Nosso coração não é lixeiro! Jogando fora os entulhos do passado.

Claudine Bernardes
Fotografia e edição: Claudine Bernardes

O que escondo dentro de mim.

Guardo a esperança presa em uma caixa de sapatos. Às vezes a espio com cuidado, não abro muito para que não fuja. Guardo minha esperança com zelo, desejando que as coisas mudem, e que minha simples esperança se transforme em algo tangível.

Guardo aquele sentimento que me deixaste, aquele sentimento que produziste ao partir. O mundo não o vê porque o guardo com zelo. Ninguém o ouve. Me calo e escondo o que levo. Ainda que guardado dentro de mim persista uma terrível tempestade, é minha essa tempestade e não a deixo partir. Na verdade, conservo essa dor que levo porque é o único que resta de ti.

Guardo dentro aquele desejo de ser o que jamais serei. O guardo escondido onde só eu possa amá-lo, onde ninguém possa julgá-lo. Não! Não insista porque não o deixarei ir. Ele é o único que me conecta com o que jamais terei coragem de ser. Porque o que sou é um sorriso apagado, é vontade contida, é um nada em um mundo que exige que sejamos tanto.

Guardo, escondo e mantenho aquilo que já foi e não é mais. Às vezes me pergunto se não seria mais fácil deixá-lo partir. Porém o medo do vazio me faz retroceder, e fecho as portas uma vez mais, e não o deixo ir

♥♥♥

Guardamos roupas apertadas com a esperança que voltem a servir-nos. Telefones de pessoas que desapareceram de nossas vidas e que possivelmente jamais regressem. Todos guardamos coisas, palpáveis ou não. Eu guardo minha sapatilha de escalada como se fossem um tesouro. Nela conservo a lembrança de tempos prazerosos, quando conquistava às alturas; a adrenalina da queda quando meus braços e pernas endurecidos pelo esforço já não continham meu peso. No entanto há coisas que não devem ser guardadas:

Rancor: 

Às vezes atesouramos sentimentos negativos em relação a pessoas que nos feriram. Todos sabemos que perdoar é primordial para nossa saúde mental, espiritual e inclusive física. Mas na hora do “vamos ver” quando temos que deixar ir esse sentimento horrível, buscamos desculpas. “Não estou preparado para perdoar”. “Você não sabe quanto dano ele (ela) me fez!” Esses argumentos não são lógicos, porque enquanto você não perdoar estará lidado de forma negativa a essa pessoa. Perdoar é saudável e libertador. Todos estamos en Construção:

Durante a nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas,
porque somos imperfeitos. Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras.
É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários. Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adiante.

(Gabriel Chalita, Blog do Massa)

Desejos inalcançáveis que produzem frustrações:

Há coisas que são inalcançáveis simplesmente porque não estamos dispostos a transformá-las em realidade ou não queremos pagar o preço da conquista. Um exemplo experimentando por mim: depois de terminar a faculdade de direito, e trabalhando nessa área durante anos, resolvi fazer uma especialização na Espanha. Amo o direito com loucura, me imaginava sendo advogada até o fim dos meus dias. Entretanto, me casei e fiquei por aqui mesmo. Por diversas situações que vão desde vários exames orais complicadíssimos exigidos para homologar o diploma, até o fato de que sou idealista demais para trabalhar com o direito espanhol (tão quadrado), acabei tendo que fazer uma escolha: Deixar essa paixão pelo direito de lado e viver a vida como ela agora é, ou ficar chorando sobre o leite derramado, frustrada e com pensamentos nostálgicos de como era linda a minha vida profissional no Brasil. Deixei meu amor ir embora. Aceitei minha vida tal qual ela é, e isso me fez sentir mais leve e pronta para empreender novos caminhos.

Sentimentos e relações daninhas:

Você já se apaixonou por alguém que, apesar de não querer levá-lo a sério, tampouco o deixa passar página? Isso é terrível! É como se quisessem manter-nos escravizados a uma relação sem futuro é que quanto mais se demore em terminar, mas dano produzirá. É fundamental tomar a decisão de abrir mão dessa relação e deixar partir esse sentimento. É algo que beneficiará a ambos. Também há aquele sentimento que guardamos em relação a alguém que já não quer mais fazer parte da nossa vida. Albergamos a ilusão de, quem sabe um dia… e vamos guardando esse sentimento que não tem futuro. Isso é terrível, cansativo e nos aprisiona a algo que já não existe. Chegou a hora de passar página!

Jogue fora! Não guarde dentro os entulhos do passado. Caminhe pela vida leve porque a vida em si já é pesada.

E para terminar, deixo uma música da Lorena ChavesO Lamento” que fala sobre seguir adiante, “olhar pro céu e caminhar”:

Penso desistir do que não sei
Por não saber esperar no que vai dar
Sonhos que se foram junto a ti
Eu já não sei por onde recomeçar
Caso de amor assim eterno
Nem uma vida inteira para esquecer
Sigo lamentando pelas fichas todas gastas em você.

E nem de longe eu vivi a paz
Fui percorrer as curvas da avenida
Comprar vitrines inteiras de futilidade
Fazer sorrir tristeza pra essa imensa dor
Nas caixas o vazio da minha alma
A cura temporária para a solidão
Procuro esperança pra essa vida vã
É hora de olhar pro céu e caminhar

E nem de longe eu vivi a paz
Fui percorrer as curvas da avenida
Comprar vitrines inteiras de futilidade
Fazer sorrir tristeza pra essa imensa dor
Nas caixas o vazio da minha alma
A cura temporária para a solidão
Procuro esperança pra essa vida vã
É hora de olhar pro céu e caminhar

(Lorena Chaves – O Lamento)

Então, gostou? Espero o teu comentário. Lembre-se que a “A Caixa de Imaginação” é um canal bilateral de comunicação, por isso, ficarei feliz em receber os teus comentários e ideias. Ah! Se gostou compartilhe. 😉 (Para leer esta entrada en Español: Lo que escondo adentro de mí)

Papai Noel de férias perto de casa.

(Uma homenagem à Navegantes e aos que fizeram parte da minha infância)

férias e navegantes - Santa Catarina
Ilustração: Claudine Bernardes

Quando eu era pequena, e as crianças ainda voavam livres pelas ruas da cidade, buscávamos aventuras em todas as esquina. Cada casa abandonada nos parecia um mundo desconhecido, cheio de mistérios a decifrar. Os terrenos baldios, que naquela época abundavam, eram países longínquos para onde sonhávamos viajar. Inclusive a vala que passava atrás de casa, foi transformada em um caudaloso rio onde, um dia, cheia de boas intenções, tentei ajudar minha irmã pequena a cruzá-la, e sem querer a joguei de cabeça no esgoto. Que dias aqueles!

Perto de onde vivíamos havia uma casa velha, rodeada de árvores, onde uma vez Papai Noel veio passar as férias. Ele tinha a barba longa e um sorriso simpático. Quando o vimos soubemos que se tratava do “bom velhinho“. Nos pareceu estranho que sua pele não fosse tão clara e que não tivesse a bochecha tão rosada como víamos na televisão. Mas claro que isso tinha uma explicação! Aliás, nossa mente fértil encontrava explicação para qualquer assunto que não tivesse lógica. A solução era simples! Era verão e estávamos em uma cidade da costa do Brasil, portanto era natural que até Papai Noel estivesse um pouco mais moreno. Outro problema era que ao nosso Papai Noel lhe faltava o barrigão. Entretanto, para isso também havia uma solução. Pensemos, era verão, férias e o “bom velhinho” acostumado com o clima congelante do Polo Norte, havia suado tanto em nossa cálida terrinha, que acabou emagrecendo. Mas a grande incógnita, o que realmente não podíamos compreender, e uma resposta que nem mesmo a nossa imaginação podia criar, era o porquê ele havia elegido Navegantes como lugar de descanso. Sim, porque sempre pensamos que nossa cidade não estava no seu mapa, já que dias antes de Natal, encontrávamos nossos singelos presentes, escondidos em algum lugar de casa. Hoje, olhando para o passado penso que encontrei a resposta. Era natural que ele escolhesse a nossa humilde terrinha para passar as férias, já que poucas crianças o reconheceriam, porque de fato no Natal ele nunca aparecia por ali.

férias em navegantes
Ilustração: Claudine Bernardes

Desde então passaram muitos natais. Já não sou mais uma menina correndo pelas ruas da minha cidade. Na verdade estou bem longe do meu mágico lugar de infância. Mas ainda conservo minha imaginação. Ainda busco aventuras em castelos, princesas em torres e espreito nas casas abandonadas.

 as aventuras de claudine bernardes espanha
Foto de arquivo: Claudine Bernardes

Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Será gratificante receber seus comentários e ideias.  Se gostou,  por favor, compartilhe! (En “La Caja de Imaginación” puedes leer también el post en Español: Papá Noel de vacaciones cerca de casa)

TAG Bloggers Recognition Award

responder tag

Um mês de blog e estou super contente, porque “A Caixa de Imaginação” foi super bem aceita, tanto pela comunidade de blogueiros como pelos internautas que sempre passam por aqui para dar uma olhadinha. E o presente foi lindo, em forma de Tag. Isso mesmo, recebi minha primeira indicação para participar de uma Tag (Bloggers Recognition Award), e nada menos que do veterano blogueiro Robson Joaquim do belíssimo Blog do Reportter

Minha tarefa é contar para vocês a razão que me fez criar “A Caixa de Imaginação” e depois dar umas dicas aos novos colegas blogueiros. Vamos lá, então!

Sou uma amante da leitura e da escritura e é algo que me acompanha desde muito pequena. Lembro que quando tinha uns onze anos coloquei na cabeça que seria escritora, e resolvi escrever uma história em quadrinhos. Bem, foi um desastre porque sempre desenhei muito mal. Deixei estacionado o meu lado escritora e segui como leitora durante muitos e longos anos (ainda que escrevesse alguma que outra poesia sem qualquer constância). Há dois anos e depois de empreender a incrível aventura da maternidade meu lado escritora acordou. No entanto, não foi algo assim, sutil, devagar… para nada! Foi uma cascata, um furacão… não, não… um devastador tsunami. A escritora que há em mim acorda-me pelas noites, me importuna enquanto estou lavando a louça, quando caminho pela rua e inclusive quando saio para pedalar. Não posso deixar de ter sempre comigo um caderno de notas. Em dois anos já escrevi várias crônicas, contos infantis, novelas, poesias… ela não me deixa em paz. Conversando com um editor ele me sugeriu criar um blog. Seria uma oportunidade de conhecer pessoas, seus gostos, e fazer feedback com leitores e escritores. Me sinto feliz por ter seguido o seu conselho, porque nesse último mês conheci a muita gente bacana, li outras pessoas e me reconectei com a cultura brasileira (vivo na Espanha há 10 anos).

No entanto, o que mais me surpreendeu foi a existência de uma verdadeira comunidade virtual de blogueiros, conectados por gostos, afinidades o simplesmente pelo fato de ser blogueiros. Isso é fantástico! Realmente estou amando a experiência, por isso, se você está pensando em ter o seu blog, siga adiante.

Não sou uma blogueira veterana, porém durante este último mês de árduo trabalho aprendi muitas coisas que posso compartilhar com você. O primeiro que você deve ter claro é se você quer entrar no mundo do Blog de cabeça, ou seja: ser um blogueiro conhecido, difundido e buscado; ou apenas quer gerar post’s aleatórios sobre temas do seu interesse. Em ambos casos a implantação do blog é parecida, porém o dia a dia como blogueiro em um caso e no outro são completamente diferentes. Se você opta pela primeira opção, segue umas dicas:

  1. Partiremos do princípio de que você já pensou sobre o que quer falar, já delimitou o seu conteúdo. É importante que o tema do seu blog seja algo que você domine, que te motive muito. Antes de qualquer coisa, faça um passeio virtual por outros blogs afins. Veja como trabalham, sua constância de postagens etc.

  2. Leia muito sobre SEO (Search Engine Optimization). Aprenda como otimizar o seu blog, como fazê-lo conhecido além do seu círculo de amigos. Sugiro a leitura de: Seo Marketing, e Marketing de Busca Se você lê em espanhol, sugiro o blogueiro que sigo (que é muito completo): Ciudadano2.0 

  3. Faça trabalho de SEO desde o primeiro dia.

  4. Não esqueça de criar um perfil em Gravatar, é essencial que os leitores possam ver uma foto sua, e quando você faça comentários em outros blog’s que apareça a sua imagem, não aquele quadrinho horrível sem foto.

  5. Visite outros blogs. É importante saber o que está passando fora do seu mundo. Conhecer o mundo de outros, o que pensam e como os transformam seus pensamentos em palavras, fará com que você se expanda como pessoa. Além disso é ótimo contar com o apoio de outros que já percorreram o longo caminho que você recém está trilhando.

  6. Se organize. Esse para mim está sendo o mais complicado, no entanto, estou no processo. Organize o seu fluxo de post; faça um calendário de publicação na sua agenda. Assim, você pode ter uma ou duas semanas antecipadas de post já agendados e não estar sempre correndo para subir algo.

  7. Desfrute em ser um blogueiro: o blog é uma ponte que lhe conectará com o mundo de outros e isso é um privilégio. Desfrute do que faça. Construa amizades. Cresça. Na verdade, aprendemos sempre mais do que podemos ensinar e isso é maravilhoso.

Bem, é isso! Espero que tenha servido de algo. Um grande abraço e aqui estarei para bater um papo quando você quiser. 😉

Gostaria de convidar aos colegas abaixo para realizarem esta pequena tarefa:
Faça um post explicando por que você começou a blogar e dê algumas dicas;
Nomeie blogs de seus colegas blogueiros;
Comente nos blogs deles para que saibam que foram nomeados.

E os indicados para responder essa Tag são:

Dafne Antunes: do Blog Doce Arte

Georgia Moreira: Blog As Crônicas de Georgia

Manuel Simarro: Blog do Manuel Simarro

Lenita Navarro: Blog Le Travel Blog

Você é ponto de partida ou ponto final? Sete características.

 Peter H. Reynolds
Foto de arquivo: Claudine Bernardes

Ponto de partida

Sou um ponto de partida
desde onde as pessoas alçam voo,
decolam.

Quando alcançam altura,
olham para baixo e ali estou
um ponto… um simples ponto.
Um ponto de partida

Talvez se esqueçam de mim,
talvez nunca regressem.
Entretanto,
o que sou jamais deixarei de ser:
seu ponto de partida.

Há também os que regressam,
porque para eles,
além de ponto de partida
sou uma parada de descanso.
(Claudine Bernardes)

Peter H. Reinolds
Foto da Capa

Se você não puder ler todo o meu post, ao menos veja o vídeo do livro infantil “O Ponto” (Peter H. Reynolds) que me inspirou a escrevê-lo. Está abaixo.

Você é ponto de partida ou ponto final?

Saber a resposta para esta pergunta é essencial para melhorar o seu relacionamento com os demais. Mas, que história é essa de ponto de partida e ponto final? Bem, desde pequenos nos encontramos com pessoas que de alguma maneira foram um ponto de partida, que nos ajudaram a iniciar algo, inclusive, a ser o que hoje somos. Pense neles! Para algumas pessoas os pais foram seus primeiros “ponto de partida”: animando a aprender algo, a iniciar um projeto, ou alentando quando estão a ponto de desistir. Também estão nossos professores, que compartilharam conosco seu conhecimento, e plantaram dentro de nós as sementes do conhecimento, de projetos e sonhos. É possível, inclusive, que estas sementes tenham germinado e hoje são belas árvores frutíferas que alimentam outras pessoas. Há muitas pessoas que para mim foram um ponto de partida e algumas se transformaram em uma parada de descanso.

O que tinham essas pessoas de especial que as tornaram um “Ponto de Partida”? Deixarei 7 características que pude encontrar. As pessoas “Ponto de Partida”…

  1. Plantam sementes: O ponto de partida é um princípio de algo. Por essa razão, uma pessoa “Ponto de Partida”, é alguém que ajuda a outros a encontrar seu potencial. Para isso, plantam uma semente, o que é o mesmo que uma ideia ou uma palabra de ânimo. Ajudam a despertar talentos que estavam dormidos, ou inclusive que não existiam, porém com trabalho e tendo alguém que nos anime, esses talentos vão surgindo, crescendo e consolidando-se. Você já ajudou a alguém encontrar seu potencial?

  2. Transmitem conhecimento: Uma pessoa “Ponto de Partida” ama transmitir conhecimento ou experiências, é um “mestre da vida”. Quando compartilham conhecimento não o fazem desde um pedestal, não erguem barreiras e tampouco são impessoais. Porque para uma pessoa “Ponto de Partida”, cada ser humano que passa pelas suas mãos é único; não vê uma pessoa problemática como um problema, mas sim como uma resposta ao seu crescimento. Você compartilha o que sabe com outros?

  3. Amam o que fazem: O amor sempre é o motor que impulsa a uma pessoa “Ponto de Partida”. Quando não há amor, as frustrações o farão desistir de alentar a outros. Você ama o que faz?

  4. Não esperam reconhecimento: Penso que sempre devemos reconhecer as pessoas que nos ajudam, porém nem sempre isso ocorrerá. A pessoa “Ponto de Partida” sabe disso, por essa razão planta árvores sem esperar comer do fruto. Para ela o importante é coloborar para que haja frutos, ainda que seja para alimentar a outros. São aqueles professores que apesar de ganhar um ínfimo salário, dão o melhor de si; não têm medo de abrir-se e mostrar o que são. Você ajuda sem esperar algo em troca?

  5. Fazem críticas construtivas: Realmente creio que devemos dizer o que pensamos, porém devemos fazê-lo tendo como base o amor. Uma pessoa “Ponto de Partida” sabe que fazer críticas é importante para ajudar outras pessoas a crescerem; no entanto, também sabe que suas palavras podem matar o sonho de outras pessoas. Por essa razão, escolhe a palavra e o sentimento apropriado para dizer algo; porque suas críticas edificam pontes entre as pessoas e seus sonhos. São um alento nos momentos de dificuldade, uma palavra de partida num momento de branco criativo e principalmente um : “Faça melhor da próxima vez, porque sei que você pode!” Como as pessoas reagem as suas críticas?

  6. São buscadas para dar conselho: Há pessoas que adoram dar conselhos, estão apaixonadas pelo som da própria voz. São os especilistas em “de tudo um pouco”, que pensam que sua ideia é única e que a sua resposta é sempre a verdadeira; a única opção. Porém, uma pessoa “Ponto de Partida” não pensa assim, por essa razão, outros a buscam. Ela não necessita pendurar no pescoço um cartaz de “dou conselho grátis”, porque os demais sabem que quando necessitem ela estará ali. Outras pessoas buscam os seus conselhos?

  7. São Multiplicadoras: Isso mesmo! Uma pessoa “Ponto de Partida” gera outras pessoas “Ponto de Partida”. Seu impacto é tão positivo em outras pessoas que gera nelas o desejo de também serem pontos de partida. Esse é o ápice, a coroação e a prova do seu sucesso: conseguir transmitir o legado de ser um “Ponto de Partida”. Você está transmitindo o seu legado?

Agora gostaria que você meditasse nesses sete pontos e com sinceridade refletisse se você está sendo um ponto de partida, ou se suas críticas estão servindo de ponto final aos sonhos de outros.

Para terminar gostaria de compartilhar com você o vídeo do livro infantil que inspirou esse post. Se chama “O Ponto” (Peter H. Reynolds). Não termine de ler essa publicação sem ver esse vídeo, é realmente inspirador.

Lembre-se  que “A Caixa de Imaginação” é um canal aberto, por isso nos alegra receber seus comentários e contar com a sua participação. Também, gostaríamos de perdir-lhe que compartilhe com seus amigos esse post, dessa forma você poderá ajudar a outras pessoas. (Pincha para leer el texto en español: Punto de partida)

Resenha musical: Ritmo caribenho ao som de Juan Luis Guerra.

Ao Som de Guerra

Resenha sobre Juan luis guerra

Se há um cantor caribenho que gosto de verdade, esse é Juan Luis Guerra. É possível que você não o conheça, porém tenho certeza que já escutou alguma música dele. Sabe aquela música cantada pelo FagnerBorbulhas de amor“? Essa é uma das inúmeras canções de autoria de Juan Luis Guerra, que fizeram um sucesso extraordinário. Sim, porque esse cantor é um poço sem fundos de criatividade e boa música. Juan Luis Guerra é de República Dominicana, um lugar cheio de pessoas simpáticas (tenho muitos amigos dominicanos e todos são gente boa), alegres e de bem com a vida. Suas canções são o reflexo dessa realidade. Seu primeiro trabalho “Soplando” foi lançado em 1983, e desde então já somou outras 12 obras à sua discografia.  Além disso, também estão outras 15, isso mesmo q-u-i-n-z-e, compilações dos seus trabalhos.  E os prêmios? Esses não foram pouco. Dentre os 13 discos lançados por ele, seis foram nominados aos Prêmios Grammy e dois deles levaram o prêmio de melhor álbum latino (Bachata Rosa e La llave de mi corazón). Mas não nos esqueçamos dos Prêmios Grammy Latino onde ele foi proclamado vencedor inumeráveis vezes, em diversas categorias (Para ver todos seus prêmios entre aqui).

Aqui estão algumas músicas que gosto muito:

Ah! Há outra informação sobre ele, que pode ou não ser do seu agrado: Juan Luis Guerra é cristão… desses que não têm vergonha de declarar a sua fé publicamente. Suas canções de fundo cristão também fazem muito sucesso. Deixo aqui algumas que gosto muito:

Essa vai em homenagem a minha mãe (é a sua música preferida):

Algumas canções de Guerra estão também em português, deixo o link para você escutá-las: A Bilirrubina, Oxalá, chova café, A travessia, e a minha preferida Romance Rosa.

Você já conhecia a Juan Luis Guerra? Gostou das suas músicas? Espero o seu comentário. Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Lerei seus comentários com alegria e os responderei rapidamente. Até breve!

Lugares que convidam a escrever: Morella.

(Para leer en español picha: Lugares que invitan a escribir “Morella”)

Cata-vento

catavento claudine bernardes
Foto de arquivo: Claudine Bernardes

Ele só tinha 3 anos e seu corpo de menino transbordaba energia. Era a primeira vez que visitava a cidade amuralhada. Com suas torres, grandes portais e ruas de pedras… estreitas ruas de pedras… aquele era um lugar mágico! A cidade era antiga e cheia de história, mas ele ainda não tinha consciência de tudo isso.

Seu desejo instintivo, naquele momento, era abrir os braços e baixar voando pela rua de pedra abarrotada de turistas. Pequenos comércios que vendiam qualquer coisa que pudesse estimular os sentidos dos turistas, ladeavam a rua. Ele parou em frente de uma loja de suvenirs e seus pequenos olhos brilharam. Estava emocionado e aplaudia, como se estivesse diante de uma impressionante orquestra musical. Porém, o objeto de sua felicidade era um simples cata-vento. Com suas muitas cores, girava impulsado pelo vento outonal, hipnotizando o menino. Ah! Que ingênua e simples e pura pode ser a felicidade!

cata-vento em Morella
Fotografia, texto e edição: Claudine Bernardes

Confesso! Sou apaixonada por ruas estreitas, e se forem de pedra eu deliro. Acrescentamos  também uma muralha envolvendo a cidade, encimada por um castelo em ruínas, vamos… estou no paraíso!  E Morella tem tudo isso e muito mais. É uma cidade pitoresca do interior da província onde moro (Castellón). As comidas típicas são incríveis e as casinhas, todas pegadas, super antigas, tudo… tudo de pedra, me faz delirar. E claro, me convida a escrever. É uma fonte de inspiração! Cada cantinho, grades enferrujadas de há séculos, portas… ah as portas… como gosto de portas.  Já fui ali muitíssimas vezes, porém uma delas foi muito especial. Registrei esse momento único através do relato acima e também de algumas fotos.   Bem, hoje não não vou escrever muito, mas deixei algumas fotos desse incrível lugar que me inspira a escrever. Espero que você goste.

morella castellón
fotografia de arquivo pessoal.

Curta-metragemMorella, uno de los pueblos más bonitos de España“, por Mireia Ávila. É um curta muito original, recomendo que você o veja. Também está este video promocional sobre Morella. Também não podia faltar a página web oficial de Morella.

foto de a caixa de imaginação
Fotografia de arquivo: Claudine Bernardes

Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Será gratificante receber seus comentários e ideias.  Se gostou,  por favor, compartilhe!

 

Você já sentiu que não amou o suficiente? Enfretando o remorso e a perda.

Devagar

perda e luto
Fotografia e edição: Claudine Bernardes. “Agut”

Cada passo era um suplício. Um pé depois outro, com dificuldade, com dor, no entanto sem perder a determinação de costume. Caminhou assim durante 20 metros que lhe pareceram 20 quilômetros. Sentou-se devagar sobre um banco de madeira (que nunca antes havia notado, apesar de que sempre esteve ali) e sentiu uma dor incômoda no quadril. O sorriso que sempre fora seu companheiro inseparável já não estava mais com ela. Sua pele apagada e seus olhos arrugados de dor lhe conferiam mais anos do que realmente tinha. Esperava. Enquanto esperava observou o mundo ao seu redor. Tudo continuava igual, no entanto ela havia mudado. As pessoas entravam e saíam apressadamente pela porta automática; numa ambulância chegava alguém cuja vida estava por um fio; uma senhora caminhava rapidamente carregando documentos debaixo dos braços. “Ilhas! Todos somos ilhas!” – constatou resignada. “- Vivemos isoladas no nosso próprio microclima.” Depositou a mão sobre o ventre e lembrou-se que estava vazio. Outra vez a dor dominou seus sentidos. No entanto, não se tratava de uma dor física, que esta também estava, era outra dor. A dor de quem não havia amado o suficiente. A violenta dor de quem só percebera sua falha depois de haver perdido. Duas semanas antes era tudo distinto. Havia atravessado as portas do hospital com a ilusão de ver, pela primeira vez, o seu pequeno bebê. Naquele momento o sorriso ainda era seu companheiro. Conversou de forma descontraída com a ginecóloga, segurou firme a mão do seu marido, enquanto o aparelho de ultrassom percorria seu ventre e… e percebeu…

O sorriso da médica havia desaparecido, algo estava errado. O pequeno corpo estava inerte, já não havia mais vida dentro dela, constatou. Seu pequeno coração havia deixado de bater há quatro semanas, e durante essas quatro semanas, seu ventre havia sido um sepulcro, sem que ela tivesse percebido. O carro parou há poucos metros, e ela levantou-se devagar para evitar a dor. Porém, a maior dor não podia ser evitada, porque dentro de si sabia que não havia amado o suficiente.                       (por Claudine Bernardes)

Perder alguém sempre produz muita dor, posso dizer isso desde o ponto de vista de quem já sofreu muitas perdas. Me lembro o quanto sofri, o quanto chorei ao ver o corpo sem vida do meu pai, quando tinha apenas sete anos. Chorei desconsoladamente durante horas, chorei durante dias, até que pouco a pouco a dor foi passando. Porém a dor da perda, somada ao remorso é algo que pode realmente ser destrutivo. Muitas pessoas caem em depressão depois de sofrer esse tipo de sucesso. Filhos que não deram o melhor de si aos seus pais; pais que não demonstraram o amor como deveriam; maridos e esposas que somente perceberam o quanto amavam depois de haver perdido. Se você está passando por essa experiência, deixo algumas sugestões que poderão ajudá-lo:

1 – Faça luto: é possível que muitas pessoas com o afã de ajudá-lo, ou por simples insensibilidade, digam-lhe para não chorar. “Levante a cabeça e siga adiante”, deverá escutar com frequência. Porém, antes de levantar a cabeça e seguir adiante é importante passar por um período de luto. O que é o luto? Segundo a definição do Dicionário Priberam, luto Processo durante o qual um indivíduo consegue desligar-se progressivamente da perda de um ente querido. A psicóloga Clarissa de Franco aclara que “O processo de luto é necessário para a reconstrução do lugar do sujeito que perde alguém. E como todos lidarão com perdas um dia, é importante que se construa um espaço coletivo que legitime o luto como um recurso de saúde não só para o enlutado, mas também para a sociedade. O processo de luto devolve ao enlutado a chance de uma nova história.”  Por isso, chore sem medo, é um direito e uma necessidade sua.

2 – Aceite o apoio de seus amigos e famílias: é normal depois de uma perda, buscar um espaço próprio para viver um tempo de luto. Eu necessitei desse espaço! Pedi aos meus amigos que que orassem pelo meu restabelecimento emocional, no entanto também lhes pedi que me dessem um espaço, que não me chamassem por telefone, ou tentassem conversar comigo sobre minha perda, até que eu me sentisse em condições de falar sobre o tema sem desmanchar-me em lágrimas. Por outro lado, ter pessoas ao meu redor, como meu marido ou minha mãe, que sem a necessidade de dizer-me nada, me serviam de apoio moral me ajudou muito.

3 – Expresse seus sentimentos: Depois que você já estiver em condições de falar sobre sua perda, exteriorize seus sentimentos. Converse com pessoas de sua confiança. Se você se sente culpável por não ter dado o seu melhor; se o remorso lhe está sufocando, falar sobre o tema pode ajudá-lo a ver as coisas de forma diferente ao colocar voz a este sentimento. Outras pessoas preferimos transformar os sentimentos em palavras, se esse é o seu caso, adiante! Posso assegurar que também funciona.

4 – Perdoe-se: Ninguém é infalível e você muito menos. Todos nos equivocamos, aceite essa realidade, perdoe-se e aprenda com essa experiência. Tenha em conta que autoflagelar-se com o remorso pode transformá-lo em uma pessoa amargada e impedi-lo de amar aos que ainda estão ao seu lado.

5 – Busque o consolo em Deus: Talvez você me responda “Não posso fazer isso porque não sou uma pessoa religiosa.” Que bom! Eu também não. Deus não é religião, ele é AMOR e amor é uma relação. Em Mateus 11:28, Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Converse com Ele, conte as suas penas, chore, peça perdão e libere perdão. Com a experiência de quem viveu a perda e o remorso em primeira pessoa, posso te garantir que receber o abraço de Deus ajuda um montão.

Por último, tenha em conta que tudo nessa vida passa. Deixe a vida fluir, porque “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Salmo 30:5b). Recomendo a leitura dos artigos: Version: “Como lidar com pessoas que estão enfrentando o luto?” e  “O que não dizer a uma pessoa em processo de luto“, escritos pelas psicólogas Elaine Cristina Aguiar Fernandes e Nazaré Jacobucci (sucessivamente).

a alegria vem pela manhã
Fotografia e edição: Claudine Bernardes

Se você viveu algo semelhante e quer compartilhar sua experiência conosco, será um prazer ler os seus comentários. Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal aberto, por isso nos alegra receber seus comentários e contar com a sua participação. Também, gostaríamos de perdir-lhe que compartilhe com seus amigos esse post, dessa forma você poderá ajudar a outras pessoas. (Pincha para leer el texto en español: “Despacio”)

Concursos literários: Participar ou não?

Uma opção interessante para novos escritores

escrever fora de casa
Foto de Arquivo: Claudine Bernardes

Quando comecei escrever meus primeiros textos, quase de imediato pensei que inscrever-me em concursos literários seria uma forma de conseguir publicar algo. Desde então foram muitos concursos. Inclusive escrevi um livro de poesia em poucos dias, com a ingênua ideia de “quem sabe” ganhar o concurso e os cinco mil euros que supunha o prêmio. Obvio que não ganhei! Participei de inúmeros concursos literários, todos em castelhano. Exatamente, a bela, porém complexa língua espanhola. Se já é difícil escrever bem utilizando a língua materna, imagine escrever em outro idioma. Uma loucura!

No entanto, devo confessar que não me arrependo. Aprendi muito, melhorei o meu estilo de escrita, ampliei meu dicionário e percebi que a minha “caixa de imaginação” é um poço sem fundo. Inclusive participei de concursos de contos infantis com ilustração própria, algo que jamais imaginei que podia fazer.

Por isso, se você está pensando em participar de algum concurso literário, siga adiante! É possível que, como eu, você nunca ganhe um prêmio, porém isso não importa. O que realmente importa é que você se expresse, que se deixe fluir e que cresça com cada palavra que escreva. Porque as palavras nos fazem crescer!

Abaixo deixo 4 links de páginas onde você pode encontrar concursos literários em português:

  1. Blog Concursos literários
  2. Concursos Literários.net
  3. Oficina de criação literária
  4. Casa das Rosas – Concursos literários

No entanto, se você domina o castelhano (língua espanhola) sugiro que conheça a página de Escritores.org. Na minha opinião é a página de concursos literários mais completa que existe. Além de listar inúmeros concursos literários de vários países, também oferece outros recursos interessantes para escritores, como: agentes literários, ferramentas de promoção para escritores, cursos, etc.

 Espero que este post tenha sido de ajuda. Lembre-se que “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral. Será gratificante receber seus comentários e ideias.  Se gostou,  por favor, compartilhe.  (Post en Español)

Resenha: O Mártir das catacumbas

Foto de Arquivo. Capa
Foto de Arquivo.
Capa “O Mártir das Catacumbas”
Editora Portavoz

O cristianismo acomodado da nossa atual sociedade, dos mega templos e dos shows multitudinários, não tem nada em comum com o cristianismo relatado no livro “O Mártir das Catacumbas”. Gostei de ler, chorei ao ler e o fiz mais de uma vez (ambas coisas, chorar e ler).

“Nada de luz, somente trevas
que mostravam quadros de angústia,
regiões de dor, funestas sombras.”

              Imagine a situação: crianças, jovens, famílias inteiras, anciões, todos vivendo em túneis subterrâneos, nas catacumbas de Roma, para poder viver sua fé em Jesus. Que convicção, que amor tão forte e profundo pode fazer com que pessoas (algumas delas ricas), deixem a luz da superfície para viver na escuridão das catacumbas? No entanto, naquele lugar sombrio, frio, úmido, onde o ar era escasso e os ossos atrofiavam-se pela falta de luz, a Luz de Jesus iluminava suas almas e os ajudava a suportar a difícil carga que necessitavam levar.

“Ao meu Salvador não se pode adorar desta maneira. Seus seguidores devem confessá-lo abertamente. Ele disse: “Aquele que me confessar diante dos homens, o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus”. Negá-lo na minha vida o nos meus atos exteriores, é exatamente o mesmo que negá-lo na maneira como pede a lei. Isso eu não posso fazer. Aquele que me amou primeiro, eu o amo, porque Ele, ao amar-me pôs sua vida no meu lugar. Minha maior alegria é proclamá-lo diante dos homens; morrer por Ele será o ato mais nobre que eu possa fazer, e a coroa de mártir será minha recompensa gloriosa.”

(Marcelo, O Mártir das Catacumbas)

                  Marcelo, um soldado pretoriano, depois de ver um grupo de cristãos sendo mortos no Coliseu de Roma, resolve conhecer melhor aquele grupo de perseguidos. No entanto, para conseguir o que se propunha necessita que alguém lhe guie pelos labirintos subterrâneos das catacumbas, onde muitos já se perderam e acabaram morrendo. Será que ele consegue aproximar-se do grupo de cristão que vive ali?

                   Uma informação interessante é sobre o desconhecimento da autoria do livro. Um exemplar foi resgatado de um naufrágio pelo Capitão Richard Roberts no ano de 1876. Sem dúvida recomendo a leitura deste incrível livro. Para finalizar, deixo o link da Série Evidências,apresentada pelo arqueólogo Rodrigo P. Silva, que fala sobre as catacumbas romanas. Espero que você goste.

Lembre-se que este blog é um canal de comunicação bilateral. Será um prazer ler e responder o seu comentário. (Post en castellano: Reseña El Mártir de las Catacumbas)

Você vai deixar de seguir o caminho por que encontrou uma pedra?

O caminho e a Pedra

 Foto de Arquivo: Claudine Bernardes Lugar: Desierto de ls Palmas, Castellón de la Plana

Foto de Arquivo: Claudine Bernardes
Lugar: Desierto de ls Palmas, Castellón de la Plana

No Meio do Caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra.
Tinha uma pedra no meio do caminho.
No meio do caminho tinha uma pedra.
(Carlos Drummond de Andrade)

            Drummond nos deixou bastante claro que no meio do seu caminho tinha uma pedra. Porque sempre há pedras no caminho, no meu, no teu, no vosso, sempre há pedras.

           Outro dia enquanto pedalava encontrei uma pedra no meio do caminho. A resposta foi rápida, a escolha fácil: desviei da pedra. Há pedras que podem ser desviadas, porque o caminho é largo e bem asfaltado. Entretanto, há momentos em que o caminho é um verdadeiro pedregal, então qual é a opção? Desistir da caminhada e dar meia volta com o rabo entre as pernas? Sim, essa é uma opção. Quem nunca desistiu que atire a primeira pedra! Porém, não podemos viver constantemente dessa maneira, porque sempre haverá um caminho pedregoso para vencer, uma montanha para escalar, um rio para cruzar.

          Quando entrarmos em caminhos pedregosos, lembremos que as pedras que não podem ser removidas ou desviadas, poderão ser escaladas, porque Deus nos criou com mãos e pernas para escalar. Também tenha em conta que estes caminhos pedregosos geralmente são os que nos conduzem aos lugares mais lindos. Quem como eu gosta de caminhar ou pedalar entre as montanhas, sabe que a subida é muito cansativa, cheia de pedras, buracos, encostas íngremes e escorregadias. Mas não deixamos de enfrentar esses árduos caminhos, porque é ali, entre pedras, espinhos e suor, onde nos sentimos mais perto do nosso Criador.

Blog: A caixa de imaginação. Entrada: A pedra e o caminho. Foto de Arquivo: Claudine Bernardes lugar: Desierto de las Palmas
entrada: A pedra e o caminho.
Foto de Arquivo: Claudine Bernardes
lugar: Desierto de las Palmas

Seria ótimo receber a sua opinião ou sugestão. “A Caixa de Imaginação” é um canal de comunicação bilateral, sinta-se a vontade para fazer parte do nosso blog. (Post en Español: ¿Dejarás de seguir el camino por que encontraste la piedra?