias.

 

Sobre o Curso:

Parte prática e presencial

1 – Um olhar para dentro

Nesta primeira parte os participantes serão guiados através da técnica de contoexpressão, com exercícios de introspeção, analisando seus sentimentos e motivações frente à vida laboral e pessoal.

Metodologia: Conto “A Amendoeira triste”; Contoexpressão: vivencia da técnica; Técnica psicodidática: Uma árvore genealógica especial;  
2 – Contos, Fábulas e Lendas:

Nesta parte os participantes estudarão os conceitos e diferenças que existem entre os diversos tipos de narrativas que podem ser utilizadas na educação. Além disso compreenderão o alcance das metáforas e o seu poder educativo. Temas: Contos, fábulas e lendas – conceitos e diferenças. Contos maravilhosos. O poder das metáforas.

Atividade prática: Análise simbólico de um conto.
3 – Educação Emocional através de Contos

Os participantes estudarão as origens da educação emocional, conceito; a relação desta com o sucesso escolar e porque utilizar os contos. Temas: Educação Emocional (origens e conceito); Relação da educação emocional com o sucesso escolar; Porque utilizar os contos em atividades socioeducativas e em terapia.

Atividade prática: Carlota não quer falar: reconhecendo as emoções.

4 – Contoexpressão: Aplicação de uma técnica e contos em terapia.

Os participantes estudarão o conceito de “contoexpressão” e conhecerão como aplicar esta técnica tanto na educação, como em terapia e também em atividades socioeducativas.

Atividade Prática: Para dias nublados, guarda-chuva colorido.

5 – Contos Vivenciados

Os Participantes aprenderão a aplicar os contos de forma sensorial, para que o processo cognitivo seja mais profundo e duradeiro. Temas: Contos vivenciados; metáforas vívidas; contos sensoriais. Atividade Prática: Oficina de Autoestima.

6 – Despedida:

Nesta última parte os participantes analisarão a experiência vivida durante a parte prática do curso, e farão perguntas às professoras.

Parte Teórica

Depois de realizar as oficinas presenciais, os participantes estudarão a parte teórica, de forma on-line, através da plataforma de cursos de EpsiHum, (Escuela Psicoexpresiva Humanista do Instituto IASE, com sede na Espanha).  Todo curso será preparado e supervisado  por Claudine Bernardes, como professora de EpsiHum, que culminará com um exame final. Com a finalização do curso on-line, os alunos receberão um Certificado expedido por EPsiHum, organização que faz parte de InterArt (Asociación Internacional de Terapias Expresivas y Arte Social).

    Sobre a técnica utilizada

Contoexpressão é a arte de comunicar e gerar conhecimento de forma sensorial através de contos. Se trata de uma técnica psicoexpressiva que se baseia no uso de contos e material didático, para abordar diversas situações socioemocionais e comportamentais apresentadas tanto por crianças, como por adolescentes e adultos, entre elas: manifestações de tristeza, ansiedade, emoções desagradáveis, baixa regulação como condutas imediatistas, impaciência, deficiência no controle de impulsos e intolerância. Também estão comportamentos perturbadores como: agitação, distração, gritos, maltrato físico ou verbal e toxicomania. Além disso também podem ser tratados temas como: conflito armado, morte, mudanças na estrutura familiar, déficit em habilidades comunicativas, bullying entre outros.

Bruno Bettelheim, psicólogo e psicanalista que dedicou grande parte de sua pesquisa científica à utilização de contos no desenvolvimento da criança, explica que as histórias contribuem com mensagens importantes para o consciente, o pré-consciente e inconsciente infantil. Ao referir-se aos problemas humanos universais, especialmente aqueles que preocupam a mente da criança, essas histórias se comunicam com seu pequeno “ego” em formação, estimulando o seu desenvolvimento. À medida que as histórias são decifradas, elas dão crédito consciente e corpo às pulsões do id e mostram os diferentes modos de satisfazê-los, de acordo com as exigências do ego e do super-ego (Bettelheim, pp. 12).

É importante ressaltar que utilizamos “conto” como categoria genérica, incluindo-se dentro desta categoria: contos de fada (ou contos maravilhosos); lendas, fábulas, mitos, inclusive as parábolas.

Para alcançar os objetivos propostos em cada oficina, serão escolhidos contos que se amoldem a cada temática, com metáforas, simbolismos e personagens arquetípicos. De maneira complementar, serão realizados exercícios práticos e atividades psicopedagógicas.

Tudo isso, dentro de uma estrutura técnica formada por quatro elementos:

  1. Conexão Emocional.

  2. Metáforas e simbologia.

  3. Método Socrático.

  4. Atividade didática.

Tire as suas dúvidas escrevendo-me através do formulário abaixo: 

 

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Seu filho só responde sim e não? Venha conhecer uma forma eficaz de comunicação.

Hoje resolvi falar sobre um tema que começou a surgir nas oficinas para pais e mães que realizo: COMUNICAÇÃO.

comunicação com filhos criança pais

Como todos os dias a mãe ou o pai vai buscar a criança no colégio, e enquanto caminha ou conduz, começa a bombardear o filho de perguntas, e a conversa segue mais ou menos esse roteiro:

_Como foi o colégio hoje?
_ Bem.
_ Uhum… só bem
_ Uhum.
_ Você se comportou bem?
_ Sim.
_ Alguém encrencou com você?
_ Não.
_ Estudou tudo direitinho?
_ Sim.

Como o meu livro “Carlota não quer falar” trata de ajudar a manter uma comunicação com a criança, para que ela aprenda e expressar os seus sentimentos, durante as oficinas que realizo, muitos pais expressam sua frustração dizendo-me que os filhos não contam nada sobre o que fazem no colégio, como se sentem etc. Então lhes digo que repitam-me as perguntas que fazem, e me deparo com perguntas como as que escrevi acima.

É verdade que muitas crianças e adolescentes tem dificuldades em expressar o que sentem, o abrir-se para os pais. Porém, realmente acredito que se trata mais de um problema de comunicação.

“Os pais estão fazendo as perguntas de forma equivocada.”

Isso mesmo! Se você quer que a criança responda com monossílabas, como no exemplo, continue fazendo as mesmas perguntas, mas se você quer realmente manter uma conversa ampla e conhecer o mundo em que vive o seu filho quando não está de baixo do seu olhar, então preste atenção no que vou dizer.

Existem perguntas fechadas e abertas. As perguntas fechadas são aquelas em que a pessoa não necessita pensar muito na resposta, é só dizer: Sim, não, bem, mal, claro. São úteis para quando se deseja obter uma informação concisa e específica, porém não nos ajudam a conhecer os detalhes, ou conhecer melhor o nosso interlocutor.

As perguntas abertas são aquelas que necessitam de reflexão. Ou seja, o nosso interlocutor deve pensar mais para responder, as respostas são mais extensas e nos ajudam a conhecer melhor as circunstâncias, os motivos e as características do nosso interlocutor. Algumas características das perguntas abertas são:

  • Elas exigem que a pessoa pare, pense e reflita.
  • As respostas não são fatos, mas sentimentos, opiniões ou ideias pessoais sobre um assunto.
  • Quando são usadas perguntas abertas, o controle é transferido para a pessoa que deve responder a pergunta, que inicia uma troca com a pessoa que perguntou. Se o controle da conversa continua com a pessoa que faz as perguntas, significa que você está fazendo perguntas fechadas. Essa técnica faz a conversa parecer-se mais com uma entrevista ou um interrogatório.
  • Evite perguntas com as seguintes características: as respostas fornecem fatos; as perguntas são fáceis de responder; as respostas são dadas com rapidez e exigem pouca ou nenhuma reflexão.

Agora deixarei uma série de perguntas que você pode fazer à crianças para descobrir situações específicas, e conhecer melhor o seu mundo interior, e o meio onde ela se move. São perguntas par iniciar uma conversa, e a partir dela a criança também pode fazer as suas próprias perguntas:

  1. Qual foi a melhor coisa que te passou hoje no colégio?
  2. Qual foi a pior coisa que te passou hoje no colégio?
  3. Conta-me algo que te fez rir hoje.
  4. Se pudesses escolher um coleguinha para sentar ao teu lado na sala, quem você escolheria? (Quem você não escolheria?)
  5. Qual é o melhor lugar da escola?
  6. Diga uma palavra estranha que tenhas escutado hoje; ou algo estranho que alguém disse.
  7. Se eu chamasse hoje a professora, o que achas ela diria de ti?
  8. Ajudastes a alguém hoje no colégio? Quem? Como?
  9. O que te fez mais feliz hoje?
  10. O que te fez sentir tédio hoje?
  11. Se um disco voador chegasse na teu colégio e levasse a alguém com eles, quem querias que fosse?
  12. Quem é a pessoa que gostarias de brincar no recreio que nunca ou poucas vezes tenhas brincado?
  13. Quem é a pessoa mais divertida da sala de aula? Por que é tão divertida?
  14. Se amanhã fosses tu o professor, o que farias?
  15. Tem alguém na tua sala que necessita relaxar-se mais?

De cada uma dessas perguntas pode surgir uma conversa muito interessante. Talvez no princípio parece algo estranho, mas depois de um tempo em que mantenhas esse tipo de conversa aberta, a criança se acostumará e desejará que chegue o momento de compartilhar com você um pouco do seu dia. Não utilize estas perguntas como se você um questionário, fazendo muitas uma atrás da outra. Deixe que seja algo natural, faça uma pergunta e permita que a conversa flua a partir daí. Proponho à criança que ela também faça alguma pergunta para você.

O post de hoje foi um pouco diferente, não acha? Penso que saber comunicar-se com as crianças é essencial e melhora as nossas capacidades emocionais, por isso pensei que fosse um tema interessante para compartilhar. O que achou das perguntas? Quais perguntas você faria?

Por favor, compartilhe este post nas suas redes sociais, tenho certeza que poderá ser de ajuda a muita gente. Obrigada por passar pela minha “Caixa de Imaginação”  e até breve.